Posts em ‘Belmira Comunicação’

jun
07

No próximo dia 21 de junho, das 19h às 22h, o Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB) lançará, em evento no Oi Futuro Flamengo, a versão reformulada do seu site, detentor do maior catálogo online da música brasileira e uma das principais referências em pesquisa da discografia nacional. O endereço (www.immub.org.br) traz, agora, uma ferramenta interativa para permitir que os usuários adicionem facilmente ao acervo, músicas e a ficha técnica de discos, antigos ou lançamentos.

“Com mais de 80 mil discos catalogados, a caça àqueles que faltam vira uma espécie de álbum de figurinhas. O objetivo é detectar os mais difíceis de encontrar e completar a coleção”, brinca o produtor cultural, radialista e presidente do IMMuB, João Carlos Carino. “Todo o material recebido passará por validação antes de aparecer, assim garantimos a credibilidade do banco de dados”, comenta.

Foto de Alinne Ourique

João Carino e Luiza Carino em foto de Alinne Ourique

Outra novidade é o portal de notícias, reunindo conteúdos exclusivos de sete colunistas: o jornalista Tárik de Souza (Supersônicas), o músico e professor Henrique Cazes (Um papo com o Cazes), o historiador André Diniz (A Música Popular na República), a jornalista e fotógrafa Monica Ramalho (Som da Meia-Noite), o poeta e compositor Paulo César Feital (Fábrica de Orvalho), o cantor e compositor Carlos Mauro (Todo Ouvidos) e o produtor musical Ricardo Moreira (Deusamúsica – Um olhar relativo sobre discos absolutos).

O site do IMMuB é considerado número um por todos os pesquisadores importantes da nossa música. Tárik de Souza, Hugo Sukman, Jairo Severiano, Alfredo Del Penho, Carlos Didier e Rodrigo Faour, por exemplo, consultam quase que diariamente o catálogo virtual do Instituto, formado por cerca de 30 mil LPs, 32 mil discos 78 RPM, 12 mil CDs, 7 mil compactos e mais de 100 mil músicas para ouvir e 25 mil capas, contracapas e encartes para consultar.

O Instituto elaborou uma série de vídeos com esses e outros pesquisadores a fim de promover o IMMuB nas redes sociais e guardar o seu devido valor para a posteridade, num movimento de conservação da memória que é a essência do trabalho da organização não governamental, sem fins lucrativos. “A tecnologia conspira a favor de quem tem conteúdo”, resume, num dos vídeos, o musicólogo Carlos Didier. “A preservação da música brasileira é a preservação da identidade nacional. O povo se enxerga através da sua música porque ela é o nosso melhor retrato”, diz o biógrafo de Noel Rosa e Orestes Barbosa.

O evento no Oi Futuro Flamengo será aberto ao público, com a presença das equipes de gravadoras e selos parceiros, como Warner Music, Biscoito Fino, Coqueiro Verde e Porangareté. O IMMuB também conta com apoio institucional do Instituto Moreira Salles (IMS), Museu da Imagem e do Som (MIS), Instituto Cravo Albin e PUC-Rio. “As parcerias são fundamentais para a continuidade do Instituto. É a partir delas que nos mantemos ativos nessa cadeia produtiva, que somos lembrados e convidados para participar de eventos e projetos”, afirma a diretora executiva do IMMuB, Luiza Carino.

A DJ Tata Ogan, do projeto “Vitrolinha”, foi a escolhida para discotecar nesta celebração. A noite terá pocket-shows dos cantores Moyseis Marques, Chico Chico e Aline Lessa, degustação das brasileiríssimas Noo Cachaçaria e Cervejaria Molotov, que criou uma cerveja exclusiva para o IMMuB, e sorteios de discos. Tudo de graça e conduzido pelo jornalista e empreendedor Leo Feijó.

Mais de 80 mil discos catalogados
O Instituto Memória Musical Brasileira foi fundado há 11 anos, em Niterói, com a missão de documentar, catalogar e divulgar o acervo musical brasileiro. O site do Instituto é considerado número um por todos os pesquisadores importantes da nossa música, que visitam quase que diariamente o seu catálogo, formado por mais de 80 mil discos, sendo cerca de 30 mil LPs, 32 mil discos 78 RPM, 12 mil CDs, 7 mil compactos e mais de 100 músicas para ouvir e 25 mil capas, contracapas e encartes para consultar. São mais de 500 mil fonogramas de, aproximadamente, 90 mil compositores e intérpretes que o tornam um dos maiores arquivos digitais de informações, sons e imagens da discografia brasileira, disponível na web para consultas gratuitas.

O Oi Futuro Flamengo fica na Rua Dois de Dezembro, 63, no Flamengo, Rio de Janeiro.

maio
09

Duas fotógrafas cariocas, Kitty Paranaguá e Ana Carolina Fernandes, vão inaugurar as suas exposições dentro do FotoRio 2017 no mesmo dia e espaço: 17 de maio, às 18h, no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF). Outras mostras também serão abertas nesta data, mas “Campos de altitude”, da Kitty, e “Os veios abertos da Baía de Guanabara”, da Ana Carolina, dialogam intimamente porque ambas revelam um lado sofrido do Rio de Janeiro. Os ensaios são completamente diferentes, mas se conectam por denunciar a cidade cartão postal em colapso com duas coleções de imagens belíssimas. A entrada é grátis!

Foto de Kitty Paranaguá

Foto de Kitty Paranaguá

O processo da Kitty, que subiu favelas por cerca de um ano e meio – sempre receosa com o formato do seu tripé, que poderia facilmente ser confundido com um fuzil – era clicar as paisagens, encontrar os personagens pelo caminho e, depois, entrar na casa dos moradores, onde projetava as paisagens no seu interior e retratava os seus novos amigos de uma forma poética, que mistura as realidades em camadas. Quinze deles foram escolhidos para ganhar as paredes do CCJF, em ampliações quadradas de um metro, com curadoria de Diógenes Moura.

“Fiz esse ensaio inspirada no fotógrafo italiano Abelardo Morell, entre o final de 2014 e o início de 2016. Ou seja, na hora certa. Com essa crise na segurança da cidade, ficaria apreensiva de subir osmorros hoje”, desafaba Kitty. Pavão Pavãozinho, Complexo do Alemão, Providência, Tavares Bastos, Chapéu Mangueira, Cantagalo, Vidigal, Rocinha e Mata Machado foram algumas das comunidades que ganharam novos contornos através do seu olhar, que incluiu cerca de 20 moradores, de crianças a idosos.

Os “Campos de altitude” que nomeiam a mostra remetem às regiões propícias ao que os botânicos definem como “relíquias de vegetação” por se tratarem de plantas raras e isoladas em um contexto distinto da flora dominante. Um belo título para destacar as histórias dessa gente obstinada que Kitty desbravou e registrou em áudio nas suas visitas. A ideia é disponibilizar trechos dessas conversas para que o público também conheça um pouco da vida dos retratados.

Foto de Ana Carolina Fernandes

Foto de Ana Carolina Fernandes

Já o nome da exposição de Ana Carolina Fernandes, “Os veios abertos da Baía de Guanabara” parafraseia o título da obra-prima “As veias abertas da América Latina”, de 1971, do escritor uruguaio Eduardo Galeano (1940-2015). As imagens aéreas foram feitas em algumas horas de sobrevoo de helicóptero pela Baía, ao lado do biólogo Mário Moscatelli, um nome sempre lembrado quando a pauta é a poluição das águas cariocas.

Ana Carolina vai expor onze imagens em grande formato no FotoRio, uma delas ocupará uma parede inteira, 3,65cm por 2,75cm. As fotos são magnéticas. “Essa é uma exposição de fotos-denúncia. Apesar da beleza apocalíptica das imagens, o que está ali é o resultado da falta de saneamento básico de milhões de pessoas e quase 500 milhões de litros de esgoto in natura despejados na Baía de Guanabara todos os dias”, ataca.

Ela cita a historiadora Maria Clara Rabelo para confirmar a exploração desde sempre da Baía, originalmente povoada pelos Tamoios. “Foi a partir do período colonial brasileiro, no entanto, que a Baía de Guanabara começou a passar por grandes transformações”, ensina a historiadora. Usado como marina portuguesa, depois foi aterrado para se transformar no Porto do Rio. Paradoxalmente, “as mesmas riquezas naturais que facilitaram a ocupação da região, foram sendo destruídas nesse processo e, hoje, correm o risco de desaparecer. O esgoto é o maior poluidor dos rios e da Baía propriamente dita”, diz o texto.

Há muito tempo, Kitty Paranaguá e Ana Carolina Fernandes esbarram as suas objetivas por aí e planejam fazer um trabalho realmente juntas. A Galeria Oriente, vinculada ao Ateliê Oriente, do qual Kitty é sócia, está preparando a exposição “As Marianas”, com trabalhos das duas e da também fotógrafa Ana Kahn sobre outra cidade e outro desastre: Mariana, que virou lama após o rompimento de uma barreira da Samarco, em 2015. “As imagens que mobilizam a consciência estão sempre ligadas a determinada situação histórica”. Susan Sontag (1933-2004) ecoa.

O Centro Cultural Justiça Federal – Av. Rio Branco, 241, no Centro do Rio.

maio
09

A cantora e compositora paulista Verônica Ferriani traz ao Rio de Janeiro o show “De Boca Cheia”, baseado no disco autoral “Porque a boca fala aquilo do que o coração tá cheio”. Neste, que é seu segundo álbum, aborda o mais universal dos temas – o amor – sob uma ótica contemporânea feminina, original e sincera. O próximo show será no dia 11 de maio, quinta-feira, dentro da série ‘Quintas no BNDES’. De graça!

Foto de Patrícia Ribeiro

Foto de Patrícia Ribeiro

Verônica se apresentou e realizou turnês com grandes nomes da MPB – Toquinho, Ivan Lins, Beth Carvalho, Mart’nália, Moacyr Luz e Criolo, dentre outros. Com o show “De boca cheia”, circulou por 60 cidades e 13 países, trazendo canções de poesia profunda e som dançante, em formato de quinteto, e está perto de completar 100 apresentações.

“O disco nasceu do desejo e da coragem de sair da zona de conforto. Ao mesmo tempo, de buscar um universo familiar e mais pessoal como intérprete, falando inclusive na condição de mulher no século XXI. Sempre gostei de escrever e desde criança tive por perto o violão, mas só mergulhei na composição neste trabalho. Com três anos de tour, os maiores ganhos estão na cumplicidade da banda e a intimidade com o repertório”, explica a cantora.

No palco, Verônica exprime o que sente e pensa espontaneamente, e envolve o ouvinte com sua interpretação incendiada e voz arrebatadora, conduzindo-o pelas mais diversas emoções. Mistura linguagens musicais para criar canções capazes de agradar às mais variadas faixas de público.

“Minha música deseja comover. É o que me permite ter cantado samba nas quebradas e quadras mais raiz do Rio e de São Paulo, depois ter gravado um disco todo inédito, em parceria com Chico Saraiva, com músicas que têm referências quase eruditas para a música popular de hoje, e, ainda, lançar um álbum autoral, em que duas guitarras, baixo e bateria embasam e representam uma força interpretativa que sempre valorizei e busquei no palco”, diz a artista.

A tônica do trabalho pode ser traduzida pela canção que abre álbum e show: “Estampa e só”. Intensa, nasceu de um samba partido alto e recebeu influências de música paraense, funk e cumbia. Na letra, sobre o fim de um relacionamento, Verônica, resiliente, dá o recado “Só mais um triste fim, eu sei cuidar de mim”, e renasce sobre lindo arranjo de cordas e metais.

Ainda estão no roteiro a sua “Zepelins”, na qual canta a poesia que é se jogar no desconhecido, fazendo contraponto entre a dureza de certos momentos e a imagem do sol como guia para dias melhores; “Não é não”, que salpica um clima tropicalista ao álbum, claramente representado nos arranjos, na guitarra flamejante de Guilherme Held e na sua letra bem-humorada, e “De boca cheia”, a letra mais passional do disco que nomeia o show.

No BNDES, Verônica Ferriani (voz e composições) estará acompanhada por nomes de destaque no cenário musical paulista: Marcelo Cabral (também coprodutor do álbum e diretor musical do espetáculo) no baixo, Guilherme Held na guitarra, Rodrigo Campos na guitarra e no violão, Sergio Machado na bateria, Paulinho Fluxus na luz e Daniel Tápia no som.

Sobre Verônica Ferriani
Verônica Ferriani estreou como cantora em 2004, a convite do compositor e violonista Chico Saraiva, vencedor do Prêmio Visa do ano anterior. De lá para cá, dividiu palcos com Beth Carvalho, Ivan Lins, Mart’nália, Spokfrevo Orquestra, Jair Rodrigues, Francis Hime, Martinho da Vila, Tom Zé, Élton Medeiros, Moacyr Luz, Moska, Oswaldinho da Cuíca, Maria Alcina, Criolo e Zé Renato, entre muitos outros. Em 2011, excursionou em turnê voz e violão com Toquinho.

Reconhecida intérprete da nova geração, Verônica lançou o seu primeiro disco em 2009, com repertório baseado na regravação de canções lado B de nomes como Gonzaguinha, Paulinho da Viola e João Donato. No mesmo ano, gravou o projeto coletivo “Sobre Palavras”, com músicas de Chico Saraiva e letras de Mauro Aguiar. Integrou a Gafieira São Paulo, vencedora do 22º Prêmio da Música Brasileira como melhor grupo de samba, em 2011. Em 2012, foi convidada para participar do Projeto Novas Vozes do Brasil, promovido pelo Itamaraty, e se apresentou em países como Colômbia, Portugal, Espanha, Rússia e Japão.

Nos últimos anos, a reaproximação com o violão e a escrita a provocaram a criar o universo das composições de seu disco autoral “Porque a boca fala aquilo do que o coração tá cheio”, produzido por Marcelo Cabral e Gustavo Ruiz. Na turnê que passou por 60 cidades em 13 países, o álbum se desdobrou no show “De boca cheia”, que será apresentado para o público carioca, no BNDES, na Avenida República do Chile, 100, Centro, perto do Metrô Carioca.

abr
24

Vamos começar o segundo trimestre do ano estudando aquilo que nos dá tanta alegria? Em abril e maio, o Ateliê Oriente vai oferecer dois cursos preciosos e seis workshops sortidos para profissionais e amadores. Nas noites de terça-feira, de 25 de abril a 30 de maio, Andreas Valentin vai usar o seu conhecimento para mergulhar em acervos pessoais, como fotografias, documentos, filmes e cartas, e reconfigurá-los em uma proposta artística.

Duas duplas prometem instigar o paladar e a criatividade das turmas: Ricardo Pimentel e Alex Jorge querem dar aos alunos experiências básicas no WS “Fotografia e produção na gastronomia japonesa”, nos dias 25, 26 e 27 de abril; e Cristina de Middel e Bruno Morais pretendem traduzir as histórias de cada participante em imagens no “Processos Criativos: do conceito ao compartilhamento”, nos dias 28, 29 e 30 de abril.

A segunda turma do “Curso Fotografia Iniciante” está prevista para se desenvolver nas segundas, terças e quintas, à noite, entre os dias 2 e 30 de maio. Os professores são os “orientes” Ana Dalloz, Kitty Paranaguá, Paulo Marcos e Thiago Barros, sócios do espaço, já conhecido ponto de difusão da fotografia na cidade.

Parto da Ana Lemos

Saídas fotográficas, tratamento no Lightroom e parto natural
Quem fotografa precisa dominar a luz artificial e saber editar o material produzido. Reinaldo Hingel vai mostrar os segredos da iluminação no “Introdução ao flash dedicado”, nas manhãs dos dias 9 e 11 de maio. Victor Naine voltará à casa para ensinar a editar imagens no “Tratamento em Lightroom e Workflow: técnica e estética” entre os dias 3 e 24 de maio. Dois workshops fundamentais!

O curso “Práticas Fotográficas” será um achado para quem já fotografa e quer avançar sob a supervisão dos mestres Kitty Paranaguá e Paulo Marcos, entre os dias 6 de maio e 8 de julho. Já Débora Amorim virá de Brasília para ministrar pela primeira vez no Rio de Janeiro o WS “Fotografia de parto – Gesto natural”, nos dias 19, 20 e 21 de maio. O parto é um dos momentos mais sublimes na vida e a presença de um fotógrafo nesse momento deve ser leve e contribuir para a harmonia do ambiente. A prática com um casal grávido vai incrementar esses encontros.

O endereço é Rua do Russel, 300 / 401, na Glória. Os workshops listados acima custam de R$ 240 a R$ 1.000. A partir do segundo workshop, o Ateliê Oriente dará 10% de desconto! Escolha um, ou vários, e inscreva-se por telefone (21) 3495.3800 ou pelo site www.atelieoriente.com, que reúne todas as informações dos cursos e workshops!

 

mar
17

Entre os dias 24 de março e 28 de maio, o Museu Histórico Nacional vai estender a canga e abrir o guarda sol para receber a exposição “Quando o mar virou Rio”. A mostra foi idealizada e produzida pelo estúdio M´Baraká e pela produtora Logorama, com patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, da Secretaria Municipal de Cultura por meio da Lei Municipal de Incentivo a Cultura – Lei do ISS, e da Multi Terminais, copatrocínio da E.T.T. First RH e a Shift Gestão de Serviços e apoio do Control Lab e do Consulado Francês.

Ao todo, serão 130 obras, entre gravuras, fotografias, instalações e pinturas, de 25 artistas, organizadas em nove temas que resgatam a história da relação dos moradores do Rio de Janeiro com a praia – desde a origem, quando os médicos receitavam banhos de mar para curar doenças de pele ou respiratórias, até os dias atuais, incluindo a moda, os esportes e o ideal de carioquice que ganhou fama no mundo inteiro.

Júlio Bittencourt | Piscinão de Ramos

Júlio Bittencourt | Piscinão de Ramos

“O mar, em sua imensidão, sempre estimulou a imaginação humana e trouxe o medo do desconhecido, gerando uma infinidade de lendas que afastavam o homem do oceano. Foi apenas na Idade Moderna que o mar deixou de ser concebido como um caótico berço de mistérios incompreensíveis. A força de um mito está em seu potencial de parecer que sempre existiu. O banho de mar e a cultura de praia estão tão associados ao Rio de Janeiro que nem parecem ser hábitos recentes, com cerca de 100 anos”, dispara Isabel Seixas. Ela, Diogo Rezende e Letícia Stallone são os curadores da mostra e formam o coletivo Curatorial do estúdio M´Baraká.

A partir do batismo da cidade, quando os portugueses, por engano ou peculiaridades linguísticas, entenderam a baía (de Guanabara) como um rio, desenrolou-se uma narrativa que comprova que, apesar de chamada Rio, a cidade é abraçada pelo mar. “Quando o mar virou Rio” conta muito bem essa história, com o auxílio de artistas de diferentes épocas e técnicas, associados a conteúdos multimídias, objetos e imagens de acervo que foram encontrados em pesquisas iconográfica e histórica, feitas nos últimos três anos.

Augusto Malta | Copacabana Palace

Augusto Malta | Copacabana Palace

Uma parte significativa dessa coleção veio de acervos: 11 artistas e 24 obras são do próprio Museu Histórico Nacional; 26 obras das coleções dos fotógrafos Augusto Malta (1864-1957) e Alair Gomes (1921-1992) pertencem à Biblioteca Nacional; e há mais 5 imagens do Augusto Malta que compõem o acervo do Museu da Imagem e do Som (MIS). Malta retratou a evolução urbana da cidade pelo prefeito Pereira Passos, nas primeiras décadas do século XX, e Alair foi o precursor da fotografia homoerótica, voyerística, a partir do final dos anos 60. Além disso, há outros 10 artistas contemporâneos com cerca de 70 trabalhos expostos.

“A curadoria gosta de pensar que a exposição é uma ode ao movimento da cidade, que começa com a vinda dos primeiros índios que buscavam a terra sem males, passa pelos navegantes portugueses e é porto de partida e chegada de produtos, pessoas e influências de além mar, até quando o Rio se volta literalmente para a praia, desaguando numa paixão do carioca por ocupar a orla de diferentes maneiras”, aponta o curador Diogo Rezende.

Para Letícia Stallone, também curadora, a mostra “apresenta parte da história dessa cidade, conhecida no mundo inteiro como Rio, mas que tem uma trajetória tão entrelaçada ao mar que a sua própria identidade está vinculada à imensidão da água salgada, ao sol, à areia e tudo que pertence a esse ambiente. Tudo isso num mesmo gingado que a gente que se mete nessa geografia acaba adquirindo”.

“Apoiar a cultura é servir ao próximo. Nós, da E.T.T. First RH e da Shift Gestão de Serviços, administramos os nossos negócios com muita seriedade e acreditamos que as pessoas que consomem cultura têm mais ferramentas para serem profissionais melhores. Somos cariocas de nascimento e a nossa história está mergulhada nas águas e baseada nas terras que a exposição ‘Quando o mar virou Rio’ revisita”, exulta o diretor Guilherme Paletta.

Fotos raras de Genevieve Naylor e outros achados
Um dos pontos altos da mostra são as duas fotografias raras da americana Genevieve Naylor (1915-1989), que foi contratada pelo governo de Franklin Roosevelt nos anos 40 para criar uma imagem de Brasil bem aceita nos Estados Unidos. Ela se encantou pela cultura brasileira e voltou para casa com mais de 1300 fotos incríveis, retratando o cotidiano da Praia de Copacabana, por exemplo, que vivia o seu auge. As imagens foram cedidas pelo seu filho e são praticamente desconhecidas aos olhos do público.

Rogério Reis | Surfistas de Trem

Rogério Reis | Surfistas de Trem

Há obras importantes de artistas atuantes. Rogério Reis foi convidado a participar com os ensaios Surfista de Trem e Ninguém é de Ninguém. O primeiro, de 1989, mostra o esporte radical praticado por jovens nos trens do subúrbio do Rio. O segundo, realizado entre 2010 e 2014, faz as vezes de um manual de como fotografar na praia, trazendo à tona as questões que cercam os direitos de imagem. Bruno Veiga terá um painel inédito com os seus recortes aéreos das Pedras Portuguesas dos calçadões. E quatro fotos dos ensaios que Júlio Bittencourt fez do Piscinão de Ramos nos verões de 2008 a 2010 também estarão na parede do Museu Histórico Nacional.

Já os artistas Gisela Motta e Leandro Lima deram vida à fotografia em preto e branco de uma maloca Yanomâmi incendiada na Amazônia, feita por Claudia Andujar em 1976, na vídeo instalação Yano-a, de 2005, que traz uma memoria relativa ao extermínio do povo indígena na lendária batalha de Estácio de Sá, à beira da baía, quando centenas de aldeias foram incendiadas. O coletivo OPAVIVARÁ! apresentará a obra EU ♥ CAMELÔ, que exalta este devir camelô que se esgueira nas areias escaldantes, fugindo e apanhando da lei enquanto refresca a sede do PM, do gringo e do playboy.

Laercio Redondo | Paisagem Impressa

Laercio Redondo | Paisagem Impressa

Um outro grande destaque da mostra é a obra Paisagem Impressa, do brasileiro radicado na Suécia Laércio Redondo, com gravuras do francês Jean Baptiste Debret (1768-1848) sobre o Rio de Janeiro do seu tempo. Em cada um dos 77 bancos há livros e textos que representam, na visão dos convidados do artista, uma paisagem contemporânea dessa cidade maravilhosa, que relaxa nos finais de semana nas areias, ao sabor das ondas tropicais.

Artistas contemporâneos: Alexandre Voegler, Benoit Fornier, Bruno Veiga, Gisela Motta e Leandro Lima, Júlio Bittencourt, Laércio Redondo, Marco Antonio Portela, OPAVIVARÁ, Rogério Reis e Tito Rosemberg.

Artistas de acervos (Museu Histórico Nacional, MIS, Biblioteca Nacional e particular): Alair Gomes, Augusto Malta, Eugene Cicere, Frederico Salathé, Genevieve Naylor, João Steinmann, José Silveira d’Avila, Juan Gutierrez, Leon Jean Baptiste Sabatier, Louis Lebreton e William Burchell.

“Quando o Mar virou Rio” é uma realização do estúdio M’Baraká e da Logorama em correalização do Museu Histórico Nacional, Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Ministério da Cultura e Governo Federal.

Serviço:.
QUANDO: de 24 de março a 28 de maio de 2017
ONDE: Museu Histórico Nacional – Praça Marechal Âncora, s/nº, Centro
QUANTO: R$ 10 (inteira) | R$ 5 (meia entrada para estudantes e maiores de 65 anos)
E MAIS: Aberto para visitação de terça a sexta, das 10h às 17h30; aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h

jan
09

De vento em popa em seus propósitos, o Ateliê Oriente vai realizar três workshops para abrir 2017 com o clique direito. Profissionais, estudantes e até mesmo leigos são bem vindos nas salas de aula aconchegantes do espaço, já conhecido ponto de difusão da fotografia na cidade.

Nos dias 17 e 19, Fabio Seixo vai ensinar a criar vídeos com uma linguagem própria no curso “Produção de vídeos para a web”; nos dias 21 e 22, será a vez de Custodio Coimbra compartilhar a sua experiência no fotojornalismo com a segunda turma do curso “Levantando a Máquina – Fotografia e Ousadia” (abaixo, um registro foto da primeira turma, realizada em novembro último); E nos dias 27, 28 e 29, a dupla Marcos Bonisson e Joaquim Paiva vai orientar os participantes com seus projetos artísticos de toda a ordem no curso “Processos criativos em imagens”.

Primeira turma do Custodio Coimbra

“A ideia é estar sempre criando possibilidades para os alunos ampliarem os seus conhecimentos técnicos e, ao mesmo tempo, refletirem sobre a fotografia, dando consistência para o desenvolvimento de trabalhos pessoais”, diz Kitty Paranaguá, sócia de Paulo Marcos M. Lima, Ana Dalloz, Marco Antonio Portela e Thiago Barros no Ateliê.

O Ateliê Oriente fica na Rua do Russel, 300 / 401, na Glória. Os workshops do mês custam de R$ 240 a R$ 440 e as inscrições podem ser feitas por telefone (21) 3495.3800 ou pelo site www.atelieoriente.com

PROGRAMAÇÃO DE JANEIRO:.

  1. Produção de Vídeos para a Web, com Fabio Seixo

Dias 17 e 19 de janeiro
Quinta e sexta, das 18h às 22h
Carga horária: 8h
Investimento: R$ 240

Cada vez mais, o vídeo ocupa espaço na web, o fluxo de imagens em movimento vai dobrar ou mesmo triplicar em poucos anos. Como um fotógrafo pode começar a produzir vídeos e criar uma linguagem própria nessa nova realidade. Neste workshop veremos como capturar imagens e áudio de qualidade com câmeras DSLR, quais são os principais equipamentos a se investir e, principalmente, como construir uma narrativa e uma linguagem visual. Veremos também, como é possível fazer isso tudo sozinho, com pouco equipamento e muita agilidade. Pequenos vídeos como minidocs e webseries, estão ajudando as mídias editoriais e migrar do papel para a web, criando todo um mercado para fotógrafos e produtores independentes.

  1. Levantando a Máquina – Fotografia e Ousadia, com Custodio Coimbra

Dias 21 e 22 de janeiro
Sábado, das 9h às 18h, e domingo, das 9h às 13h
Carga horária: 11h
Investimento: R$ 440

‘Levantando a Máquina – Fotografia e Ousadia’ é o tema do encontro de um fim de semana com Custodio Coimbra, que elege a rua como palco e objeto da exploração fotográfica. A dinâmica começa com a projeção e a leitura crítica do ensaio ‘Retalhos do Rio’, reunindo uma centena de fotos produzidas por Custodio nos últimos 30 anos, que revelam a cidade em sua diversidade. Em foco, composição, valorização dos elementos, diagonais e sujeitos. Custodio abordará a hora da espera, da aproximação, a agilidade e a atenção à sincronicidade da cidade em movimento. O workshop inclui o acompanhamento em uma saída fotográfica. As fotos dos participantes serão depois analisadas em grupo, levando em conta conteúdo, estética, estilo e técnica de cada um.

É fundamental possuir conhecimentos básicos de fotografia e domínio dos recursos da câmera, além de uma câmera digital, com controles manuais e um pen-drive para levar as fotos que serão produzidas.

Dinâmica
Projeção e leitura crítica do ensaio Retalhos do Rio no sábado, das 9h às 12h, uma hora para almoço e saída fotográfica, em local a ser decidido pelo grupo, das 14h às 18h. Análise das fotos produzidas pelos participantes no domingo.

  1. Processos criativos em imagens, com Marcos Bonisson e Joaquim Paiva

Dias 27, 28 e 29 de janeiro
Sexta, das 19h às 21h30, sábado, das 10h às 16h (pausa de 1h30 para almoço) e domingo, das 15h às 17h (opcional)
Carga horária: 9h
Investimento: R$ 390

O workshop ‘Processos criativos em imagens’ visa a contextualizar os múltiplos meios que artistas visuais utilizam na fotografia como suporte. Objetivamos, em caráter imersivo, orientar os participantes com seus projetos e dúvidas, independentemente do estágio em que o trabalho se encontre. O workshop dará ênfase à poética de um cotidiano que pode articular fiapos, fragmentos, digressões e vivências, como um exercício experimental de invenção.

Dinâmica
Sexta-feira: Apresentação do workshop, projeção de imagens e experiências dos orientadores na sexta, leitura de Portfolios e Orientação de Trabalhos no sábado e visita (opcional) à exposição “Em Polvorosa”, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM), com Marcos Bonisson e Joaquim Paiva.

 

set
13

O segundo tema do ciclo de encontros mensais DO SULCO AO BIT, promovido até dezembro, no Oi Futuro Ipanema, será “Do samba à bossa nova”, no dia 14 de setembro, às 19h30, com uma prosa entre Nei Lopes e Ruy Castro e a participação especial de Soraya Ravenle, Zé Paulo Becker e Oscar Bolão. Como o nome sugere, a série parte das gravações em sulcos dos discos de acetato em 78 rpm até os bits digitais. Em todas as edições haverá dois especialistas, um mediador e cantores, músicos e DJs convidados para ilustrar musicalmente o tema em pauta. A entrada é gratuita!

Ruy Castro por Bel Pedrosa

Ruy Castro por Bel Pedrosa

Esses encontros se destinam a aprofundar a história da música brasileira sob a ótica de especialistas e pesquisadores, entre eles Silvio Essinger, Henrique Cazes e Fernando Mansur, e com o charme das interpretações de sucessos de cada época, por nomes como Pedro Paulo Malta, DJ Sany Pitbull e Nina Wirtti. A produção é do Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB), com patrocínio da Oi e apoio cultural do Oi Futuro.

Nesta noite de setembro, será a vez do cantor, compositor, pesquisador e escritor Nei Lopes e do jornalista e escritor Ruy Castro esmiuçarem a história do samba, que, na verdade, se confunde com a história brasileira. Muito antes do país constar no mapas europeus, os nossos índios já cantavam e tocavam uma espécie de partido-alto nos seus rituais. Essa musicalidade nativa foi incrementada pela cultura negra, que veio diretamente da África nos navios negreiros. Tempos depois, foi inegável a contribuição de compositores brancos, como Noel Rosa, Lamartine Babo e Ary Barroso, que consolidaram o gênero.

Nei Lopes por Hudson Pontes

Nei Lopes por Hudson Pontes

A dupla discutirá a formação do samba, com os seus principais personagens e gêneros irmãos, como samba-choro, samba de breque e o samba-canção, o mais próximo da bossa nova. A batida do violão de João Gilberto, as harmonias inusitadas de Garoto, Valzinho, Custódio Mesquita e o genial compositor Tom Jobim foram responsáveis pela nova revolução no samba carioca e alguns de seus sucessos estarão no set list da cantora Soraya Ravenle, que fará a participação acompanhada pelo violonista Zé Paulo Becker e pelo baterista Oscar Bolão.

“Com esse ciclo de encontros desejamos identificar, valorizar e resgatar partes da memória musical brasileira que nem sempre estão em evidência, facilitando o acesso e reconhecimento do vasto patrimônio musical nacional. Também queremos possibilitar que historiadores, artistas e especialistas expressem as suas visões sobre cada um desses períodos, além de abrir espaço para o debate e a troca de conhecimento com o público”, diz o produtor cultural e presidente do IMMuB, João Carino, que fará a mediação de todas as edições. Até dezembro, haverá mais três temas: “­Do maxixe ao funk”, em 5 de outubro; ­“Do choro à eletrônica”, no dia 16 de novembro e “Da rádio à web”, em 14 de dezembro.

Soraya Ravenle por Leo Aversa

Soraya Ravenle por Leo Aversa

 

Este projeto integra o calendário de eventos comemorativos pelos 10 anos do IMMuB, organização voltada à pesquisa e preservação da memória musical brasileira. O Instituto já mapeou e catalogou mais de 81 mil discos produzidos no país, o equivalente a cerca de 800 mil fonogramas, reunindo cerca de 90 mil compositores e intérpretes. A catalogação abrange toda a história da música brasileira, desde a primeira gravação em 1902 até os lançamentos recentes. O acervo segue em constante expansão e está disponível para consultas gratuitas no portal <www.immub.org.br>

set
08

O Trio Clarioca será a terceira atração da Série Tom de Classe, no sábado, dia 10 de setembro, às 11h30, na Casa de Artes Paquetá, com entrada gratuita. Três destacados músicos da nova geração – Vitor Macedo (clarinete), João Willian (clarinete e requinta) e Marcelo Vieira (clarinete e clarone) – são a base do conjunto, que já figura entre os ensembles de clarinetes mais importantes do Brasil.

trio clarioca
Eles têm se apresentado no circuito carioca e levaram a sonoridade que navega entre as fronteiras do erudito até o ClarinetFest2015, na Espanha. Nesta manhã de sábado na Série Tom de Classe, o conjunto apresentará obras especialmente compostas para ele. O programa inclui temas dos contemporâneos Jayme Vignolli, Pedro Paes, Mauricio Carrilho e João Bouhid, que tocará violão com o trio neste concerto, mais Ernesto Nazareth, Baden Powell, Severino Araújo e outros.

Ao todo, cinco excelentes grupos de jovens músicos em formação nas escolas de música e em projetos socioculturais da cidade foram escolhidos através de concurso para se apresentar na Série Tom de Classe, dedicada ao fomento da música de câmara no Rio de Janeiro. Após criteriosa seleção, todos fizeram aulas com Carla Rincón, violinista do Quarteto Radamés Gnattali, e agora estão aptos a dividir o que aprenderam com o público. O patrocínio é da Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

De acordo com a pianista Josiane Kevorkian, sócia da Casa de Artes Paquetá e diretora artística desta série, “para ser um bom músico de câmara, é preciso muito mais do que saber tocar bem um instrumento. É preciso perceber o outro, visando a um intercâmbio construtivo entre os vários instrumentos na formação camerística escolhida. E essa parceria deve ser perseguida durante toda a vida, buscando sempre a excelência musical pautada, sobretudo, na humildade do relacionamento de seus integrantes”.

Próximos dois concertos:.

17 de setembro | Duo de Percussão da UFRJ

duo de percussõesCriado em 2013 pelos alunos Fausto Maniçoba e Marcos Nero para a disciplina Prática de Conjunto, do curso de bacharelado em percussão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Duo de Percussão da UFRJ tem tocado regularmente na própria universidade e, em 2016, participou do Dia da Percussão da Percussive Arts Society (PAS), evento que reuniu percussionistas de todo o Brasil. Nesta apresentação na Casa de Artes Paquetá, a dupla tocará composições de Pixinguinha, Fernando Iazzetta, Dimitri Cervo, Ney Rosauro e Cássio Cunha, entre outros.

24 de setembro | Dualidade Sonora

dualidade sonoraDenusa Castellain (flauta) e Samuel Junior (clarinete) se uniram no Dualidade Sonora com a finalidade de pesquisar e apresentar uma nova proposta camerística. O duo de Curitiba vêm participando de diversas atividades culturais, entre elas o 53º Festival Villa-Lobos, no qual obteve o primeiro lugar dentre os cinco finalistas do V Concurso de Música de Câmara, do Núcleo Pedagógico da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O programa na Série Tom de Classe contemplará temas de Heitor Villa-Lobos, Tom Jobim e André Jolivet, entre outros.

Série Tom de Classe, serviço:.

QUANDO: dias 10, 17 e 24 setembro. Sábados, às 11h30
ONDE: Casa de Artes Paquetá – Praça de São Roque 31, Paquetá. Informações: (21) 3397.0517
QUANTO: Entrada franca
E MAIS: Livre para todas as idades. Para chegar a Paquetá aos domingos, existem catamarãs saindo da Praça XV às 8h30 e às 10h. Horários sugeridos para retorno no mesmo dia: às 14h30, às 16h, às 17h30 e às 19h. A travessia dura cerca de 60 minutos

 

set
05

A exposição Arte como Campo de Jogo será inaugurada no dia 15 de setembro, às 18h, no Castelinho do Flamengo. Com curadoria de Simone Rodrigues, Marcos Bonisson e Thiago Barros, a mostra reúne 17 obras selecionadas de 19 artistas de cinco países (dois deles criaram em dupla) de 20 a 50 anos, que desenvolvem pesquisas no campo da imagem e apresentam diferentes experiências de linguagem e propostas narrativas. Baseada na ideia da arte como jogo, a montagem enfatiza as aproximações e diálogos entre os trabalhos, ou entre os “jogadores” e os seus “lances”. Fica em cartaz até o dia 16 de outubro, com entrada gratuita.

Paisagens Efêmeras

“Não é uma exposição de fotografia no sentido convencional, em que, com frequência, vemos imagens variando dentro de molduras padronizadas. Nosso objetivo é fazer a ‘fotografia ganhar vida’, sair do seu suporte tradicional e vir para o mundo. Em tempos de ampla banalização da imagem, é isso que faz com que o desdobramento do trabalho de cada um seja tão singular. Valorizamos a diversidade de meios e suportes: além de fotos impressas, há vídeos, objetos e instalações. A obra de Inês Quiroga, por exemplo, Coleção de Desejos, foi criada especialmente para esta exposição e dialoga com o Aterro do Flamengo e o espaço urbano em torno do Castelinho. O que esse grupo de artistas têm em comum é a importância da fotografia nas suas poéticas. A curadoria procurou reconhecer essas singularidades e explorar as relações entre elas. A maneira de expor cada obra foi pensada de forma a potencializar seu sentido, ou a força da sua experiência por parte do público. Por isso, cada trabalho ocupa um espaço muito planejado e aqueles que compartilham a mesma sala, na certa mantêm um diálogo”, explica Simone Rodrigues.

Há, por exemplo, uma sala com caixas escuras que convidam o visitante (maior de 18 anos) para uma experiência de peep show erótico (Todo T, de Ricardo Bruno e Fabian Gomes). Outra traz jogos gráficos que brincam com a herança construtivista, abstrata ou figurativa (Marés, de Yan Braz) e Todas as Coisas, de Viviana Covelli). Há uma Caverna de Platão, com instalação meio proto-cinema, meio teatro de sombras (de Loló Bonfanti). Existe, ainda, um “espaço que dorme” (Cidades Inabitadas, de Virgilio Garbayo e Shayan Mudra, de Taís Monteiro). Entre outros métodos de impressão alternativos, a obra Paisagens efêmeras, de Simone Tomé, apresenta impressões feitas com clorofila, diretamente sobre folhas de plantas. A diversidade da mostra se estende às nacionalidades dos artistas: além dos brasileiros, há duas argentinas, uma colombiana, um português e um espanhol.

Arte como Campo de Jogo explora caminhos através dos quais a fotografia se faz ideia, conceito, pensamento, um tipo de código que incita a sua decifração e que se tornou essencial nos sistemas de comunicação das sociedades modernas e, por isso mesmo, na arte contemporânea. A proposta curatorial, concebida de forma colaborativa, foi organizada em torno do conceito de “símbolo”, termo que tem origem no grego symbolon, ou seja “lançar junto, jogar junto”. O que se vê no interior de todo o Castelinho do Flamengo é uma coleção de fotografias em seu campo dito “expandido”, de arte híbrida, aberta à multiplicidade dos suportes e processos da imagem-máquina, da imagem-luz, da imagem-matéria. A temporada contará com programação de atividades complementares, como palestras, leitura de portfólios, bate-papo com os artistas e visita guiada pelos curadores. O patrocínio é da Prefeitura do Rio, através da Secretaria Municipal de Cultura, com produção do Curta O Curta.

A seleção das obras é resultado de convocatória entre os participantes (dos últimos 5 anos) dos cursos “Foto-matriz – processos criativos em fotografia” e “Fotografia e matéria”, desenvolvidos por Simone e Thiago na EAV do Parque-Lage, os artistas presentes na mostra são (em ordem alfabética):

Carlos Barradas – de Portugal
Claudia Mauad
Diogo Benjamin
Duda las Casas
Edilson Pereira e Guilherme Macedo
Inês Quiroga
Loló Bonfanti – da Argentina
Mara Tomietto – da Argentina
Maria Drummond
Ricardo Bruno e Fabian Gomes
Roberto Abreu
Simone Tomé
Taís Monteiro
Tatiana Guinle
Virgilio Garbayo – da Espanha
Viviana Covelli – da Colômbia
Yan Braz

Arte como Campo de Jogo, serviço
QUANDO: de 15 de setembro, às 18h, até 16 de outubro de 2016
ONDE: Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho – Castelinho do Flamengo (Rua Dois de Dezembro,
QUANTO: Grátis, com visitação de terça a domingo, das 10h às 18h

Atividades complementares:
(Sempre das 15h às 18h)
Dia 24 de setembro: Visita-guiada e bate-papo com artistas
Dia 1 de outubro: Palestra A fotografia contemporânea e seus suportes, por Thiago Barros
Dia 9 de setembro: Jogo da Vida em RGB: o foto-objeto na história da arte
Dia 15 de outubro: Leitura de Portfolio, por Marcos Bonisson

set
01

O segundo concerto da Orquestra Jovem Paquetá (OJP) para celebrar o século e meio de nascimento de Anacleto de Medeiros, será realizado no dia 4 de setembro, na Casa de Artes Paquetá, com entrada gratuita. Ao todo, serão seis apresentações, entre agosto e novembro, em homenagem a um dos fundadores do choro carioca, nascido na ilha. ‘Maestro Anacleto 150 anos’ passeará por diversas obras de Anacleto de Medeiros que receberam tratamento sinfônico.

OJP

Os próximos encontros da OJP com o público de Paquetá serão nos dias 2 de outubro, 6 de novembro e 4 de dezembro, sempre aos domingos e com entrada gratuita. Um único concerto desta homenagem entrará na programação da Casa do Choro, no Centro do Rio: no dia 18 de novembro, sexta-feira, às 12h30, com ingressos a R$ 30.

‘Maestro Anacleto 150 Anos’ tem Bruno Jardim na regência, Carla Rincón na direção musical, Josiane Kevorkian na direção artística desta homenagem, que será possível em virtude do patrocínio da Petrobras e do Governo do Rio de Janeiro através da Secretaria de Estado de Cultura e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro.

Em 2006, o Bem Me Quer Paquetá apresentou um espetáculo totalmente dedicado ao repertório de Anacleto de Medeiros, comandado pela sua orquestra mirim. Para a maioria dos então pequenos instrumentistas, era o primeiro contato com o rico universo do maestro, que antes eles apenas conheciam como nome de rua da ilha, uma ladeira que mais parece montanha para quem tem as pernas curtas.

Uma década adiante e essa orquestra mirim cresceu, acumulou bagagem e se transformou na Orquestra Jovem Paquetá, com trajetória consolidada no cenário musical carioca e incontáveis apresentações no Brasil e no exterior. A ladeira Maestro Anacleto já não exige esforço para aqueles meninos que sonharam com o Bem Me Quer, atravessaram a adolescência com a OJP e hoje, quase adultos, se debruçam novamente sobre a obra de um dos maiores músicos brasileiros.

O novo espetáculo, como há dez anos, é uma homenagem a Anacleto no ano de seu sesquicentenário. As composições receberam tratamento sinfônico e agora estão nas mãos de quem não só conhece muito bem o maestro e sua importância para a formação da música popular nacional, como também amadureceu executando muitas de suas obras.

A Casa de Artes Paquetá fica na Praça de São Roque 31, em Paquetá. Informações: (21) 3397.0517. A entrada é franca e o concerto é livre para todas as idades. Para chegar a Paquetá aos domingos, existem catamarãs saindo da Praça XV às 8h30 e às 10h. Horários sugeridos para retorno no mesmo dia: às 14h30, às 16h, às 17h30 e às 19h. A travessia dura cerca de 60 minutos.

 

Monica Ramalho

Monica Ramalho

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