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A cantora e compositora paulista Verônica Ferriani volta ao Rio de Janeiro para mostrar, pela primeira vez, o repertório autoral do álbum “Porque a boca fala aquilo do que o coração tá cheio”. Os shows serão nos dias 20 e 21 de junho, sexta e sábado, às 21h, no Levada Oi Futuro, realizado no Oi Futuro de Ipanema. Este disco, o segundo da artista, chegou às lojas em outubro de 2013 e está disponível para download no seu site oficial www.veronicaferriani.com e à venda nas principais lojas do ramo e plataformas de comercialização musical.

“Porque a boca fala aquilo do que o coração tá cheio” é a frase que dá nome ao segundo disco de Verônica, composto integralmente por canções autorais, escritas entre 2011 e 2012, produzido por Marcelo Cabral (Criolo) e Gustavo Ruiz (Tulipa) e gravado em 2013, no Estúdio El Rocha. “Esse disco nasce do desejo e da coragem de sair da zona de conforto. Sempre gostei de escrever e desde criança tive por perto o violão, mas só recentemente tive motivos e inspiração para compor. Virou um vício. Passei um desses processos mais intensos de reflexão e revisão interior e ali as músicas foram surgindo”, explica a cantora.

Foram 28 canções finalizadas, das quais 11 foram escolhidas para o disco. Entre si, elas têm em comum o mais universal dos temas (o amor!), sob o recorte irônico dos diferentes papeis vividos por cada um em seus relacionamentos. A parceria com Marcelo Cabral e Gustavo Ruiz aconteceu pela primeira vez em 2007, quando gravaram juntos o Som Brasil, especial da TV Globo em homenagem a Ivan Lins. Cabral participou das gravações do primeiro e homônimo disco de Verônica, lançado em 2009. A união com Gustavo trouxe frescor à parceria. A nuance pop impressa por ele no álbum, alinhada à sofisticação e o experimentalismo trazidos por Marcelo dão forma a este “Porque a boca fala aquilo do que o coração tá cheio”.

Além dos produtores, talentosos músicos da nova geração paulistana, como Guilherme Held, Sergio Machado, Pepe Cisneros, Mauricio Takara, Regis Damasceno, Mauricio Badé, Paulinho Viveiro e Edy do Trombone, completam o time responsável pela sonoridade ardente do álbum. A cumplicidade entre cantora e músicos fica clara nos arranjos pensados coletivamente, com produtores, vocalista e banda participando ativamente do processo criativo de cada canção.

Mas é, acima de tudo, um disco autoral. Verônica exprime o que sente e pensa de forma sincera e espontânea, e envolve o ouvinte com sua interpretação incendiada e voz arrebatadora, conduzindo-o pelas mais diversas emoções. Mistura linguagens musicais para criar canções capazes de agradar às mais variadas faixas de público.

“Minha música é emocionada. É o que me permite ter cantado samba nas quebradas e quadras mais raiz do Rio e de São Paulo, depois ter gravado um disco todo inédito, em parceria com Chico Saraiva, com músicas que têm referências quase eruditas para a música popular de hoje, e neste momento lançar um disco todo autoral, em que duas guitarras, baixo e bateria embasam e representam uma força interpretativa que sempre valorizei e busquei no palco”, comenta.

Sobre as faixas

A tônica do trabalho pode ser traduzida pela canção que abre o álbum, “Estampa e só”. Intensa, nasceu de um samba partido alto e acabou recebendo influências de música paraense, funk e cumbia. Na letra, sobre o fim de um relacionamento, Verônica, resiliente, dá o recado “Só mais um triste fim, eu sei cuidar de mim”, e renasce sobre lindo arranjo de cordas e metais.

Em “Zepelins”, canta a poesia que é se jogar no desconhecido, fazendo contraponto entre a dureza de certos momentos e a imagem do sol como guia para dias melhores.

Candidata a hit, “De boca cheia” é a letra mais passional do álbum. Interpretação verborrágica e arranjos envenenados fazem a cama para a letra em que provoca: “Ajoelha e não reza, não atende às expectativas da mulher / que te espera acordada, abatida, confusa / e ainda ouve meias verdades / porque você nunca soube o que é intimidade”.

Trilha sonora sedutora, “Ele não volta mais” emerge de um mergulho confessional da cantora. À galope, chega “Era preciso saber”, quinta faixa do álbum que fala da importância de compreender as rupturas e aprender a estar só, se reinventar.

Romântica, “À segunda vista” fala dos reencontros e de uma relação mais consciente e profunda com as situações e personagens da vida. Letra e arranjos se firmam no violão bucólico de Régis Damasceno, dimensionando com exatidão o tamanho da canção.

Escrita no final de 2010, momento em que Verônica se reaproximou do violão, “Dança a menina” manifesta a personalidade um tanto anti-heróica, recorrente no disco, e que, de certa forma, se opõe à personagem segura e cheia de si exaltada nos dias de hoje. É a canção mais pop, relaxada e solar do álbum.

“Não é não” traz clima tropicalista ao álbum, claramente representado nos arranjos, na guitarra flamejante, “a la Lanny Gordin”, do músico Guilherme Held e na letra bem-humorada da cantora e compositora.

Autêntica canção brasileira, “Esvaziou” permeia o universo da música rural, íntimo para Verônica, que nasceu no interior de São Paulo. Guitarra e baixo fraseiam juntos os refrões, dando tom libertino à “C’est la vie”. Quase um bônus track, “Lábia palavra” passeia pelo contexto em parte doloroso do nordeste brasileiro. Nua e crua, encerra o álbum.

No palco, se apresenta ao lado do baixista Marcelo Cabral (que assina a produção do álbum e a direção musical do espetáculo), além dos músicos Guilherme Held (guitarra), Sergio Machado (bateria) e Rodrigo Campos (guitarra e violão). 

O Levada Oi Futuro acontece no palco do Oi Futuro de Ipanema, na Rua Visconde de Pirajá, 54 / 2º andar. Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). A censura é de 14 anos e o teatro comporta 94 pessoas sentadas.

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Monica Ramalho

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