abr
27

Eu me apaixono. Se tivesse que escolher três palavras para me definir sem elaborar muito, seriam essas. Outro dia, escapuli no meio da tarde para o Paço Imperial na intenção de gastar umas horinhas entre os jardins e as pinturas de Burle Marx (e também entre as cerâmicas, tapeçarias e jóias), disponíveis para visitação na expo ‘Roberto Burle Marx 100 anos – A permanência do instável’. Tudo nascido numa época em que os artistas eram múltiplos e os jornalistas, diplomados em outras ciências. Acho que viver exigia menos especialização. Saí de lá encantada com a paleta de cores dele – o laranja fica super bem com azul, amarelo, vermelho e tons pastéis!

burle_marx_abst_001
Na mesma tarde, decidi comprar ‘Leite derramado’, do Chico Buarque, e lá estavam o laranja, o branco e o azul (este, no lado interno da capa). Devorei o lançamento em tempo recorde para quem gosta de ler aos pedaços: menos de 50 horas. Estava dentro de um tempo obsoleto, com valores e delicadezas sem correlatos no atual mundo do instantâneo. Sim, vira e mexe me flagro saboreando demais antigamente. O novo livro é tão bom quanto ‘Budapeste’, e agora são dois os meus clássicos em prosa do Chico. Terminada a história assim tão rápido, voltei aos capítulos finais de ‘Inabalável’, autobiografia de Wangari Maathai (leia também Um sorriso inabalável) e avancei para ‘Pergunte ao pó’, clássico de John Fante, concluído em meros três dias – após colecionar muita poeira na estante daqui de casa por uns quatro anos haha. Entre tantas leituras, comecei a rabiscar uma história que brota de uma confissão arrebatada. Dessas meio às avessas, que a gente tem medo de fazer na vida real.

Por falar em assuntos do coração, a amiga Naila Oliveira faz 30 anos neste 27 de abril (dia também do aniversário de morte do grande violonista Raphael Rabello) e a essa altura, deve estar festejando num pub londrino. Para lembrar mais dela, comprei e li as primeiras páginas de ‘Sex and the city’, escrito pela jornalista inglesa Candace Bushnell. Como sabemos, seja por homens, lugares ou sapatos, as personagens vivem às avessas com suas loucas paixões. Naila, quando voltar, este exemplar é teu!

* Sem título de Roberto Burle Marx, datado de 1977 *

Você pode deixar uma mensagem, ou um trackback do seu próprio site.

5 respostas to “Burle Marx, Chico, Raphael e os 30 anos da Naila”

 
  1. Gabriella Villaça disse:

    Gostei tanto da imagem que essa frase criou “saboreando demais antigamente.” saborear o antigamente, ser saudosista, como dois quadradões. Eu tenho meu pé meio atrás com o Burle Marx por conta do aterro e afins, mas admiro o trabalho dele demais, ele tem uma genialidade, é bonito de ver os trabalhos ver o aterro e algumas obras, acho que a mistura perfeita seria Oscar Niemeyer Burle Marx, pq acho que falta paisagismo no Oscar.

    houve um tempo…rs

    Beijos,

    ahm cadê o livro As horas?

  2. Mariana Laura disse:

    Lindona, estou sem blogue temporariamente, mas não deixarei de te visitar e matar as saudades neste doce espaço. beijo grande pra você e pra Val,

  3. Fatima disse:

    Ler o que vc escreve me da pazer.
    Fico desenhando suas idas e vindas, é muito bom!!!
    Vc tem uma leveza que me encanta.
    Te amo!!!

  4. Naila disse:

    Ai, amiga. Vc é tão lindamente incrível! Obrigada pela lembrança, pelo carinho e pelo livro. Só posso dizer que meu aniversário foi mais magnífico do que eu imaginaria. Caminhadas pelas ruas organizadas, civilizadas, cosmopolitas de Londres; com desfecho num pub pra lá de charmoso. Te amo, amiga!

  5. monica disse:

    beijo, gabi!
    mari: dá umas notícias mais concretas, sim? rs
    farofa: elogio de prima é mamata!
    nailete: acertei o pub! o livro te espera aqui no rio

    AMO VOCÊS!

 

Deixe seu comentário

Monica Ramalho

Monica Ramalho

Como me achar

(21) 99163.0840
moniramalho@gmail.com

Arquivo

Caixinha de Música