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O segundo tema do ciclo de encontros mensais DO SULCO AO BIT, promovido até dezembro, no Oi Futuro Ipanema, será “Do samba à bossa nova”, no dia 14 de setembro, às 19h30, com uma prosa entre Nei Lopes e Ruy Castro e a participação especial de Soraya Ravenle, Zé Paulo Becker e Oscar Bolão. Como o nome sugere, a série parte das gravações em sulcos dos discos de acetato em 78 rpm até os bits digitais. Em todas as edições haverá dois especialistas, um mediador e cantores, músicos e DJs convidados para ilustrar musicalmente o tema em pauta. A entrada é gratuita!

Ruy Castro por Bel Pedrosa

Ruy Castro por Bel Pedrosa

Esses encontros se destinam a aprofundar a história da música brasileira sob a ótica de especialistas e pesquisadores, entre eles Silvio Essinger, Henrique Cazes e Fernando Mansur, e com o charme das interpretações de sucessos de cada época, por nomes como Pedro Paulo Malta, DJ Sany Pitbull e Nina Wirtti. A produção é do Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB), com patrocínio da Oi e apoio cultural do Oi Futuro.

Nesta noite de setembro, será a vez do cantor, compositor, pesquisador e escritor Nei Lopes e do jornalista e escritor Ruy Castro esmiuçarem a história do samba, que, na verdade, se confunde com a história brasileira. Muito antes do país constar no mapas europeus, os nossos índios já cantavam e tocavam uma espécie de partido-alto nos seus rituais. Essa musicalidade nativa foi incrementada pela cultura negra, que veio diretamente da África nos navios negreiros. Tempos depois, foi inegável a contribuição de compositores brancos, como Noel Rosa, Lamartine Babo e Ary Barroso, que consolidaram o gênero.

Nei Lopes por Hudson Pontes

Nei Lopes por Hudson Pontes

A dupla discutirá a formação do samba, com os seus principais personagens e gêneros irmãos, como samba-choro, samba de breque e o samba-canção, o mais próximo da bossa nova. A batida do violão de João Gilberto, as harmonias inusitadas de Garoto, Valzinho, Custódio Mesquita e o genial compositor Tom Jobim foram responsáveis pela nova revolução no samba carioca e alguns de seus sucessos estarão no set list da cantora Soraya Ravenle, que fará a participação acompanhada pelo violonista Zé Paulo Becker e pelo baterista Oscar Bolão.

“Com esse ciclo de encontros desejamos identificar, valorizar e resgatar partes da memória musical brasileira que nem sempre estão em evidência, facilitando o acesso e reconhecimento do vasto patrimônio musical nacional. Também queremos possibilitar que historiadores, artistas e especialistas expressem as suas visões sobre cada um desses períodos, além de abrir espaço para o debate e a troca de conhecimento com o público”, diz o produtor cultural e presidente do IMMuB, João Carino, que fará a mediação de todas as edições. Até dezembro, haverá mais três temas: “­Do maxixe ao funk”, em 5 de outubro; ­“Do choro à eletrônica”, no dia 16 de novembro e “Da rádio à web”, em 14 de dezembro.

Soraya Ravenle por Leo Aversa

Soraya Ravenle por Leo Aversa

 

Este projeto integra o calendário de eventos comemorativos pelos 10 anos do IMMuB, organização voltada à pesquisa e preservação da memória musical brasileira. O Instituto já mapeou e catalogou mais de 81 mil discos produzidos no país, o equivalente a cerca de 800 mil fonogramas, reunindo cerca de 90 mil compositores e intérpretes. A catalogação abrange toda a história da música brasileira, desde a primeira gravação em 1902 até os lançamentos recentes. O acervo segue em constante expansão e está disponível para consultas gratuitas no portal <www.immub.org.br>

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Monica Ramalho

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