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A cantora e compositora paulista Verônica Ferriani traz ao Rio de Janeiro o show “De Boca Cheia”, baseado no disco autoral “Porque a boca fala aquilo do que o coração tá cheio”. Neste, que é seu segundo álbum, aborda o mais universal dos temas – o amor – sob uma ótica contemporânea feminina, original e sincera. O próximo show será no dia 11 de maio, quinta-feira, dentro da série ‘Quintas no BNDES’. De graça!

Foto de Patrícia Ribeiro

Foto de Patrícia Ribeiro

Verônica se apresentou e realizou turnês com grandes nomes da MPB – Toquinho, Ivan Lins, Beth Carvalho, Mart’nália, Moacyr Luz e Criolo, dentre outros. Com o show “De boca cheia”, circulou por 60 cidades e 13 países, trazendo canções de poesia profunda e som dançante, em formato de quinteto, e está perto de completar 100 apresentações.

“O disco nasceu do desejo e da coragem de sair da zona de conforto. Ao mesmo tempo, de buscar um universo familiar e mais pessoal como intérprete, falando inclusive na condição de mulher no século XXI. Sempre gostei de escrever e desde criança tive por perto o violão, mas só mergulhei na composição neste trabalho. Com três anos de tour, os maiores ganhos estão na cumplicidade da banda e a intimidade com o repertório”, explica a cantora.

No palco, Verônica exprime o que sente e pensa espontaneamente, e envolve o ouvinte com sua interpretação incendiada e voz arrebatadora, conduzindo-o pelas mais diversas emoções. Mistura linguagens musicais para criar canções capazes de agradar às mais variadas faixas de público.

“Minha música deseja comover. É o que me permite ter cantado samba nas quebradas e quadras mais raiz do Rio e de São Paulo, depois ter gravado um disco todo inédito, em parceria com Chico Saraiva, com músicas que têm referências quase eruditas para a música popular de hoje, e, ainda, lançar um álbum autoral, em que duas guitarras, baixo e bateria embasam e representam uma força interpretativa que sempre valorizei e busquei no palco”, diz a artista.

A tônica do trabalho pode ser traduzida pela canção que abre álbum e show: “Estampa e só”. Intensa, nasceu de um samba partido alto e recebeu influências de música paraense, funk e cumbia. Na letra, sobre o fim de um relacionamento, Verônica, resiliente, dá o recado “Só mais um triste fim, eu sei cuidar de mim”, e renasce sobre lindo arranjo de cordas e metais.

Ainda estão no roteiro a sua “Zepelins”, na qual canta a poesia que é se jogar no desconhecido, fazendo contraponto entre a dureza de certos momentos e a imagem do sol como guia para dias melhores; “Não é não”, que salpica um clima tropicalista ao álbum, claramente representado nos arranjos, na guitarra flamejante de Guilherme Held e na sua letra bem-humorada, e “De boca cheia”, a letra mais passional do disco que nomeia o show.

No BNDES, Verônica Ferriani (voz e composições) estará acompanhada por nomes de destaque no cenário musical paulista: Marcelo Cabral (também coprodutor do álbum e diretor musical do espetáculo) no baixo, Guilherme Held na guitarra, Rodrigo Campos na guitarra e no violão, Sergio Machado na bateria, Paulinho Fluxus na luz e Daniel Tápia no som.

Sobre Verônica Ferriani
Verônica Ferriani estreou como cantora em 2004, a convite do compositor e violonista Chico Saraiva, vencedor do Prêmio Visa do ano anterior. De lá para cá, dividiu palcos com Beth Carvalho, Ivan Lins, Mart’nália, Spokfrevo Orquestra, Jair Rodrigues, Francis Hime, Martinho da Vila, Tom Zé, Élton Medeiros, Moacyr Luz, Moska, Oswaldinho da Cuíca, Maria Alcina, Criolo e Zé Renato, entre muitos outros. Em 2011, excursionou em turnê voz e violão com Toquinho.

Reconhecida intérprete da nova geração, Verônica lançou o seu primeiro disco em 2009, com repertório baseado na regravação de canções lado B de nomes como Gonzaguinha, Paulinho da Viola e João Donato. No mesmo ano, gravou o projeto coletivo “Sobre Palavras”, com músicas de Chico Saraiva e letras de Mauro Aguiar. Integrou a Gafieira São Paulo, vencedora do 22º Prêmio da Música Brasileira como melhor grupo de samba, em 2011. Em 2012, foi convidada para participar do Projeto Novas Vozes do Brasil, promovido pelo Itamaraty, e se apresentou em países como Colômbia, Portugal, Espanha, Rússia e Japão.

Nos últimos anos, a reaproximação com o violão e a escrita a provocaram a criar o universo das composições de seu disco autoral “Porque a boca fala aquilo do que o coração tá cheio”, produzido por Marcelo Cabral e Gustavo Ruiz. Na turnê que passou por 60 cidades em 13 países, o álbum se desdobrou no show “De boca cheia”, que será apresentado para o público carioca, no BNDES, na Avenida República do Chile, 100, Centro, perto do Metrô Carioca.

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Monica Ramalho

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