Arquivo do Autor

jun
07

No próximo dia 21 de junho, das 19h às 22h, o Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB) lançará, em evento no Oi Futuro Flamengo, a versão reformulada do seu site, detentor do maior catálogo online da música brasileira e uma das principais referências em pesquisa da discografia nacional. O endereço (www.immub.org.br) traz, agora, uma ferramenta interativa para permitir que os usuários adicionem facilmente ao acervo, músicas e a ficha técnica de discos, antigos ou lançamentos.

“Com mais de 80 mil discos catalogados, a caça àqueles que faltam vira uma espécie de álbum de figurinhas. O objetivo é detectar os mais difíceis de encontrar e completar a coleção”, brinca o produtor cultural, radialista e presidente do IMMuB, João Carlos Carino. “Todo o material recebido passará por validação antes de aparecer, assim garantimos a credibilidade do banco de dados”, comenta.

Foto de Alinne Ourique

João Carino e Luiza Carino em foto de Alinne Ourique

Outra novidade é o portal de notícias, reunindo conteúdos exclusivos de sete colunistas: o jornalista Tárik de Souza (Supersônicas), o músico e professor Henrique Cazes (Um papo com o Cazes), o historiador André Diniz (A Música Popular na República), a jornalista e fotógrafa Monica Ramalho (Som da Meia-Noite), o poeta e compositor Paulo César Feital (Fábrica de Orvalho), o cantor e compositor Carlos Mauro (Todo Ouvidos) e o produtor musical Ricardo Moreira (Deusamúsica – Um olhar relativo sobre discos absolutos).

O site do IMMuB é considerado número um por todos os pesquisadores importantes da nossa música. Tárik de Souza, Hugo Sukman, Jairo Severiano, Alfredo Del Penho, Carlos Didier e Rodrigo Faour, por exemplo, consultam quase que diariamente o catálogo virtual do Instituto, formado por cerca de 30 mil LPs, 32 mil discos 78 RPM, 12 mil CDs, 7 mil compactos e mais de 100 mil músicas para ouvir e 25 mil capas, contracapas e encartes para consultar.

O Instituto elaborou uma série de vídeos com esses e outros pesquisadores a fim de promover o IMMuB nas redes sociais e guardar o seu devido valor para a posteridade, num movimento de conservação da memória que é a essência do trabalho da organização não governamental, sem fins lucrativos. “A tecnologia conspira a favor de quem tem conteúdo”, resume, num dos vídeos, o musicólogo Carlos Didier. “A preservação da música brasileira é a preservação da identidade nacional. O povo se enxerga através da sua música porque ela é o nosso melhor retrato”, diz o biógrafo de Noel Rosa e Orestes Barbosa.

O evento no Oi Futuro Flamengo será aberto ao público, com a presença das equipes de gravadoras e selos parceiros, como Warner Music, Biscoito Fino, Coqueiro Verde e Porangareté. O IMMuB também conta com apoio institucional do Instituto Moreira Salles (IMS), Museu da Imagem e do Som (MIS), Instituto Cravo Albin e PUC-Rio. “As parcerias são fundamentais para a continuidade do Instituto. É a partir delas que nos mantemos ativos nessa cadeia produtiva, que somos lembrados e convidados para participar de eventos e projetos”, afirma a diretora executiva do IMMuB, Luiza Carino.

A DJ Tata Ogan, do projeto “Vitrolinha”, foi a escolhida para discotecar nesta celebração. A noite terá pocket-shows dos cantores Moyseis Marques, Chico Chico e Aline Lessa, degustação das brasileiríssimas Noo Cachaçaria e Cervejaria Molotov, que criou uma cerveja exclusiva para o IMMuB, e sorteios de discos. Tudo de graça e conduzido pelo jornalista e empreendedor Leo Feijó.

Mais de 80 mil discos catalogados
O Instituto Memória Musical Brasileira foi fundado há 11 anos, em Niterói, com a missão de documentar, catalogar e divulgar o acervo musical brasileiro. O site do Instituto é considerado número um por todos os pesquisadores importantes da nossa música, que visitam quase que diariamente o seu catálogo, formado por mais de 80 mil discos, sendo cerca de 30 mil LPs, 32 mil discos 78 RPM, 12 mil CDs, 7 mil compactos e mais de 100 músicas para ouvir e 25 mil capas, contracapas e encartes para consultar. São mais de 500 mil fonogramas de, aproximadamente, 90 mil compositores e intérpretes que o tornam um dos maiores arquivos digitais de informações, sons e imagens da discografia brasileira, disponível na web para consultas gratuitas.

O Oi Futuro Flamengo fica na Rua Dois de Dezembro, 63, no Flamengo, Rio de Janeiro.

maio
09

Na quarta, dia 17 de maio, às 21h, o violonista, guitarrista, compositor e arranjador Daniel Oliva vai levar o repertório do seu álbum de estreia, “Solar” (independente), à casa Tupi or not Tupi, recém-inaugurada na Vila Madalena. O disco aproxima as duas linguagens que, desde a infância, fazem parte do universo sonoro do artista: as canções e a música instrumental. Ingressos a R$ 35.

Nesta noite, Oliva estará acompanhado por Pepe Cisneros (piano e teclado), Sidiel Vieira (contrabaixo), Vitor Cabral (bateria) e Luciana Alves (voz), a mesma equipe que gravou a bolacha, recheada com onze faixas, dez delas autorais. “Busquei sempre construir melodias cantáveis”, diz.

Foto de Gal Oppido

Foto de Gal Oppido

O trabalho se destaca pela unidade e força narrativa que o músico imprime em cada composição. Esses traços se ouvem, por exemplo, na instrumental “Primeiro Vôo”, tanto no tema, executado em duo de guitarra e saxofone, quanto no improviso de guitarra, quando então fica clara sua vocação verbal. E na delicada “Aurora e o Mar”, composição que navega entre a serenidade e a melancolia, entre a canção de ninar, a calmaria e a solidão.

Tocada em trio de guitarra, baixo e bateria, “Aurora” – assim como “Acolhida” – evocam a atmosfera de “Bright Size Life”, célebre disco do consagrado guitarrista Pat Metheny, influência que é possível perceber em outras passagens deste “Solar”. Instrumentais e canções se alternam com naturalidade, intérpretes convidados e músicos se sucedem em diferentes formações, e, também nesse aspecto, o que se escuta é uma narrativa convincente no conjunto da obra.

De todas, “Desfecho em sol” é a composição que mais dialoga com os standards do jazz americano, referência presente na formação do compositor, que estudou na Berklee College of Musica, em Boston. Executado em trio, o tema finaliza o disco em atmosfera meditativa e de expectativa, ao mesmo tempo equilibrando a intensidade da faixa anterior (“Desempate”, com letra e interpretação vibrantes de Bruna Caram) e provocando o ouvinte a refazer o percurso completo do disco – aliás, todo realizado “ao vivo”, com a gravação simultânea dos instrumentos.

“Queríamos que o trabalho adquirisse uma pulsação orgânica e espontânea”, sinaliza Daniel Oliva. Caráter que acabou por transbordar também na própria gravação das canções, como na triste “Nosso Apartamento”, faixa com letra de Dan Nakagawa e gravada em interpretação exuberante de Luciana Alves, valendo logo em seu primeiro take. Interpretada pelo português Antonio Zambujo, “Abraço distante”, com letra do irmão Rafael Oliva, traz solo conciso de violão e serve de exemplo acabado da riqueza emocional que atravessa todo o disco.

O Tupi or not Tupi fica na Rua Fidalga, 360, na Vila Madalena. Informações: (11) 3813.7404 ou pelo site www.tupiormottupi.net

maio
09

Duas fotógrafas cariocas, Kitty Paranaguá e Ana Carolina Fernandes, vão inaugurar as suas exposições dentro do FotoRio 2017 no mesmo dia e espaço: 17 de maio, às 18h, no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF). Outras mostras também serão abertas nesta data, mas “Campos de altitude”, da Kitty, e “Os veios abertos da Baía de Guanabara”, da Ana Carolina, dialogam intimamente porque ambas revelam um lado sofrido do Rio de Janeiro. Os ensaios são completamente diferentes, mas se conectam por denunciar a cidade cartão postal em colapso com duas coleções de imagens belíssimas. A entrada é grátis!

Foto de Kitty Paranaguá

Foto de Kitty Paranaguá

O processo da Kitty, que subiu favelas por cerca de um ano e meio – sempre receosa com o formato do seu tripé, que poderia facilmente ser confundido com um fuzil – era clicar as paisagens, encontrar os personagens pelo caminho e, depois, entrar na casa dos moradores, onde projetava as paisagens no seu interior e retratava os seus novos amigos de uma forma poética, que mistura as realidades em camadas. Quinze deles foram escolhidos para ganhar as paredes do CCJF, em ampliações quadradas de um metro, com curadoria de Diógenes Moura.

“Fiz esse ensaio inspirada no fotógrafo italiano Abelardo Morell, entre o final de 2014 e o início de 2016. Ou seja, na hora certa. Com essa crise na segurança da cidade, ficaria apreensiva de subir osmorros hoje”, desafaba Kitty. Pavão Pavãozinho, Complexo do Alemão, Providência, Tavares Bastos, Chapéu Mangueira, Cantagalo, Vidigal, Rocinha e Mata Machado foram algumas das comunidades que ganharam novos contornos através do seu olhar, que incluiu cerca de 20 moradores, de crianças a idosos.

Os “Campos de altitude” que nomeiam a mostra remetem às regiões propícias ao que os botânicos definem como “relíquias de vegetação” por se tratarem de plantas raras e isoladas em um contexto distinto da flora dominante. Um belo título para destacar as histórias dessa gente obstinada que Kitty desbravou e registrou em áudio nas suas visitas. A ideia é disponibilizar trechos dessas conversas para que o público também conheça um pouco da vida dos retratados.

Foto de Ana Carolina Fernandes

Foto de Ana Carolina Fernandes

Já o nome da exposição de Ana Carolina Fernandes, “Os veios abertos da Baía de Guanabara” parafraseia o título da obra-prima “As veias abertas da América Latina”, de 1971, do escritor uruguaio Eduardo Galeano (1940-2015). As imagens aéreas foram feitas em algumas horas de sobrevoo de helicóptero pela Baía, ao lado do biólogo Mário Moscatelli, um nome sempre lembrado quando a pauta é a poluição das águas cariocas.

Ana Carolina vai expor onze imagens em grande formato no FotoRio, uma delas ocupará uma parede inteira, 3,65cm por 2,75cm. As fotos são magnéticas. “Essa é uma exposição de fotos-denúncia. Apesar da beleza apocalíptica das imagens, o que está ali é o resultado da falta de saneamento básico de milhões de pessoas e quase 500 milhões de litros de esgoto in natura despejados na Baía de Guanabara todos os dias”, ataca.

Ela cita a historiadora Maria Clara Rabelo para confirmar a exploração desde sempre da Baía, originalmente povoada pelos Tamoios. “Foi a partir do período colonial brasileiro, no entanto, que a Baía de Guanabara começou a passar por grandes transformações”, ensina a historiadora. Usado como marina portuguesa, depois foi aterrado para se transformar no Porto do Rio. Paradoxalmente, “as mesmas riquezas naturais que facilitaram a ocupação da região, foram sendo destruídas nesse processo e, hoje, correm o risco de desaparecer. O esgoto é o maior poluidor dos rios e da Baía propriamente dita”, diz o texto.

Há muito tempo, Kitty Paranaguá e Ana Carolina Fernandes esbarram as suas objetivas por aí e planejam fazer um trabalho realmente juntas. A Galeria Oriente, vinculada ao Ateliê Oriente, do qual Kitty é sócia, está preparando a exposição “As Marianas”, com trabalhos das duas e da também fotógrafa Ana Kahn sobre outra cidade e outro desastre: Mariana, que virou lama após o rompimento de uma barreira da Samarco, em 2015. “As imagens que mobilizam a consciência estão sempre ligadas a determinada situação histórica”. Susan Sontag (1933-2004) ecoa.

O Centro Cultural Justiça Federal – Av. Rio Branco, 241, no Centro do Rio.

maio
09

A cantora e compositora paulista Verônica Ferriani traz ao Rio de Janeiro o show “De Boca Cheia”, baseado no disco autoral “Porque a boca fala aquilo do que o coração tá cheio”. Neste, que é seu segundo álbum, aborda o mais universal dos temas – o amor – sob uma ótica contemporânea feminina, original e sincera. O próximo show será no dia 11 de maio, quinta-feira, dentro da série ‘Quintas no BNDES’. De graça!

Foto de Patrícia Ribeiro

Foto de Patrícia Ribeiro

Verônica se apresentou e realizou turnês com grandes nomes da MPB – Toquinho, Ivan Lins, Beth Carvalho, Mart’nália, Moacyr Luz e Criolo, dentre outros. Com o show “De boca cheia”, circulou por 60 cidades e 13 países, trazendo canções de poesia profunda e som dançante, em formato de quinteto, e está perto de completar 100 apresentações.

“O disco nasceu do desejo e da coragem de sair da zona de conforto. Ao mesmo tempo, de buscar um universo familiar e mais pessoal como intérprete, falando inclusive na condição de mulher no século XXI. Sempre gostei de escrever e desde criança tive por perto o violão, mas só mergulhei na composição neste trabalho. Com três anos de tour, os maiores ganhos estão na cumplicidade da banda e a intimidade com o repertório”, explica a cantora.

No palco, Verônica exprime o que sente e pensa espontaneamente, e envolve o ouvinte com sua interpretação incendiada e voz arrebatadora, conduzindo-o pelas mais diversas emoções. Mistura linguagens musicais para criar canções capazes de agradar às mais variadas faixas de público.

“Minha música deseja comover. É o que me permite ter cantado samba nas quebradas e quadras mais raiz do Rio e de São Paulo, depois ter gravado um disco todo inédito, em parceria com Chico Saraiva, com músicas que têm referências quase eruditas para a música popular de hoje, e, ainda, lançar um álbum autoral, em que duas guitarras, baixo e bateria embasam e representam uma força interpretativa que sempre valorizei e busquei no palco”, diz a artista.

A tônica do trabalho pode ser traduzida pela canção que abre álbum e show: “Estampa e só”. Intensa, nasceu de um samba partido alto e recebeu influências de música paraense, funk e cumbia. Na letra, sobre o fim de um relacionamento, Verônica, resiliente, dá o recado “Só mais um triste fim, eu sei cuidar de mim”, e renasce sobre lindo arranjo de cordas e metais.

Ainda estão no roteiro a sua “Zepelins”, na qual canta a poesia que é se jogar no desconhecido, fazendo contraponto entre a dureza de certos momentos e a imagem do sol como guia para dias melhores; “Não é não”, que salpica um clima tropicalista ao álbum, claramente representado nos arranjos, na guitarra flamejante de Guilherme Held e na sua letra bem-humorada, e “De boca cheia”, a letra mais passional do disco que nomeia o show.

No BNDES, Verônica Ferriani (voz e composições) estará acompanhada por nomes de destaque no cenário musical paulista: Marcelo Cabral (também coprodutor do álbum e diretor musical do espetáculo) no baixo, Guilherme Held na guitarra, Rodrigo Campos na guitarra e no violão, Sergio Machado na bateria, Paulinho Fluxus na luz e Daniel Tápia no som.

Sobre Verônica Ferriani
Verônica Ferriani estreou como cantora em 2004, a convite do compositor e violonista Chico Saraiva, vencedor do Prêmio Visa do ano anterior. De lá para cá, dividiu palcos com Beth Carvalho, Ivan Lins, Mart’nália, Spokfrevo Orquestra, Jair Rodrigues, Francis Hime, Martinho da Vila, Tom Zé, Élton Medeiros, Moacyr Luz, Moska, Oswaldinho da Cuíca, Maria Alcina, Criolo e Zé Renato, entre muitos outros. Em 2011, excursionou em turnê voz e violão com Toquinho.

Reconhecida intérprete da nova geração, Verônica lançou o seu primeiro disco em 2009, com repertório baseado na regravação de canções lado B de nomes como Gonzaguinha, Paulinho da Viola e João Donato. No mesmo ano, gravou o projeto coletivo “Sobre Palavras”, com músicas de Chico Saraiva e letras de Mauro Aguiar. Integrou a Gafieira São Paulo, vencedora do 22º Prêmio da Música Brasileira como melhor grupo de samba, em 2011. Em 2012, foi convidada para participar do Projeto Novas Vozes do Brasil, promovido pelo Itamaraty, e se apresentou em países como Colômbia, Portugal, Espanha, Rússia e Japão.

Nos últimos anos, a reaproximação com o violão e a escrita a provocaram a criar o universo das composições de seu disco autoral “Porque a boca fala aquilo do que o coração tá cheio”, produzido por Marcelo Cabral e Gustavo Ruiz. Na turnê que passou por 60 cidades em 13 países, o álbum se desdobrou no show “De boca cheia”, que será apresentado para o público carioca, no BNDES, na Avenida República do Chile, 100, Centro, perto do Metrô Carioca.

abr
24

Vamos começar o segundo trimestre do ano estudando aquilo que nos dá tanta alegria? Em abril e maio, o Ateliê Oriente vai oferecer dois cursos preciosos e seis workshops sortidos para profissionais e amadores. Nas noites de terça-feira, de 25 de abril a 30 de maio, Andreas Valentin vai usar o seu conhecimento para mergulhar em acervos pessoais, como fotografias, documentos, filmes e cartas, e reconfigurá-los em uma proposta artística.

Duas duplas prometem instigar o paladar e a criatividade das turmas: Ricardo Pimentel e Alex Jorge querem dar aos alunos experiências básicas no WS “Fotografia e produção na gastronomia japonesa”, nos dias 25, 26 e 27 de abril; e Cristina de Middel e Bruno Morais pretendem traduzir as histórias de cada participante em imagens no “Processos Criativos: do conceito ao compartilhamento”, nos dias 28, 29 e 30 de abril.

A segunda turma do “Curso Fotografia Iniciante” está prevista para se desenvolver nas segundas, terças e quintas, à noite, entre os dias 2 e 30 de maio. Os professores são os “orientes” Ana Dalloz, Kitty Paranaguá, Paulo Marcos e Thiago Barros, sócios do espaço, já conhecido ponto de difusão da fotografia na cidade.

Parto da Ana Lemos

Saídas fotográficas, tratamento no Lightroom e parto natural
Quem fotografa precisa dominar a luz artificial e saber editar o material produzido. Reinaldo Hingel vai mostrar os segredos da iluminação no “Introdução ao flash dedicado”, nas manhãs dos dias 9 e 11 de maio. Victor Naine voltará à casa para ensinar a editar imagens no “Tratamento em Lightroom e Workflow: técnica e estética” entre os dias 3 e 24 de maio. Dois workshops fundamentais!

O curso “Práticas Fotográficas” será um achado para quem já fotografa e quer avançar sob a supervisão dos mestres Kitty Paranaguá e Paulo Marcos, entre os dias 6 de maio e 8 de julho. Já Débora Amorim virá de Brasília para ministrar pela primeira vez no Rio de Janeiro o WS “Fotografia de parto – Gesto natural”, nos dias 19, 20 e 21 de maio. O parto é um dos momentos mais sublimes na vida e a presença de um fotógrafo nesse momento deve ser leve e contribuir para a harmonia do ambiente. A prática com um casal grávido vai incrementar esses encontros.

O endereço é Rua do Russel, 300 / 401, na Glória. Os workshops listados acima custam de R$ 240 a R$ 1.000. A partir do segundo workshop, o Ateliê Oriente dará 10% de desconto! Escolha um, ou vários, e inscreva-se por telefone (21) 3495.3800 ou pelo site www.atelieoriente.com, que reúne todas as informações dos cursos e workshops!

 

abr
11

“Isca – volume 1” é o primeiro disco autoral da banda Isca de Polícia após a partida do seu criador, Itamar Assumpção (1949-2003). Faz cerca de quatro anos que pintou a vontade de gravar e, aos poucos, eles fisgaram parceiros antigos e novos, admiradores confessos e amigos, muitos amigos. Esses encontros renderam dois álbuns de inéditas. O primeiro será lançado nos dias 15 e 16 de abril, sábado às 21h e domingo às 19h, no Sesc Pompeia, em São Paulo; o segundo virá no próximo semestre.

Foto de Gal Oppido

Foto de Gal Oppido

Na seleção que você tem em mãos, há letras e músicas de Arrigo Barnabé (“Meus erros”), Alice Ruiz (“Eu é uma coisa”), Carlos Rennó (“Atração pelo diabo”), Ortinho (“As chuteiras do Itamar”) e Vange Milliet (“Corpo fechado”), entre outros. A maioria ganhou o brilho da parceria com a Isca e duas são homenagens – “Arisca” (Péricles Cavalcanti) e “Itamargou” (Tom Zé). Uma vez em estúdio, três coautores registraram pequenas colaborações: Arnaldo Antunes reforçou os vocais de “Xis” (ele também é parceiro de “Dentro fora”, a primeira a ganhar clipe), Zeca Baleiro fez uma intervenção na sua “É o que temos, é o melhor” e um trecho da gravação crua de Tom Zé, voz e violão, entra como música incidental em “Itamargou”.

Em cena desde 1980, foram muitas as formações da banda sonhada por Itamar, exigente até o último dread com a qualidade do seu som. Uma coisa era certa: Paulo Lepetit abraçaria o baixo em gravações e shows importantes. Lepetit, atual diretor musical da Isca, passou a organizar esse cardume em 2004: Jean Trad (guitarra) é o único que estava na primeira formação da banda e no primeiro disco do Itamar; Suzana Salles (voz) e Luiz Chagas (guitarra), dos primórdios, circularam pela banda em diferentes fases; Vange Milliet (voz) entrou na pesca um tanto à frente e nunca mais saiu e Marco da Costa (bateria), em algum momento, assumiu as baquetas no lugar da lenda Gigante Brazil (1952-2008).

Todos realizam trabalhos próprios, mas essa sonoridade específica só acontece quando a Isca de Polícia está reunida. Eles criaram uma linguagem musical com identidade marcante, que vem surpreendendo público e crítica e está em continua em evolução. “Assim que Itamar se foi, eu e Suzana ficamos apreensivas quando nos chamaram para interpretar seus clássicos. Ao longo do processo, desenvolvemos um jeito de cantar juntas, timbrar as vozes e dividir o espaço cênico, que se incorporou à essência da Isca”, explica Vange.

Itamar e a sua sonoridade seguem atemporais. Tanto que houve um redescobrimento da sua obra após a sua morte. A Isca de Polícia voltou a ser convidada para diversas homenagens pelo Brasil e, em 2010, esteve diretamente envolvida na “Caixa Preta”, lançada pelo Selo Sesc, com toda a discografia de Itamar e mais dois álbuns de inéditas com convidados – Paulinho fez a produção de uma das bolachas. A banda viu o seu público crescer e o seu potencial de ir além.

“Foi uma mistura de fatores: os lançamentos da “Caixa” e do documentário ‘Daquele instante em diante’, em 2011, com alguns projetos em homenagem a Itamar pelo Brasil, e também o sucesso de Anelis Assumpção, Tulipa Ruiz, Dani Black e Leo Cavalcanti, filhos da Vanguarda Paulista, e de outros jovens que beberam na nossa fonte, como Kiko Dinucci, Iará Rennó e Andreia Dias. Tudo isso junto despertou a curiosidade dessa molecada pelas origens. E Itamar e Isca estão lá”, pondera Lepetit.

A Isca de Polícia está aqui, hoje, com os genes de Itamar Assumpção bem preservados no seu corpo musical, mas produzindo um novo ciclo. Autoral e de vanguarda, prezadíssimos ouvintes.

O endereço do Sesc Pompeia é Rua Clélia, 93, Pompeia, São Paulo. Ingressos a R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia entrada para maiores de 60 anos, estudantes e professores da rede pública) e R$ 9 (comerciários e funcionários da rede Sesc e seus dependentes). A censura é de 12 anos.

mar
31

No Ateliê Oriente, as novidades são sempre muitas, como essa: os sócios Kitty Paranaguá, Paulo Marcos M. Lima, Ana Dalloz e Thiago Barros iniciaram, há duas semanas, o Ateliê Aberto a fim de promover encontros gratuitos de artistas visuais, performers e poetas com o público. O projeto será realizado a cada quinzena, sempre às quartas-feiras, quando o sino do Outeiro da Glória bater às 18h.

Mariana KaufmanNo dia 5 de abril, Mariana Kaufman (foto) participará do evento com o seu “Fantasma do Intendente” e Felipe Braga, com o “Viagem de Trabalho”. Ambos foram desenvolvidos na residência artística que Mariana e Felipe fizeram no Largo Residências, em janeiro último. A dupla concebeu e apresentou as criações no Largo do Intendente, um bairro no Centro de Lisboa, Portugal, repleto de imigrantes e pessoas de todas as origens, classes, identidades e histórias. Eles vão conversar com a pesquisadora Raquel Rodrigues.

E, no dia 19, será a vez de conhecer a obra e/ou trocar uma ideia com a fotógrafa premiada, documentarista e ativista Barbara Veiga na palestra “Quando a ativista vira artista”. Barbara já trabalhou em mais de 80 países da América Latina, Ásia, Europa e Oceania, muitas vezes em parceria com organizações mundiais, como Greenpeace, Sea Shepherd e Avaaz. A artista carioca já publicou as suas fotos em veículos como The Guardian, The Los Angeles Times e Vanity Fair, entre outros,  e terá muito o que contar e mostrar à plateia.

“Pensamos em criar no nosso espaço um momento para surpreender e ser surpreendido, para ver, mostrar, trocar e viver a arte em todas as suas formas”, provoca Thiago Barros. O Ateliê Aberto foi inaugurado em março, com Larissa Melo e Victor Naine na palestra ‘Linguagem: entre a fotografia e o cinema’. Na outra quarta foi a vez do Marcos Prado exibir e conversar sobre o seu filme ‘Curumim’, a respeito da vida de Marco ‘Curumim’ Archer, o primeiro brasileiro executado por tráfico de drogas no mundo.

Mais do que um espaço de concreto
De vento em popa em seus propósitos, o Ateliê Oriente vem atuando como um ateliê e hub de fotografia desde 2010. A fim de expandir e, ao mesmo tempo, resgatar o projeto original de ser também um lugar de ensino e uma galeria de arte, o empreendimento mudou-se há oito meses para um espaço privilegiado em um prédio de 1925, na Glória, bairro de fácil acesso que liga o Centro à Zona Sul do Rio de Janeiro.

Ateliê Oriente

“A ideia é criar possibilidades para os alunos ampliarem os seus conhecimentos técnicos e, ao mesmo tempo, refletirem sobre a fotografia, dando consistência para o desenvolvimento de trabalhos pessoais”, estima Kitty Paranaguá, autora da foto acima, conceituando os planos de expansão da iniciativa.

O Oriente quer ser mais do que um espaço de concreto, que realiza workshops, imersões, debates, ampliações e mostras sobre a fotografia contemporânea. “Cada vez mais queremos lançar convocatórias e fazer residências em eventos do ramo, como o Paraty em Foco. Quem quiser ficar por dentro, deve acompanhar as nossas redes sociais”, dispara Paulo Marcos.

Profissionais, amadores e interessados pelo mundo fantástico dos diafragmas e obturadores têm um leque de atividades disponível o tempo todo no Ateliê, já conhecido ponto de difusão da fotografia na cidade. Assim que você entra, uma surpresa salta aos olhos: A Galeria Oriente, pensada para aproximar os artistas dos colecionadores e atrair e formar público para a nossa arte, sob os cuidados das jornalistas, produtoras e marchant, Ana Luiza Prudente, Mônica Angeleas e Adriana Braga.

O endereço é Rua do Russel, 300 / 401, na Glória. Para saber mais, visite o site www.atelieoriente.com e, se pintar alguma dúvida, ligue para (21) 3495.3800 que alguém da equipe vai atender e explicar tudo. Vale destacar que o Ateliê Aberto é gratuito e sujeito à lotação.

mar
17

Entre os dias 24 de março e 28 de maio, o Museu Histórico Nacional vai estender a canga e abrir o guarda sol para receber a exposição “Quando o mar virou Rio”. A mostra foi idealizada e produzida pelo estúdio M´Baraká e pela produtora Logorama, com patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, da Secretaria Municipal de Cultura por meio da Lei Municipal de Incentivo a Cultura – Lei do ISS, e da Multi Terminais, copatrocínio da E.T.T. First RH e a Shift Gestão de Serviços e apoio do Control Lab e do Consulado Francês.

Ao todo, serão 130 obras, entre gravuras, fotografias, instalações e pinturas, de 25 artistas, organizadas em nove temas que resgatam a história da relação dos moradores do Rio de Janeiro com a praia – desde a origem, quando os médicos receitavam banhos de mar para curar doenças de pele ou respiratórias, até os dias atuais, incluindo a moda, os esportes e o ideal de carioquice que ganhou fama no mundo inteiro.

Júlio Bittencourt | Piscinão de Ramos

Júlio Bittencourt | Piscinão de Ramos

“O mar, em sua imensidão, sempre estimulou a imaginação humana e trouxe o medo do desconhecido, gerando uma infinidade de lendas que afastavam o homem do oceano. Foi apenas na Idade Moderna que o mar deixou de ser concebido como um caótico berço de mistérios incompreensíveis. A força de um mito está em seu potencial de parecer que sempre existiu. O banho de mar e a cultura de praia estão tão associados ao Rio de Janeiro que nem parecem ser hábitos recentes, com cerca de 100 anos”, dispara Isabel Seixas. Ela, Diogo Rezende e Letícia Stallone são os curadores da mostra e formam o coletivo Curatorial do estúdio M´Baraká.

A partir do batismo da cidade, quando os portugueses, por engano ou peculiaridades linguísticas, entenderam a baía (de Guanabara) como um rio, desenrolou-se uma narrativa que comprova que, apesar de chamada Rio, a cidade é abraçada pelo mar. “Quando o mar virou Rio” conta muito bem essa história, com o auxílio de artistas de diferentes épocas e técnicas, associados a conteúdos multimídias, objetos e imagens de acervo que foram encontrados em pesquisas iconográfica e histórica, feitas nos últimos três anos.

Augusto Malta | Copacabana Palace

Augusto Malta | Copacabana Palace

Uma parte significativa dessa coleção veio de acervos: 11 artistas e 24 obras são do próprio Museu Histórico Nacional; 26 obras das coleções dos fotógrafos Augusto Malta (1864-1957) e Alair Gomes (1921-1992) pertencem à Biblioteca Nacional; e há mais 5 imagens do Augusto Malta que compõem o acervo do Museu da Imagem e do Som (MIS). Malta retratou a evolução urbana da cidade pelo prefeito Pereira Passos, nas primeiras décadas do século XX, e Alair foi o precursor da fotografia homoerótica, voyerística, a partir do final dos anos 60. Além disso, há outros 10 artistas contemporâneos com cerca de 70 trabalhos expostos.

“A curadoria gosta de pensar que a exposição é uma ode ao movimento da cidade, que começa com a vinda dos primeiros índios que buscavam a terra sem males, passa pelos navegantes portugueses e é porto de partida e chegada de produtos, pessoas e influências de além mar, até quando o Rio se volta literalmente para a praia, desaguando numa paixão do carioca por ocupar a orla de diferentes maneiras”, aponta o curador Diogo Rezende.

Para Letícia Stallone, também curadora, a mostra “apresenta parte da história dessa cidade, conhecida no mundo inteiro como Rio, mas que tem uma trajetória tão entrelaçada ao mar que a sua própria identidade está vinculada à imensidão da água salgada, ao sol, à areia e tudo que pertence a esse ambiente. Tudo isso num mesmo gingado que a gente que se mete nessa geografia acaba adquirindo”.

“Apoiar a cultura é servir ao próximo. Nós, da E.T.T. First RH e da Shift Gestão de Serviços, administramos os nossos negócios com muita seriedade e acreditamos que as pessoas que consomem cultura têm mais ferramentas para serem profissionais melhores. Somos cariocas de nascimento e a nossa história está mergulhada nas águas e baseada nas terras que a exposição ‘Quando o mar virou Rio’ revisita”, exulta o diretor Guilherme Paletta.

Fotos raras de Genevieve Naylor e outros achados
Um dos pontos altos da mostra são as duas fotografias raras da americana Genevieve Naylor (1915-1989), que foi contratada pelo governo de Franklin Roosevelt nos anos 40 para criar uma imagem de Brasil bem aceita nos Estados Unidos. Ela se encantou pela cultura brasileira e voltou para casa com mais de 1300 fotos incríveis, retratando o cotidiano da Praia de Copacabana, por exemplo, que vivia o seu auge. As imagens foram cedidas pelo seu filho e são praticamente desconhecidas aos olhos do público.

Rogério Reis | Surfistas de Trem

Rogério Reis | Surfistas de Trem

Há obras importantes de artistas atuantes. Rogério Reis foi convidado a participar com os ensaios Surfista de Trem e Ninguém é de Ninguém. O primeiro, de 1989, mostra o esporte radical praticado por jovens nos trens do subúrbio do Rio. O segundo, realizado entre 2010 e 2014, faz as vezes de um manual de como fotografar na praia, trazendo à tona as questões que cercam os direitos de imagem. Bruno Veiga terá um painel inédito com os seus recortes aéreos das Pedras Portuguesas dos calçadões. E quatro fotos dos ensaios que Júlio Bittencourt fez do Piscinão de Ramos nos verões de 2008 a 2010 também estarão na parede do Museu Histórico Nacional.

Já os artistas Gisela Motta e Leandro Lima deram vida à fotografia em preto e branco de uma maloca Yanomâmi incendiada na Amazônia, feita por Claudia Andujar em 1976, na vídeo instalação Yano-a, de 2005, que traz uma memoria relativa ao extermínio do povo indígena na lendária batalha de Estácio de Sá, à beira da baía, quando centenas de aldeias foram incendiadas. O coletivo OPAVIVARÁ! apresentará a obra EU ♥ CAMELÔ, que exalta este devir camelô que se esgueira nas areias escaldantes, fugindo e apanhando da lei enquanto refresca a sede do PM, do gringo e do playboy.

Laercio Redondo | Paisagem Impressa

Laercio Redondo | Paisagem Impressa

Um outro grande destaque da mostra é a obra Paisagem Impressa, do brasileiro radicado na Suécia Laércio Redondo, com gravuras do francês Jean Baptiste Debret (1768-1848) sobre o Rio de Janeiro do seu tempo. Em cada um dos 77 bancos há livros e textos que representam, na visão dos convidados do artista, uma paisagem contemporânea dessa cidade maravilhosa, que relaxa nos finais de semana nas areias, ao sabor das ondas tropicais.

Artistas contemporâneos: Alexandre Voegler, Benoit Fornier, Bruno Veiga, Gisela Motta e Leandro Lima, Júlio Bittencourt, Laércio Redondo, Marco Antonio Portela, OPAVIVARÁ, Rogério Reis e Tito Rosemberg.

Artistas de acervos (Museu Histórico Nacional, MIS, Biblioteca Nacional e particular): Alair Gomes, Augusto Malta, Eugene Cicere, Frederico Salathé, Genevieve Naylor, João Steinmann, José Silveira d’Avila, Juan Gutierrez, Leon Jean Baptiste Sabatier, Louis Lebreton e William Burchell.

“Quando o Mar virou Rio” é uma realização do estúdio M’Baraká e da Logorama em correalização do Museu Histórico Nacional, Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Ministério da Cultura e Governo Federal.

Serviço:.
QUANDO: de 24 de março a 28 de maio de 2017
ONDE: Museu Histórico Nacional – Praça Marechal Âncora, s/nº, Centro
QUANTO: R$ 10 (inteira) | R$ 5 (meia entrada para estudantes e maiores de 65 anos)
E MAIS: Aberto para visitação de terça a sexta, das 10h às 17h30; aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h

fev
17

A cantora e compositora brasiliense Ellen Oléria convida Nazaré Pereira e Lazzo Matumbi para duas noites de muita folia, em 27 e 28 de fevereiro (segunda e terça-feira de Carnaval), às 18h, no Sesc Pinheiros, no show “De Brasília Pará Bahia”. O nome remete às cidades natais dos artistas, brincando com a sonoridade que resultou essa união. No palco, a anfitriã recebe essas duas potências da nossa música popular: a paraense Nazaré e o baiano Lazzo. Ingressos a R$ 50.

ellen oléria
Ellen Oléria (voz e violão, em foto de Karina Zambrana) incluiu no repertório composições próprias que dialogam com os universos da dupla. O público pode esperar pelos seus grooves característicos, interpretados pela banda que a acompanha sob a direção musical de Júnior Meirelles (guitarras). São eles: Ed Menezes (contrabaixo), Salomão Soares (teclados), Davi Gomes (bateria), Valentio Menezes e Lieber Rodrigues (percussões).

O roteiro é um bem casado de mais de 20 músicas que transitam sobre os universos dos três cantores e compositores. Estão lá “A nave”, “Mudernage” e “Forró da Olinta” (Ellen Oléria); “Xapuri do Amazonas”, “Lá vou eu” (Nazaré Pereira) e “Maculelê” (todas de Nazaré Pereira, a última em parceria com Coaty de Oliveira); “Alegria da cidade” (Lazzo Matumbi), “Me abraça, me beija” (parceria com Gileno Felix) e “Olhos de Xangô” (dele com Jorge Portugal).

De compositores que influenciam Ellen, Nazaré e Lazzo há sucessos como “Um canto de afoxé para o Bloco de Ilê” (Caetano Veloso e Moreno Veloso), “Filhos de Gandhi” (Gilberto Gil) e “Canto de Xangô” (Baden Powell e Vinicius de Moraes) e “Taj Mahal” (Jorge Ben), “Quixabeira” (Carlinhos Brown), “Coleur café” (Serge Gainsbourg) e “Anunciação” (Alceu Valença).

Um pouco sobre cada um
Com 15 anos de carreira, prêmios em festivais, cinco álbuns lançados e à frente do programa Plural, que integra a grade da TV Brasil, como uma das apresentadoras, a brasiliense Ellen Oléria está em turnê de lançamento do recente “Afrofuturista” (2016). O disco combina gêneros brasileiros, entre eles o samba, o forró, o carimbó, o afoxé e o maracatu, com os timbres e arranjos contemporâneos que apontam para um encontro urbano de identidades e discurso de protagonismo das comunidades negras no Brasil.

Nascida em Xapuri, no Acre, Nazaré Pereira iniciou na vida artística pelo teatro. Em 1971, se destacou no programa do Flávio Cavalcanti da TV Tupi e ganhou uma viagem a Lisboa, em Portugal. De lá foi para Nancy estudar artes cênicas. Depois, se fixou em outra cidade francesa: Paris, onde ainda vive. Com 12 discos lançados desde 1978, Nazaré defende um repertório fincado em ritmos do Norte e do Nordeste, como boi bumbá, xote, baião e ciranda. Oportunidade de ouro para quem ainda não desbravou a sua música.

O baiano Lazzo Matumbi é dono de uma musicalidade que vai do samba ao jazz, privilegiando soul, reggae e outros batuques de origem africana. Ao longo de uma carreira popular, desde os anos 70, quando estreou como vocalista do Ilê Ayê, amealha sucessos, da linha de “Alegria da cidade”, “Do jeito que seu nego gosta”, “Me abraça, me beija” e “Abolição”. Já cantou com Ellen Oléria em 2015, no show Pérolas Mistas, de Carlinhos Brown. Lazzo segue encantando plateias mundo afora com a sua voz e groove inconfundíveis.

O Sesc Pinheiros (Teatro Paulo Autran) fica na Rua Pais Leme, 195, em Pinheiros, São Paulo. Informações: (11) 3095.9400.

jan
09

De vento em popa em seus propósitos, o Ateliê Oriente vai realizar três workshops para abrir 2017 com o clique direito. Profissionais, estudantes e até mesmo leigos são bem vindos nas salas de aula aconchegantes do espaço, já conhecido ponto de difusão da fotografia na cidade.

Nos dias 17 e 19, Fabio Seixo vai ensinar a criar vídeos com uma linguagem própria no curso “Produção de vídeos para a web”; nos dias 21 e 22, será a vez de Custodio Coimbra compartilhar a sua experiência no fotojornalismo com a segunda turma do curso “Levantando a Máquina – Fotografia e Ousadia” (abaixo, um registro foto da primeira turma, realizada em novembro último); E nos dias 27, 28 e 29, a dupla Marcos Bonisson e Joaquim Paiva vai orientar os participantes com seus projetos artísticos de toda a ordem no curso “Processos criativos em imagens”.

Primeira turma do Custodio Coimbra

“A ideia é estar sempre criando possibilidades para os alunos ampliarem os seus conhecimentos técnicos e, ao mesmo tempo, refletirem sobre a fotografia, dando consistência para o desenvolvimento de trabalhos pessoais”, diz Kitty Paranaguá, sócia de Paulo Marcos M. Lima, Ana Dalloz, Marco Antonio Portela e Thiago Barros no Ateliê.

O Ateliê Oriente fica na Rua do Russel, 300 / 401, na Glória. Os workshops do mês custam de R$ 240 a R$ 440 e as inscrições podem ser feitas por telefone (21) 3495.3800 ou pelo site www.atelieoriente.com

PROGRAMAÇÃO DE JANEIRO:.

  1. Produção de Vídeos para a Web, com Fabio Seixo

Dias 17 e 19 de janeiro
Quinta e sexta, das 18h às 22h
Carga horária: 8h
Investimento: R$ 240

Cada vez mais, o vídeo ocupa espaço na web, o fluxo de imagens em movimento vai dobrar ou mesmo triplicar em poucos anos. Como um fotógrafo pode começar a produzir vídeos e criar uma linguagem própria nessa nova realidade. Neste workshop veremos como capturar imagens e áudio de qualidade com câmeras DSLR, quais são os principais equipamentos a se investir e, principalmente, como construir uma narrativa e uma linguagem visual. Veremos também, como é possível fazer isso tudo sozinho, com pouco equipamento e muita agilidade. Pequenos vídeos como minidocs e webseries, estão ajudando as mídias editoriais e migrar do papel para a web, criando todo um mercado para fotógrafos e produtores independentes.

  1. Levantando a Máquina – Fotografia e Ousadia, com Custodio Coimbra

Dias 21 e 22 de janeiro
Sábado, das 9h às 18h, e domingo, das 9h às 13h
Carga horária: 11h
Investimento: R$ 440

‘Levantando a Máquina – Fotografia e Ousadia’ é o tema do encontro de um fim de semana com Custodio Coimbra, que elege a rua como palco e objeto da exploração fotográfica. A dinâmica começa com a projeção e a leitura crítica do ensaio ‘Retalhos do Rio’, reunindo uma centena de fotos produzidas por Custodio nos últimos 30 anos, que revelam a cidade em sua diversidade. Em foco, composição, valorização dos elementos, diagonais e sujeitos. Custodio abordará a hora da espera, da aproximação, a agilidade e a atenção à sincronicidade da cidade em movimento. O workshop inclui o acompanhamento em uma saída fotográfica. As fotos dos participantes serão depois analisadas em grupo, levando em conta conteúdo, estética, estilo e técnica de cada um.

É fundamental possuir conhecimentos básicos de fotografia e domínio dos recursos da câmera, além de uma câmera digital, com controles manuais e um pen-drive para levar as fotos que serão produzidas.

Dinâmica
Projeção e leitura crítica do ensaio Retalhos do Rio no sábado, das 9h às 12h, uma hora para almoço e saída fotográfica, em local a ser decidido pelo grupo, das 14h às 18h. Análise das fotos produzidas pelos participantes no domingo.

  1. Processos criativos em imagens, com Marcos Bonisson e Joaquim Paiva

Dias 27, 28 e 29 de janeiro
Sexta, das 19h às 21h30, sábado, das 10h às 16h (pausa de 1h30 para almoço) e domingo, das 15h às 17h (opcional)
Carga horária: 9h
Investimento: R$ 390

O workshop ‘Processos criativos em imagens’ visa a contextualizar os múltiplos meios que artistas visuais utilizam na fotografia como suporte. Objetivamos, em caráter imersivo, orientar os participantes com seus projetos e dúvidas, independentemente do estágio em que o trabalho se encontre. O workshop dará ênfase à poética de um cotidiano que pode articular fiapos, fragmentos, digressões e vivências, como um exercício experimental de invenção.

Dinâmica
Sexta-feira: Apresentação do workshop, projeção de imagens e experiências dos orientadores na sexta, leitura de Portfolios e Orientação de Trabalhos no sábado e visita (opcional) à exposição “Em Polvorosa”, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM), com Marcos Bonisson e Joaquim Paiva.

 

Monica Ramalho

Monica Ramalho

Como me achar

(21) 99163.0840
moniramalho@gmail.com

Arquivo

Caixinha de Música