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A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta o grande bandolinista Hamilton de Holanda em espetáculo musical que homenageia Pixinguinha. Com sólida carreira de prêmios nacionais e internacionais, recentemente indicado pela sexta vez ao Latin Grammy 2013 (na categoria internacional ‘Melhor Disco Instrumental’), Hamilton juntou-se a um time de amigos musicais para prestar mais uma homenagem ao pai do choro. Serão quatro shows na Caixa Cultural do Rio de Janeiro, entre os dias 10 e 13 de outubro (de quinta a domingo), a partir das 19h, com patrocínio da Caixa Econômica Federal.

Acompanhado pelos craques Rafael dos Anjos no violão, André Vasconcellos no baixo acústico, Eduardo Neves nos sopros e Thiago da Serrinha na percussão, o bandolinista vai reinventar, nestes shows, um punhado de clássicos de Pixinguinha, como “Naquele tempo”, “Carinhoso”, “1 x 0”, “Segura ele”, “Os 5 companheiros”, “Yaô”, “Lamentos” e “Rosa”, além das autorais “Capricho de Pixinguinha” e “Aquarela na Quixaba”. A produção é de Marcos Portinari e a assessoria de imprensa, da Belmira Comunicação.

Hamilton sempre quis encontrar o momento certo para prestar uma homenagem ao gênero e ao compositor que foram tão presentes em sua infância e adolescência e que o ajudaram no processo de maturar a sua carreira, que hoje se traduz em liberdade de fusão de gêneros e ritmos sem perder a brasilidade. As suas homenagens a Pixinguinha e ao choro começaram neste 2013, com o recente lançamento do “Mundo de Pixinguinha”, álbum patrocinado pela Natura Musical e gravado em duetos com célebres músicos internacionais (Wynton Marsalis e Chucho Valdes, entre outros), proporcionando, assim, o feliz encontro do choro com o jazz.

Recentemente, o bandolinista dividiu o palco, num importante festival, com o pianista italiano e seu parceiro da gravadora ECM (juntos lançaram o CD “O que será”), Stefano Bollani, e um dos expoentes do jazz, o também pianista Chick Corea. Durante a passagem de som, Hamilton e Bollani estavam tocando “1 X 0”, de Pixinguinha. O animado e curioso Corea, que filmava em seu celular, falou: “Que beleza, esse músico foi muito influênciado por Tom Jobim”. Ao passo que Hamilton respondeu: “Foi exatamente o contrário: Tom Jobim é quem foi muito influenciado por Pixinguinha”. Fatos como esse o ajudaram a pontuar, ao longo de 2012, que era chegada a hora de celebrar a obra de Pixinguinha e a se afirmar também como chorão.

No início da carreira, Hamilton era identificado como chorão – longe de ser um desaforo, mas com o passar do tempo e a adição de mais duas cordas ao bandolim, 10 no total, Hamilton buscava a liberdade de poder tocar – seja choro, samba, lundu, clássico, jazz ou qualquer outra coisa – sem precisar de rótulos. E essa conquista se tornou o seu diferencial. Usa do instrumento como o nome propriamente diz (como “um instrumento”) e dos ritmos na função de protetor da beleza, do momento presente – a música ser uma espécie de fotografia. “E nessa posição achei bacana poder voltar a tradição do gênio Pixinguinha e minhas raízes, conjugando tudo o que aprendi” diz o músico.

“Choro pra mim é clássico. Nasceu da mistura de Europa, África e Brasil, de maneira espontânea, e o tempo o fez definitivo. É um quadro pintado por Pixinguinha e tantos outros compositores inspirados no estilo saltitante, alegre (ao contrário do nome) e com uma tendência ao virtuosismo instrumental. Se você tocar qualquer tipo de música com essa formação característica – solista, violões, cavaquinho e pandeiro -, vai dizer que é choro, de tão popular que se transformou essa sonoridade. E eu venho desta tradição”, pontua Hamilton.

Outro ponto importante que une Pixinguinha a Hamilton foi a ideia de se criar o Dia Nacional do Choro e da escolha do dia da comemoração para ser no dia do aniversário de Pixinguinha. Quem o ajudou foi o pai de um amigo que era assessor do falecido senador Arthur da Távola, que encaminhou a proposta ao então presidente Fernando Henrique Cardoso. Alguns meses depois, em setembro de 2000, FHC homologou o Dia Nacional do Choro em 23 de abril.

Tributo a Pixinguinha, com Hamilton de Holanda e banda

QUANDO: de 10 a 13 de outubro (de quinta a domingo), às 19h

ONDE: CAIXA Cultural Rio de Janeiro / Teatro de Arena (Av. Almirante Barroso, 25, no Centro do Rio. Tel: 3980-3815)

QUANTO:
R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada para estudantes, maiores de 65 anos e correntistas da CAIXA)

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Uma resposta to “Hamilton de Holanda realiza o seu ‘Tributo a Pixinguinha’”

 
  1. ANA MARIA CORREA disse:

    Parabéns a Caixa, adoro o Hamilton infelizmente passarei outubro no sul , mas aconselho todos meus amigos a não perderem, o bandolim maravilha!

 

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Monica Ramalho

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