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Você também gosta de boa música instrumental? Então vamos abrir e fechar a semana ouvindo maravilhas.

Trio 3-63
Essas três figuras especialíssimas da foto acima, que se juntaram por causa de uma coincidência numérica (todos nasceram em 1963), quebram tudo nesta  terça, 26 de maio, às 20h30, no agradabilíssimo Espaço Tom Jobim, que funciona dentro do Jardim Botânico, no bairro homônimo. É o Trio 3-63, formado por Marcos Suzano na percussão e nos efeitos eletrônicos, Andrea Ernest Dias nas flautas e Paulo Braga no piano. O repertório da noite prevê temas de Moacir Santos, Pixinguinha, Claudio Santoro, Luiz D´Anunciação, Guerra-Peixe e Joaquim Callado.

A combinação sonora dos três bambas vem crescendo desde 2005, quando eles se juntaram para participar da série ‘Vision du Brésil’, realizada pelo Centre National de Musique, em Marselha, na França. Até onde me mantive informada, este será o segundo espetáculo do 3-63 no Brasil. Por questões de agenda, perdi a estréia, realizada em meados de julho último, no CCBB do Rio. Esse não perco de jeito nenhum! Os ingressos custam R$ 50, com meia-entrada para estudantes e maiores de 65 anos.

victor biglione

E na sexta, 29, às 22h, será a vez de vibrar com a guitarra incandescente de Victor Biglione. Ele vai fazer um importante show de lançamento do álbum ‘Uma guitarra no Tom’ num endereço que remete em tudo ao homenageado: na Rua Adalberto Ferreira, 32, onde fica o Bar do Tom. A casa de espetáculos é anexa ao Plataforma, em cuja mesa cativa o maestro soberano consumia chopes e produzia canções. O disco foge completamente do lugar comum e (mesmo interpretando Jobim, tantas vezes revisitado), o músico “argentinocarioca” mostra como canta bonito a guitarra brasileira contemporânea.

Ao lado de Sérgio Barrozo no contrabaixo e André Tandeta na bateria, Biglione vai imprimir suas digitais inconfundíveis tanto no repertório jobiniano famoso – “Água de beber” e “Samba de uma nota só” (ambas em parceria com Newton Mendonça), “Chovendo na roseira”, “Fotografia”, “Vivo sonhando”, “Ligia” e “Só danço samba” (de Tom e Vinicius de Moraes) – quanto no pouco regravado, incluindo as belas “Mojave”, que envolve o público num clima afro-californiano, “Tema de amor de Gabriela”, sucesso absoluto na voz de Gal Costa ali em meados da década de 80, e “Look to the sky”, instrumental que Tom compôs nos anos 60 e letrou cerca de 30 anos depois. Ingressos de R$ 40 a R$ 60, mas a garotada com carteirinha de estudante e a velha-guarda pagam só a metade.

* Bel Pedrosa clicou o 3-63; e a foto de Biglione é de divulgação *

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2 respostas to “Para abrir e fechar (muito bem) a semana”

 
  1. eu adoro musica instrumental. e ainda mais a brasileira!!!

    este trio 3-63 deve de ser otimo, espero ve-los ou ouvi-los em breve,…tem CD deles no mercado ou para sair?..eles podiam deixar o tracinho para tras e se tornar Trio 363..pq? nem sei..kkkk..mas parece q soa melhor.

    o Vitor Biglione eh dez com louvor… 😉

    pelo visto, mais uma boa semana na bela cidade do Rio…

    por aqui o verao vem chegando
    trazendo boas notas antigas…
    por estes dias tem show do Aerosmith e do Bad Company…

    o Toquinho esteve aqui ha uma semana atras
    e deu um belo show…

    e assim caminhamos, humanidade..

    bjs
    paul

  2. monica disse:

    paul, querido,

    acho que eles usam o – para evitar que o nome do grupo vire ‘trezentos e sessenta e três’ em vez do ‘três meia três’ pretendido. acho.

    aqui estamos em pleno outono. dias lindos!

    beijos!

 

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Monica Ramalho

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