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Inspirada pelo post londrino do Pacheco, a amiga fundamental Marcella Linhares rabiscou uns pensamentos sobre Salvador, de onde acabou de chegar após duas semanas de andanças e comilanças. Ô, terra boa! Sou apaixonada pela Bahia e digo orgulhosamente que reconheci os lugares pelas fotos que ela trouxe. Vamos ao e-mail:

cena-baiana

—– Original Message —–
From: monica ramalho
To: Marcella Linhares
Sent: Wednesday, August 05, 2009 12:51 AM
Subject: Salvador

“Todo mundo gosta de acarajé, mas o trabalho que dá pra fazer é o que é…” (Dorival Caymmi).
Respire fundo e entre num ritmo mais calmo. Nada de pressa para conhecer Salvador… Aquilo lá é um estado de espírito! Deus abençoou a cidade e seus moradores sempre festeiros. A principal atração é a alegria do povo de pele negra (quase azulada) e o cheiro de acarajé que se espalha por todos os cantos.
É também um lugar de contrastes: o moderno e o antigo, a riqueza e a pobreza andam juntos. Salvador tem um vasto patrimônio histórico e, na beira da praia, se alternam prédios chiques e construções caindo as pedaços. Democraticamente, todos têm direito a brisa do mar da Bahia, presente de Iemanjá, também chamada Inae, Janaína, Princesa de Aiocá e Dona Maria pelos pescadores.
O visitante de Salvador não pode deixar de assistir à festa do Candomblé e conhecer de pertos os Orixás que fazem parte da magia da cidade. Na década de 60, Jorge Amado contabilizou 611 terreiros. Uma boa dica é ler o escritor baiano para entender melhor o clima do lugar. “Mar Morto” e “Bahia de Todos os Santos”, por exemplo, são ótimos títulos.
No mais, é “andar a pé até a beira se acabar” (como ensinaram Arnaldo Antunes, Liminha & cia), respirar o aroma de acarajé, passar uma tarde em Itapoã, ver o pôr-do-sol no Farol da Barra. E se despedir de tudo isso quando não der pra ficar mais…
Como escreveu Jorge Amado: “Adeus Moça! viste a Bahia, ouviste sua voz, sentiste seu cheiro. Os que vieram contigo andaram pelas ruas da cidade, visitaram as igrejas, encheram os olhos com o ouro de São Francisco e com a pobreza do povo. Vais partir, moça, ides partir, companheiros da moça. Nós todos vos levaremos as despedidas da Bahia…. mas aqui ficamos nós, o povo da Bahia resitente e bom. Um dia a miséria não mais manchará tanta beleza, tanta poesia, o grande mistério da Bahia”.

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5 respostas to “O axé de Salvador por Marcella Linhares”

 
  1. Val disse:

    Que delícia, amiga! 🙂

    Viajar é muuuito bom, né?!!
    Mas pros amigos que ficam, a volta é fundamental.

    Beijo.

  2. Gabriella Villaça disse:

    A Bahia tem um jeito…

    To adorando essa coisa de viagens, dá uma vontade…
    Essa coisa de e-mails tbm, é na viagem dos outros que a gente passeia um pouco enquanto as pernas não alcançam né?

    beijo.

  3. Thaís Motta disse:

    “vc já foi à Bahia nega, não? então vá…”
    um dia, com certeza, eu pretendo ir!

  4. bia disse:

    que saudade da minha bahia!

  5. […] acabou de chegar após duas semanas de andanças e comilanças naquela … fique por dentro clique aqui. Fonte: […]

 

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Monica Ramalho

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