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No Ateliê Oriente, as novidades são sempre muitas, como essa: os sócios Kitty Paranaguá, Paulo Marcos M. Lima, Ana Dalloz e Thiago Barros iniciaram, há duas semanas, o Ateliê Aberto a fim de promover encontros gratuitos de artistas visuais, performers e poetas com o público. O projeto será realizado a cada quinzena, sempre às quartas-feiras, quando o sino do Outeiro da Glória bater às 18h.

Mariana KaufmanNo dia 5 de abril, Mariana Kaufman (foto) participará do evento com o seu “Fantasma do Intendente” e Felipe Braga, com o “Viagem de Trabalho”. Ambos foram desenvolvidos na residência artística que Mariana e Felipe fizeram no Largo Residências, em janeiro último. A dupla concebeu e apresentou as criações no Largo do Intendente, um bairro no Centro de Lisboa, Portugal, repleto de imigrantes e pessoas de todas as origens, classes, identidades e histórias. Eles vão conversar com a pesquisadora Raquel Rodrigues.

E, no dia 19, será a vez de conhecer a obra e/ou trocar uma ideia com a fotógrafa premiada, documentarista e ativista Barbara Veiga na palestra “Quando a ativista vira artista”. Barbara já trabalhou em mais de 80 países da América Latina, Ásia, Europa e Oceania, muitas vezes em parceria com organizações mundiais, como Greenpeace, Sea Shepherd e Avaaz. A artista carioca já publicou as suas fotos em veículos como The Guardian, The Los Angeles Times e Vanity Fair, entre outros,  e terá muito o que contar e mostrar à plateia.

“Pensamos em criar no nosso espaço um momento para surpreender e ser surpreendido, para ver, mostrar, trocar e viver a arte em todas as suas formas”, provoca Thiago Barros. O Ateliê Aberto foi inaugurado em março, com Larissa Melo e Victor Naine na palestra ‘Linguagem: entre a fotografia e o cinema’. Na outra quarta foi a vez do Marcos Prado exibir e conversar sobre o seu filme ‘Curumim’, a respeito da vida de Marco ‘Curumim’ Archer, o primeiro brasileiro executado por tráfico de drogas no mundo.

Mais do que um espaço de concreto
De vento em popa em seus propósitos, o Ateliê Oriente vem atuando como um ateliê e hub de fotografia desde 2010. A fim de expandir e, ao mesmo tempo, resgatar o projeto original de ser também um lugar de ensino e uma galeria de arte, o empreendimento mudou-se há oito meses para um espaço privilegiado em um prédio de 1925, na Glória, bairro de fácil acesso que liga o Centro à Zona Sul do Rio de Janeiro.

Ateliê Oriente

“A ideia é criar possibilidades para os alunos ampliarem os seus conhecimentos técnicos e, ao mesmo tempo, refletirem sobre a fotografia, dando consistência para o desenvolvimento de trabalhos pessoais”, estima Kitty Paranaguá, autora da foto acima, conceituando os planos de expansão da iniciativa.

O Oriente quer ser mais do que um espaço de concreto, que realiza workshops, imersões, debates, ampliações e mostras sobre a fotografia contemporânea. “Cada vez mais queremos lançar convocatórias e fazer residências em eventos do ramo, como o Paraty em Foco. Quem quiser ficar por dentro, deve acompanhar as nossas redes sociais”, dispara Paulo Marcos.

Profissionais, amadores e interessados pelo mundo fantástico dos diafragmas e obturadores têm um leque de atividades disponível o tempo todo no Ateliê, já conhecido ponto de difusão da fotografia na cidade. Assim que você entra, uma surpresa salta aos olhos: A Galeria Oriente, pensada para aproximar os artistas dos colecionadores e atrair e formar público para a nossa arte, sob os cuidados das jornalistas, produtoras e marchant, Ana Luiza Prudente, Mônica Angeleas e Adriana Braga.

O endereço é Rua do Russel, 300 / 401, na Glória. Para saber mais, visite o site www.atelieoriente.com e, se pintar alguma dúvida, ligue para (21) 3495.3800 que alguém da equipe vai atender e explicar tudo. Vale destacar que o Ateliê Aberto é gratuito e sujeito à lotação.

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Monica Ramalho

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