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A cantora e compositora brasiliense Ellen Oléria convida Nazaré Pereira e Lazzo Matumbi para duas noites de muita folia, em 27 e 28 de fevereiro (segunda e terça-feira de Carnaval), às 18h, no Sesc Pinheiros, no show “De Brasília Pará Bahia”. O nome remete às cidades natais dos artistas, brincando com a sonoridade que resultou essa união. No palco, a anfitriã recebe essas duas potências da nossa música popular: a paraense Nazaré e o baiano Lazzo. Ingressos a R$ 50.

ellen oléria
Ellen Oléria (voz e violão, em foto de Karina Zambrana) incluiu no repertório composições próprias que dialogam com os universos da dupla. O público pode esperar pelos seus grooves característicos, interpretados pela banda que a acompanha sob a direção musical de Júnior Meirelles (guitarras). São eles: Ed Menezes (contrabaixo), Salomão Soares (teclados), Davi Gomes (bateria), Valentio Menezes e Lieber Rodrigues (percussões).

O roteiro é um bem casado de mais de 20 músicas que transitam sobre os universos dos três cantores e compositores. Estão lá “A nave”, “Mudernage” e “Forró da Olinta” (Ellen Oléria); “Xapuri do Amazonas”, “Lá vou eu” (Nazaré Pereira) e “Maculelê” (todas de Nazaré Pereira, a última em parceria com Coaty de Oliveira); “Alegria da cidade” (Lazzo Matumbi), “Me abraça, me beija” (parceria com Gileno Felix) e “Olhos de Xangô” (dele com Jorge Portugal).

De compositores que influenciam Ellen, Nazaré e Lazzo há sucessos como “Um canto de afoxé para o Bloco de Ilê” (Caetano Veloso e Moreno Veloso), “Filhos de Gandhi” (Gilberto Gil) e “Canto de Xangô” (Baden Powell e Vinicius de Moraes) e “Taj Mahal” (Jorge Ben), “Quixabeira” (Carlinhos Brown), “Coleur café” (Serge Gainsbourg) e “Anunciação” (Alceu Valença).

Um pouco sobre cada um
Com 15 anos de carreira, prêmios em festivais, cinco álbuns lançados e à frente do programa Plural, que integra a grade da TV Brasil, como uma das apresentadoras, a brasiliense Ellen Oléria está em turnê de lançamento do recente “Afrofuturista” (2016). O disco combina gêneros brasileiros, entre eles o samba, o forró, o carimbó, o afoxé e o maracatu, com os timbres e arranjos contemporâneos que apontam para um encontro urbano de identidades e discurso de protagonismo das comunidades negras no Brasil.

Nascida em Xapuri, no Acre, Nazaré Pereira iniciou na vida artística pelo teatro. Em 1971, se destacou no programa do Flávio Cavalcanti da TV Tupi e ganhou uma viagem a Lisboa, em Portugal. De lá foi para Nancy estudar artes cênicas. Depois, se fixou em outra cidade francesa: Paris, onde ainda vive. Com 12 discos lançados desde 1978, Nazaré defende um repertório fincado em ritmos do Norte e do Nordeste, como boi bumbá, xote, baião e ciranda. Oportunidade de ouro para quem ainda não desbravou a sua música.

O baiano Lazzo Matumbi é dono de uma musicalidade que vai do samba ao jazz, privilegiando soul, reggae e outros batuques de origem africana. Ao longo de uma carreira popular, desde os anos 70, quando estreou como vocalista do Ilê Ayê, amealha sucessos, da linha de “Alegria da cidade”, “Do jeito que seu nego gosta”, “Me abraça, me beija” e “Abolição”. Já cantou com Ellen Oléria em 2015, no show Pérolas Mistas, de Carlinhos Brown. Lazzo segue encantando plateias mundo afora com a sua voz e groove inconfundíveis.

O Sesc Pinheiros (Teatro Paulo Autran) fica na Rua Pais Leme, 195, em Pinheiros, São Paulo. Informações: (11) 3095.9400.

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Monica Ramalho

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