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Terminei de ler esta madrugada o livro ‘As horas’ (1999), que deu origem ao filme homônimo (2002), de Stephen Daldry, estrelado por Nicole Kidman, Meryl Streep e Julianne Moore. Compartilho aqui com você um trecho bonito da obra, vencedora do Prêmio Pulitzer:

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“Tinha parecido o começo da felicidade, e Clarissa ainda se choca, trinta anos depois, quando percebe que era a felicidade; que a experiência toda repousa num beijo e num passeio, na expectativa de um jantar e de um livro. O jantar já foi esquecido; Lessing foi há muito suplantada por outros escritores; e até mesmo o sexo, depois que ela e Richard chegaram a esse ponto, foi ardente mas canhestro, insatisfatório, mais gentil que passional. O que continua iluminado na mente de Clarissa, mais de três décadas depois, é um beijo ao entardecer, num trecho de grama seca, e um passeio em volta do lago, com mosquitos zumbindo no ar que escurecia aos poucos. Permanece intacta aquela perfeição singular, perfeita em parte porque parecia, na época, tão claramente prometer mais. Agora sabe: aquele foi o momento, bem ali. Não houve outro”.

* Texto de Michael Cunningham e foto de Seamus McGarvey *

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2 respostas to “As horas”

 
  1. Kika Gada disse:

    Nossa, lembro bem do filme. Ao final, eu caí num pranto que não consegui conter. Foram minutos que pareciam horas de choro intenso, uma enxurrada de lágrimas. Muito forte! Acabei comprando ‘Mrs. Dalloway’ e me deliciando com a obra. Acho que está na hora de reler.

    Bjs

  2. monica disse:

    Tenho o filme, mas ainda não li ‘Mrs. Dalloway’. É bom mesmo, amiga? Beijinho.

 

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Monica Ramalho

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