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Com organização de Andreas Valentin e Marcos Bonisson, o Ateliê Oriente e o Capacete convidam ao “Esquenta pro Jack Smith”, uma homenagem ao cineasta Jack Smith (1932-1989) a ser realizada no sábado, 12 de agosto, das 19h às 00h. A proposta é apresentar ao público carioca, em espaço semelhante aos de Nova York, onde ele realizava as suas performances, uma noite de exibições de múltiplos aspectos de sua obra – desde as criaturas em questão até filmes seus e de outros diretores nos quais se destacou como ator principal, bem como uma seleção dos filmes e travelogues da Hollywood dos anos 1940 e de uma ambientação geral que evoque o artista. Grátis!

Imagem restaurada pela KDC Photography

Já faz algum tempo que Jack Smith é reconhecido e festejado no exterior como o mais maldito dos cineastas do underground norte-americano dos anos 1960 e também o mais ilustre ancestral da performance art. Influência importante das invenções e práticas de Andy Warhol e Hélio Oiticica, entre muitos outros, a sua produção panóptica engloba fotografia, colagem, slide shows e objets trouvés em abundância, de figurinos e esculturas a adereços e objetos de cena. Foi, ainda, ator extraordinário, comentarista político, poeta e ensaísta, provocador em tudo antes de todos. “Flaming Creatures” (Criaturas em chamas), de 1963, foi o único filme que completou. A partir dessa obra, os seus filmes tornaram-se performances, montados e remontados durante a própria situação de suas exibições, eternamente cambiantes e recursivos.

“Jack Smith foi, mais do que tudo, um agitador, ou melhor um chacolhador de corações em mentes nos anos 60. Numa Nova York onde imperava a criatividade sem limites, Smith, com um ímpeto incontrolável, se destacou por de ir além do que vinha sendo feito na cena artística”, dispara Paulo Marcos M. de Lima, um dos sócios do hub de fotografia Ateliê Oriente, que vai unir esforços com o Capacete, um espaço de arte sem fins lucrativos que promove o pensamento contemporâneo, dirigido por Helmut Batista. Ambos ficam sediados no mesmo prédio, na Rua do Russel, 300, na Glória.

Para Marcos Bonisson, um dos curadores da ocupação relâmpago, “Jack Smith foi um artista extraordinário, um inventor de mundos. Esse evento é uma homenagem a ele e ao seu fabuloso legado nas artes”. Orientes, véus, odaliscas, monstros e lagostas, o louco barroco da mais virulenta revolta contracultural do século passado estará de volta por uma noite ao Rio de Janeiro, cidade que ele visitou em 1966, com a participação de: Agrippina R. Manhattan + Camila Botelho + Carol Azevedo + Chico Fernandes + Khalil Charif + Lucas Demps + Thomas Valentin + Vinicius Nascimento + Yan Braz.

Esquenta pra Jack Smith, serviço:.
QUANDO: No sábado, 12 de agosto, das 19h às 00h
ONDE: Capacete – Rua do Russel, 300 / 601, na Glória
QUANTO: Grátis

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Monica Ramalho

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