Posts em ‘Caixinha de Música’

abr
11

“Isca – volume 1” é o primeiro disco autoral da banda Isca de Polícia após a partida do seu criador, Itamar Assumpção (1949-2003). Faz cerca de quatro anos que pintou a vontade de gravar e, aos poucos, eles fisgaram parceiros antigos e novos, admiradores confessos e amigos, muitos amigos. Esses encontros renderam dois álbuns de inéditas. O primeiro será lançado nos dias 15 e 16 de abril, sábado às 21h e domingo às 19h, no Sesc Pompeia, em São Paulo; o segundo virá no próximo semestre.

Foto de Gal Oppido

Foto de Gal Oppido

Na seleção que você tem em mãos, há letras e músicas de Arrigo Barnabé (“Meus erros”), Alice Ruiz (“Eu é uma coisa”), Carlos Rennó (“Atração pelo diabo”), Ortinho (“As chuteiras do Itamar”) e Vange Milliet (“Corpo fechado”), entre outros. A maioria ganhou o brilho da parceria com a Isca e duas são homenagens – “Arisca” (Péricles Cavalcanti) e “Itamargou” (Tom Zé). Uma vez em estúdio, três coautores registraram pequenas colaborações: Arnaldo Antunes reforçou os vocais de “Xis” (ele também é parceiro de “Dentro fora”, a primeira a ganhar clipe), Zeca Baleiro fez uma intervenção na sua “É o que temos, é o melhor” e um trecho da gravação crua de Tom Zé, voz e violão, entra como música incidental em “Itamargou”.

Em cena desde 1980, foram muitas as formações da banda sonhada por Itamar, exigente até o último dread com a qualidade do seu som. Uma coisa era certa: Paulo Lepetit abraçaria o baixo em gravações e shows importantes. Lepetit, atual diretor musical da Isca, passou a organizar esse cardume em 2004: Jean Trad (guitarra) é o único que estava na primeira formação da banda e no primeiro disco do Itamar; Suzana Salles (voz) e Luiz Chagas (guitarra), dos primórdios, circularam pela banda em diferentes fases; Vange Milliet (voz) entrou na pesca um tanto à frente e nunca mais saiu e Marco da Costa (bateria), em algum momento, assumiu as baquetas no lugar da lenda Gigante Brazil (1952-2008).

Todos realizam trabalhos próprios, mas essa sonoridade específica só acontece quando a Isca de Polícia está reunida. Eles criaram uma linguagem musical com identidade marcante, que vem surpreendendo público e crítica e está em continua em evolução. “Assim que Itamar se foi, eu e Suzana ficamos apreensivas quando nos chamaram para interpretar seus clássicos. Ao longo do processo, desenvolvemos um jeito de cantar juntas, timbrar as vozes e dividir o espaço cênico, que se incorporou à essência da Isca”, explica Vange.

Itamar e a sua sonoridade seguem atemporais. Tanto que houve um redescobrimento da sua obra após a sua morte. A Isca de Polícia voltou a ser convidada para diversas homenagens pelo Brasil e, em 2010, esteve diretamente envolvida na “Caixa Preta”, lançada pelo Selo Sesc, com toda a discografia de Itamar e mais dois álbuns de inéditas com convidados – Paulinho fez a produção de uma das bolachas. A banda viu o seu público crescer e o seu potencial de ir além.

“Foi uma mistura de fatores: os lançamentos da “Caixa” e do documentário ‘Daquele instante em diante’, em 2011, com alguns projetos em homenagem a Itamar pelo Brasil, e também o sucesso de Anelis Assumpção, Tulipa Ruiz, Dani Black e Leo Cavalcanti, filhos da Vanguarda Paulista, e de outros jovens que beberam na nossa fonte, como Kiko Dinucci, Iará Rennó e Andreia Dias. Tudo isso junto despertou a curiosidade dessa molecada pelas origens. E Itamar e Isca estão lá”, pondera Lepetit.

A Isca de Polícia está aqui, hoje, com os genes de Itamar Assumpção bem preservados no seu corpo musical, mas produzindo um novo ciclo. Autoral e de vanguarda, prezadíssimos ouvintes.

O endereço do Sesc Pompeia é Rua Clélia, 93, Pompeia, São Paulo. Ingressos a R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia entrada para maiores de 60 anos, estudantes e professores da rede pública) e R$ 9 (comerciários e funcionários da rede Sesc e seus dependentes). A censura é de 12 anos.

abr
15

“Proponho aos ouvidos atentos prestarem bastante atenção ao trabalho musical de Túlio Borges (em foto de Vitor Schietti). Depois a gente conversa”. A assertiva é do musicólogo e crítico de música Zuza Homem de Mello, a respeito da produção musical do cantor e compositor brasiliense. Pianista por formação, Túlio já foi premiado em diversos festivais do país por sua criação musical poética e híbrida.

O seu álbum de estreia, “Eu venho vagando no ar” (2010), é festejado pela crítica especializada pela profundidade, delicadeza e poesia calorosa, o perfeito domínio de textos e ideias, a cuidadosa feitura e, de acordo com o jornalista musical, escritor e pesquisador Tárik de Souza, por ser um manifesto de um novo e singular artista. O disco foi nomeado como um dos 50 melhores do ano pela Revista Manuscrita, indicado para o Prêmio da Música Brasileira e rendeu ao autor o prêmio de Melhor Cantor Independente de 2010, concedido pela Rádio Cultura de São Paulo.

Túlio por Vitor Schietti
Os shows do seu novo disco, “Batente de Pau de Casarão” (2015) chegam, finalmente, ao Rio de Janeiro, com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do DF e realização da Padê Produções. Túlio se apresenta no Bar Semente, na Lapa (quarta, dia 20, às 20h, com ingressos a R$ 30), no Eco Som Studios, em Botafogo (quinta, dia 21, às 20h, com ingressos a R$ 20) e na Casa Porto, na Saúde (sexta, dia 22, às 20h, com entrada gratuita).

Para mostrar ao vivo músicas como “Coco de pé de manga” (Jessier Quirino), “Sertão de almas”, “Canção do Piauí unido” e “Baú de guardados” (parcerias de Túlio Borges com Climério Ferreira) e “Adorável trovador”(Túlio Borges e Toty), Túlio chamou Rafael dos Anjos (violão), Júnior Ferreira (acordeom), Pedro Vasconcellos (cavaquinho), Fernando César (violão de sete), Valério Xavier e Afonso Gadelha (percussões).

O lançamento foi eleito o segundo melhor disco nacional de 2015 pelo site Os Melhores da Música Brasileira. Neste trabalho, Túlio alia a reconhecida singular musicalidade brasiliense às suas raízes nordestinas. A história do disco perfaz o caminho de São José do Egito, em Pernambuco, terra dos maravilhosos vates do repente, dos nomes quase sagrados na poesia popular nordestina, como o de Louro do Pajeú, Rogacioano Leite e Antonio Marinho, até a capital do país, Brasília.

O álbum traz parcerias de Túlio com poetas nordestinos, como o Jessier Quirino, da Paraíba, e Climério Ferreira, do Piauí, que se constituem em entoações contemporâneas e citadinas e um novo perfil sonoro para a poética do sertão. Dedicado à cidade de São José do Egito, a capital nordestina da poesia, o disco reúne excelentes instrumentistas brasilienses e brasileiros, para celebrar a admiração do compositor pelos poetas e cantadores nordestinos.

“Batente de Pau de Casarão” está disponível para streaming e download gratuitos em: www.tulioborges.com

Shows no Rio de Janeiro, serviço:

20/4 (quarta), às 20h
BAR SEMENTE
Evaristo da Veiga, 149, na Lapa
R$ 30
Classificação: 16 anos

21/4 (quinta), às 20h
ECO SOM STUDIOS
Real Grandeza, 170, em Botafogo
R$ 20 (inteira) / R$ 10 (meia)
Classificação: 12 anos 

22/4 (sexta), às 20h
CASA PORTO
Largo São Francisco da Prainha, 4, na Saúde
Entrada gratuita
Classificação: 12 anos

dez
14

SOU-MG-INSTA-ONMaria Gadú, Tulipa Ruiz e Mariana Aydar estão convidando amigos para cantarem juntos, no dia 21 de dezembro, no Espaço Américas, em São Paulo, pelas vítimas da tragédia de Mariana. Toda a renda do show, com entrada a R$ 40, será revertida para as áreas da Bacia do Rio Doce que foram destruídas pela lama da barragem que se rompeu no início de novembro. Organizado pelo coletivo #SouMinasGerais, o show terá direção artística de Gadú, direção musical de Marcio Arantes, design e vídeo cenário de Bijari e produção da Taregué em parceria com a Pommelo. Entre os convidados confirmados estão Ney Matogrosso, Emicida, Ana Cañas e Filipe Catto.

A verba arrecadada será destinada integralmente a um fundo filantrópico, gerido pelo Sitawi Finanças do Bem e coordenado pelo Greenpeace, para viabilizar uma pesquisa ampla, profunda, transparente e independente sobre os impactos da tragédia na região. Como forma de mobilizar a sociedade civil para apoiar o fundo, o núcleo criativo 2020 articulou com a entidade ambientalista o projeto colaborativo #riodegente.

“Acreditamos que só um #riodegente – todos nós juntos – pode fazer a diferença de forma permanente e sustentável para que o meio ambiente e as populações afetadas pela tragédia de Mariana se recuperem e que situações como esta não se repitam”, afirma o diretor executivo do Greenpeace no Brasil, Asensio Rodrigues.

Ainda no show, o público será recebido por um “live paint” feito por dez renomados artistas da street art em telas individuais criadas ao longo da noite. Exclusivas, as obras serão vendidas no local e também em canais online, todas por R$ 3 mil. A lista completa dos artistas será divulgada nas mídias sociais do show beneficente.

Este será o segundo show produzido pelo coletivo #SouMinasGerais. O primeiro foi realizado em Belo Horizonte, na Esplanada do Mineirão, no dia 8 de dezembro, com Caetano Veloso, Jota Quest e Criolo e as participações especiais de Milton Nascimento, Tulipa Ruiz e Emicida.

Para garantir o seu ingresso, doe R$ 40 pelo site: www.sympla.com.br/souminasgeraisSP

maio
29

sargento laranjaA editora Olho do Tempo, a livraria Folha Seca e o sebo Al Farabi convidam para o lançamento do livro “Nelson Sargento, o samba da mais alta patente”, dos pesquisadores André Diniz e Diogo Cunha. A capa deste que é o único perfil biográfico do sambista, escritor e artista plástico traz a leveza do traço de Cássio Loredano.

A tarde de autógrafos será no sábado, 20 de junho, às 14h, numa roda de samba com Chico Alves (voz), Bruno Barreto (pandeiro e voz), Marcio Hulk (cavaquinho), Fernando Brandão (violão), Felipe Tauil (percussão) e Daniel Karin (percussão). Pelos menos duas participações especiais estão garantidas: do Agenor de Oliveira, cantor e sócio da Olho do Tempo, e do homenageado. Sargento vai assinar o perfil ao lado dos autores no Al Farabi, onde o livro será vendido por R$ 20.

Aos 90 anos, Nelson Sargento está num ano comemorativo. Faz exatamente 60 anos que viu a Mangueira cruzar a Avenida, pela primeira vez, com um samba de sua autoria, “Cântico à Natureza” (parceria com o padrasto Alfredo Português e o amigo Jamelão) e completam 50 anos do legendário show “Rosa de Ouro”, no qual atuou ao lado de Paulinho da Viola, Clementina de Jesus, Elton Medeiros e outros bambas de igual quilate.

É o jornalista Álvaro Costa e Silva quem vai apresentar “Nelson Sargento, o samba da mais alta patente” para você:

“Samba é memória. O sambista, mesmo que tenha 14 anos, tem saudade do passado, que às vezes nem viveu, e é por isso que compõe. Pode ser um passado de glórias, um passado de lutas, um passado de amores, um passado fingido no qual ele acredita. O negócio é lembrar e fazer samba.

A memória de Nelson Sargento, aos 90 anos, é daquelas que se diz: prodigiosa. Recorda que, de tamborim na mão, calça e tênis brancos, camisa azul de jérsei e cartolinha de feltro, descia, moleque franzino, as ladeiras do Morro do Salgueiro, para brincar o Carnaval na Rua Dona Zulmira – território nelsonrodrigueano por excelência onde corriam soltas as batalhas de confete, em meio às fantasias de colombina, pierrô, arlequim e outras vestes e cores das perdidas ilusões.

Lembra que, aos 11 anos, chegou em Mangueira para viver com a mãe ao lado do fadista (depois sambista) Alfredo Português, em cujo barraco havia animadas reuniões regadas com carne moqueada e cerveja casco escuro, da qual participavam Cartola, Carlos Cachaça, Nelson Cavaquinho, Geraldo Pereira, Aloísio Dias (com quem aprendeu a tocar violão).

Ali afinou não só o instrumento como também um extraordinário ouvido musical. Ele era o “gravador” da turma, permitindo que muitos sambas daquela época pioneira não caíssem no esquecimento. Só de Cartola, “salvou” três aos quais acrescentou uma segunda parte: “Deixa”, “Ciúme doentio” e “Vim lhe pedir”.

Este livro de André Diniz e Diogo Cunha é o relato de uma lembrança preciosa que se confunde com a vida e a arte de Nelson Mattos, Sargento apenas no apelido. O compositor de samba-enredo, autor em 1955 de “Cântico à natureza”, considerado um dos maiores de todos os tempos na Estação Primeira. O show “Rosa de Ouro” em 1965, semente da formação dos grupos A Voz do Morro e Os Cinco Crioulos.

O ofício de pintor de paredes – viração nos apartamentos elegantes da Zona Sul carioca, com tinta branca, espátulas e rolos de lã – que abriu caminho para a carreira do artista primitivo, quadros a óleo que retratam paisagens de favela e figuras carnavalescas.

Não à toa, o título de um de seus melhores discos individuais, “Encanto da paisagem”, de 1986, remete às atividades pictóricas. Nele está talvez sua mais conhecida música, “Agoniza, mas não morre”, que virou hino dos amantes do samba tradicional.

Nem por isso ele deixa de ser ousado: “Idioma esquisito” é o primeiro e único partido alto joyceano de que se tem notícia, composto quase inteiramente por palavras proparoxítonas inventadas: estrambonático, palipopético, cilalenítico, presolopépipo, atroverático.

Ainda trabalhou como ator em filmes de Cacá Diegues e Walter Salles. É também um frasista de mão cheia: “O maior inimigo do pobre é o outro pobre”. Está tudo contado neste livro-perfil “memorioso”.

Só peço licença aos autores para acrescentar mais uma faceta artística, pouco divulgada, de nosso personagem: Nelson Sargento é um vibrante escritor de contos eróticos sem tons de cinza.

Aproveito e deixo aqui o abraço apertado do subalterno hierárquico,

Alvaro Marechal”

“Nelson Sargento, o samba da mais alta patente”, serviço

Tarde de autógrafos e roda de samba com a presença do homenageado Nelson Sargento e dos autores André Diniz e Diogo Cunha
QUANDO: 20 de junho, a partir das 14h
ONDE: Al Farabi – Rua do Rosário, 30, no Centro do Rio. Informações sobre o funcionamento da casa, pelo telefone (21) 2233.0879
QUANTO: O evento é grátis. O livro custa R$ 20 (vinte reais)

dez
23

Janeiro de 2015 vai ficar na memória dos cariocas. Aproveitando as férias escolares e a breve pausa entre as festas de dezembro e o ano que se inicia, o Verão nas Arenas promete embalar quatro espaços populares – em Madureira, Pavuna, Pedra de Guaratiba e Penha –, com um circuito de oito shows de quatro artistas da música brasileira e ingressos a simbólicos R$ 2. O patrocínio é da Prefeitura do Rio por meio da Secretaria Municipal de Cultura, a realização é da Baluarte Cultura e a curadoria da jornalista e escritora Monica Ramalho.

“O Verão nas Arenas surgiu da vontade de ocupar estes espaços com uma programação diferente nestes bairros, que por muitas vezes ficam fora da programação de shows que gira no eixo Centro/Zona Sul. Para a Baluarte Cultura é um desafio muito bacana construir essa integração maior da cidade, entendendo que tudo deve ir e vir por completo no Rio de Janeiro”, diz a produtora Paula Brandão, diretora da Baluarte Cultura.

A curadora Monica Ramalho, que cresceu no subúrbio da Abolição, pergunta: “quando foi que Pedro Luís cantou na Penha pela última vez? E quem viu um show do Lenine na Arena de Madureira? Junto com esses astros, vamos apresentar a Mahmundi e a banda Tono, duas promessas da nossa música hoje. A ideia é aproveitar o mês das férias e do calor para tirar as pessoas do sofá no meio da semana a fim de assistir aos shows e encontrar os amigos. E o melhor: bem pertinho de casa”.

“Queremos estabelecer um novo circuito e dar visibilidade a esses equipamentos. Passamos o ano trabalhando em conjunto, através de fóruns mensais entre os gestores das Arenas e a Secretaria Municipal de Cultura, buscando formas de potencializar nossas ações. Acreditamos que o projeto, dentre outras ações em andamento, funcionará como um incentivo à circulação cultural na Zona Norte e na Zona Oeste da cidade”, prevê a subsecretária Danielle Barreto Nigromonte.

TONO + LENINE NAS PRIMEIRAS DUAS SEMANAS
Tono e Lenine abrem o circuito de shows do Verão no dia 7 de janeiro, as 20h, na Arena da Pavuna. A banda Tono traz a maresia da Zona Sul em seu DNA para embalar a noite antes da apresentação do cantor e compositor pernambucano Lenine, um dos músicos mais completos e importantes do país. Desde 2008, o grupo é formado pelos requisitados Bruno Di Lullo (baixista de Gal Costa no estelar “Recanto”), Rafael Rocha (fundador do Brasov e baterista de Jorge Mautner) e Bem (filho de Gilberto) Gil, que já empunhou sua guitarra em trabalhos do gênio baiano. A vocalista Ana Cláudia Lomelino e Eduardo Manso, o homem dos efeitos eletrônicos, completam a banda.

lenine laranja

A Tono vai mostrar o repertório inédito do terceiro e mais recente álbum “Aquário”, produzido por Arto Lindsay e mixado por Daniel (filho do baixista Dadi) Carvalho. Lenine soma mais de 30 anos de carreira, com dez álbuns solo, dois projetos especiais e inúmeras participações. Já foi gravado por nomes como Gilberto Gil, Elba Ramalho, Ney Matogrosso e produziu CDs da banda Pedro Luís e a Parede (Plap) e de Chico César, entre outros. Nas quatro Arenas, Lenine vai fazer um passeio pelos seus sucessos, como “Jack Soul brasileiro”, “Hoje eu quero sair só”, “A rede” e “Dois olhos negros”, e tocar faixas do recente álbum “Chão”.

tono laranja

MAHMUNDI + PEDRO LUÍS COMPLETAM O CIRCUITO
Marcela Vale, que está ganhando fama sob o pseudônimo de Mahmundi, e Pedro Luís, o cantor e compositor, líder da Plap e do Monobloco, comandam os quatro últimos shows do evento a partir de 21 de janeiro. A jovem cantora e compositora foi vencedora do Prêmio Multishow por dois anos seguidos, nas categorias “Hit do ano” com a faixa-chiclete “Calor do amor” (2013) e “Melhor Canção” por “Sentimento” (2014). Mahmundi é carioca de Marechal Hermes e está à frente da música pop contemporânea no país. Suas músicas trazem sonoridades inspiradas em diferentes gêneros e texturas dos anos 80. Vai tocar faixas dos seus EPs “Efeito das cores” (2012) e “Vem” (2013).

pedro laranja

Pedro Luís é lembrado por atrair sempre público e imprensa aos mais variados projetos. Do samba ao pop, incluindo o rock e a MPB, o tijucano Pedro se encaixa naturalmente, causando impacto nas plateias com a força do seu carisma e a interpretação sincera e descolada. Vai rodar as Arenas com o novíssimo show feito só com músicas próprias que ficaram conhecidas nas vozes de cantoras, como Elba Ramalho (“Os beijos” e “Noite Severina”), Sandra de Sá (“Soul”), Zélia Duncan (“Braços cruzados”) e Roberta Sá (“Janeiros” e “Braseiro”), entre outras.

mahmundi laranja

QUATRO BAIRROS MUSICAIS
O Verão nas Arenas vai passear por quatro bairros que mantém uma forte ligação com a música. Madureira, por exemplo, é do samba com as quadras da Portela e do Império Serrano. Penha remete às rodas de choro do Suvaco de Cobra, que revelaram grandes instrumentistas nas décadas de 70 e 80. A Pavuna é um celeiro de rock and roll e os moradores de Pedra de Guaratiba adoram uma MPB bem tocada.

Por Paula Bittar e Monica Ramalho

VERÃO NAS ARENAS, serviço
Abertura dos portões: 19h30
Início do show: 20h
Ingressos: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia-entrada), à venda nas Arenas

Quarta (7/1)
LENINE + TONO
Arena Jovelina Pérola Negra / Pavuna
Praça Ênio, S/N. Informações: 2886.3889

Quinta (8/1)
LENINE + TONO
Arena Fernando Torres / Madureira
Rua Bernardino de Andrade, 200, Parque Madureira. Informações: 3495.3078 / 3093

Quarta (14/1)
LENINE + TONO
Arena Dicró / Penha
Parque Ari Barroso, S/N. Informações: 3486.7643

Quinta (15/1)
LENINE + TONO
Arena Chacrinha / Pedra de Guaratiba
Rua Soldado Elizeu Hipólito, S/N (esquina com Av. Litorânea). Informações: 3404.7980

Quarta (21/1)
PEDRO LUÍS + MAHMUNDI
Arena Jovelina Pérola Negra / Pavuna
Praça Ênio, S/N. Informações: 2886.3889

Quinta (22/1)
PEDRO LUÍS + MAHMUNDI
Arena Fernando Torres / Madureira
Rua Bernardino de Andrade, 200, Parque Madureira. Informações: 3495.3078 / 3093

Quarta (28/1)
PEDRO LUÍS + MAHMUNDI
Arena Dicró / Penha
Parque Ari Barroso, S/N. Informações: 3486.7643

Quinta (29/1)
PEDRO LUÍS + MAHMUNDI
Arena Chacrinha / Pedra de Guaratiba
Rua Soldado Elizeu Hipólito, S/N (esquina com Av. Litorânea). Informações: 3404.7980

ago
06

Nem tão samba, nem tão rock, nem tão jazz e, no entanto, tudo isso misturado de um jeito personalíssimo. É assim que a cantora Karla da Silva define o seu primeiro disco solo, “Quintal”. Feito via crowdfunding e selecionado pela Natura Musical, o álbum vai ganhar o seu registro em DVD após circular em shows por São Paulo, Salvador e Curitiba, com convidados e direito a making of. A filmagem será na noite de 21 de agosto, às 20h, com entrada gratuita, no Espaço Cultural Sérgio Porto, que fica no Humaitá, Rio. A assessoria de imprensa é da Belmira Comunicação.

Conhecida no país ao participar da edição inaugural do reality show The Voice Brasil, na Rede Globo, Karla da Silva conta que, antes de escolher a estética do seu DVD, assistiu a muitos e achou todos parecidos. “A Marina Gante sabe da minha paixão por cinema e trouxe a ideia de fazer o DVD com um caráter documental, registrando lugares e pessoas que fazem parte da minha vida, como o quintal da casa dos meus pais, em Madureira, e o canto das minhas tias e da minha mãe, que me aproximaram da música desde cedo”, rebobina a cantora.

Acompanhada por Paulo Ney no violão e no backing vocal, Felipe Chernicharo na guitarra, Rodrigo Ferreira no baixo, Guido Sabença na bateria, ela vai registrar as versões ao vivo de músicas do seu álbum de estreia, “Quintal” (independente, 2013), entre elas “Hoje só volto amanhã”, “Lobo” (João Bernardo), “Samba do Bem” (Germana Guilherme), “Para celebrar” (Pedro Ivo), “Duas palavrinhas” (Evandro Navarro), “Fé, tempero e amor” (Diogo Brown) e a faixa-título, feita a dez mãos por Matheus von Kruger, Eduardo Brechó, Lucas Cirillo, Alysson Bruno e Jairo Pereira.

A gravação do primeiro DVD de Karla da Silva (e a recente turnê por quatro capitais brasileiras) foi um dos projetos selecionados para receber o patrocínio da empresa de cosméticos. “Uma das vertentes do Natura Musical é a aposta em novos talentos da música brasileira. Ao longo de quase nove anos, o programa vem revelando e participando da consolidação da carreira de novos nomes como Marcelo Jeneci, Tulipa Ruiz, Karina Buhr e Céu. Ao sermos apresentados a Karla da Silva, vimos a oportunidade de valorizar seu talento e produção artística”, conta Fernanda Paiva, gerente de apoios e patrocínios da Natura. “Também nos chamou a atenção sua capacidade de mobilização e conexão com novas formas de produção, uma vez que Karla conseguiu gravar seu disco com o apoio dos seus fãs”, acrescenta.

OUÇA O DISCO “QUINTAL”: https://soundcloud.com/karla-da-silva

VEJA MAIS: http://www.naturamusical.com.br/karla-da-silva-e-do-samba

jul
29

No show “Pelos Caminhos do Som”, Ana Costa faz um recorte vibrante da obra lusófona do mestre Martinho da Vila, compositor eclético, pesquisador incansável dos variados ritmos brasileiros e considerado o embaixador da música brasileira dos países de língua portuguesa. A proposta do show – a ser realizado nos dias 2 e 3 de agosto, com entrada franca, no Espaço Furnas Cultural – é chamar a atenção para a importância da criação de Martinho, que propôs o chamado “traço de união” entre as nações de língua portuguesa, misturando sambas que estão no imaginário de todo nós com canções que foram menos divulgadas.

A cantora Ana Costa fala (e canta!) com propriedade o repertório de Martinho, tamanha é a identificação que desenvolveu com a obra do pai das cantoras Mart’nália, Analimar Ventapane e Maíra Freitas, também pianista, amigas de Ana de longa data.

“Esse show foi pensado à partir do CD ‘Lusofonia’, lançado em 2000, no qual Martinho exalta a música e a cultura dos países lusófonos, mas também exalta as belezas do nosso país. São composições de Angola, Moçambique, Portugal e Timor Leste que o Martinho releu e criou versões. É fato que vemos alguma semelhança entre as músicas deles e a nossa e o show é resultado desse flerte do Martinho. Desde os anos 80, ele viaja todos os anos para esses e outros países de língua portuguesa a fim de garimpar as suas preciosidades sonoras”, diz Ana Costa.

No roteiro, “Fazendo as malas” (de Martinho e Rildo Hora), “Samba dos ancestrais” (dele com a saudosa Rosinha de Valença), a recente “Filosofia de vida” (feita a seis mãos com Marcelinho Moreira e Fred Camacho), as famosas “Odilé odilá” (parceria dele com João Bosco, que Ana Costa regravou no Sambabook do Martinho), “Traço de união” (mais uma da dupla Martinho/ João Bosco), “Canta canta, minha gente” e “Madalena do Jucú”, uma versão dele para uma cantiga de domínio público. Esta última foi registrada no clássico “O canto das lavadeiras”, de 1989, um disco inspirado no folclore brasileiro. A faixa que nomeia o projeto, “Pelos caminhos do som”, também saiu desse elepê antológico.

A cantora estará acompanhada por Julio Florindo (contrabaixo e direção musical), Maurício Massunaga (no violão, na guitarra e no bandolim), Alessandro Cardozo (no cavaquinho), Daniel Félix (na percussão) e André Manhãs (na bateria). A direção artística e a concepção musical são de Bianca Calcagni e Ana Costa. Belmira Comunicação faz a assessoria de imprensa.

ANA COSTA EM “PELOS CAMINHOS DO SOM”
QUANDO: dias 2 (sábado), às 20h, e 3 de agosto (domingo), às 19h
ONDE: Espaço Furnas Cultural – Rua Real Grandeza, 219, em Botafogo
QUANTO: Entrada franca, com retirada de senhas no local a partir das 14h dos dias dos shows. É obrigatória a apresentação de documento com foto

Foto de Rodrigo Fávera

jul
02

Saulo Duarte e a Unidade (Pará), Ian Ramil (Rio Grande do Sul) e Ava Rocha (Rio de Janeiro) serão os próximos nomes a se apresentar na terceira edição do Levada Oi Futuro, que vai até outubro de 2014, no Oi Futuro Ipanema, recebendo algumas das melhores promessas musicais do país. Cantores que lotam os shows nas suas cidades de origem e artistas mas que nunca se apresentaram para o público carioca são algumas das futuras estrelas que o curador Jorge Lz seleciona para o Levada, projeto que já tem espaço garantido no calendário cultural da cidade.

“A missão para este ano é continuar abrindo espaço aos repertórios autorais que estão brotando pelo Brasil”, conta Jorge Lz. “Vamos trazer um punhado de artistas ainda pouco conhecidos pelo grande público e pela imprensa que, no entanto, têm muito a dizer. Boa parte deles está com discos maravilhosos e somente à espera de uma oportunidade para tocar no Rio”, resume o curador. Ao todo, serão 14 atrações e cada uma se apresentará duas vezes: às sextas-feiras e aos sábados, totalizando 28 shows entre 13 de junho e 25 de outubro. A assessoria de imprensa é da Belmira Comunicação.

Em julho, será a vez de reunir jovens talentos do Pará, do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, nesta ordem. Saulo Duarte ressaltou que esse “vai ser nosso primeiro show no Rio de Janeiro e eu fico muito feliz que seja no palco do Levada Oi Futuro, um projeto disposto a ouvir novos sons. Será um prazer lançar nosso segundo álbum para ouvidos tão atenciosos”. Ian Ramil é outro que está exultante: “O Levada Oi Futuro proporcionou que eu vá com a banda completa até o Rio pra lançar meu disco. Isso é raro pra artistas independentes e em começo de carreira. Agradeço e torço pra que dure por muitos anos”, diz o jovem.

Ava Rocha pensa que o Levada Oi Futuro “é uma plataforma que tem uma certa estrutura e isso é muito importante numa cidade que carece de incentivos na área musical e que poderia ser a capital da música. Ações como essa engrandecem a cidade e dão um exemplo que outras empresas poderiam seguir. A curadoria (do Jorge Lz, que me convidou para o projeto) também me parece ser muito democrática, antenada com esse momento de aberturas e fortalecimento”.

SAULO DUARTE E A UNIDADE – 11 e 12 de julho
Nascido em Belém, criado em Fortaleza e radicado em São Paulo, o cantor e compositor Saulo Duarte, à frente da banda A Unidade traz forte influência da música do Norte do país – e essa influência pode ser sentida nos elementos tradicionais do carimbó e da guitarrada, que é feita de uma forma original contemporânea. O afropop e o reggae complementam as referências da banda, que virá ao Rio para lançar o seu segundo álbum, “Quente”.

Produzido por eles mesmo e por Mauricio Tagliari, e gravado no estúdio YB Music , o disco tem a participação especial de Felipe Cordeiro, Manuel Cordeiro, Curumin, Luí, Ceruto and Luis de la Hoz (Cuba), David Hubbard (Guiana Francesa) e Alex Tea (Estados Unidos). No Levada Oi Futuro, Saulo Duarte (guitarra e voz) vai se apresentar acompanhado por João Leão (teclados), Túlio Bias (percussões), Klaus Sena (baixo), Beto Gibbs (bateria) e Igor Caracas (percussões).

IAN RAMIL – 18 e 19 de julho
Equilibrar ironia e melancolia parece ser marca típica dos Ramil, talentoso clã musical da MPB. Esse DNA depura-se no álbum de estreia do seu novo representante: Ian Ramil, 28 anos, que toca e compõe desde os 11 anos. Disponível em CD, LP e download gratuito no site do artista (www.ianramil.com), o disco foi gravado em Buenos Aires, produzido por Matias Cella (que trabalhou com Jorge Drexler) e masterizado por Tom Baker – que já cuidou de obras de Nine Inch Nails e Jorge Drexler, da trilogia Matrix e de filmes de David Lynch.

Filho do cantor e compositor Vitor Ramil e, portanto, sobrinho de Kleiton e Kledir, Ian vai se apresentar ao lado dos argentinos Guilherme Ceron (baixo), Martin Estevez (bateria), Lorenzo Flach (guitarra), Jaime Freiberger (trompete), Julio Rizzo (trombone) e do brasileiro Pedro Dom (piano e clarinete). Eles tocarão todas as músicas do disco, entre elas “Suvenir”, “Cabeça de painel” e “Transe”, e outras ainda inéditas. Assista ao primeiro clipe do disco: http://migre.me/k5ook

AVA ROCHA – 25 e 26 de julho
“Ava Patrya Yndia Yracema”, produzido por Jonas Sá (que abriu essa terceira edição do Levada Oi Futuro), é o segundo disco da cantora e compositora Ava Rocha, filha do cineasta Glauber Rocha. Nas palavras da própria artista, “o show é quente, é musical, é performático, é transe, é eletrizante, é amor, é marasmo, é sonho, é vontade, é desejo, é ardor, é rock, é jazz, é preto, é índia, é rocha, é memória, é latino, é mestiço, é coração, é mel, é ava, é patrya, é yracema. É reviravolta, é revolução, é morte, vida, transmutação”.

No palco do Oi Futuro de Ipanema, Ava vai mostrar inéditas de seu novo disco, que mistura músicas próprias e de compositores como Negro Leo, Domenico Lancelotti e Jonas Sá. A cantora estará acompanhada por Thomas Harres (bateria e percussões), Pedro Dantas (baixo elétrico), Eduardo Manso (synths e eletrônicos) e Marcos Campello (guitarra e violão).

O Oi Futuro Ipanema fica na Rua Visconde de Pirajá, 54/2º andar. Ingressos a R$ 20 (inteira), com meia-entrada (R$ 10). A censura é de 14 anos e o teatro comporta 94 pessoas.

jun
17

A cantora e compositora paulista Verônica Ferriani volta ao Rio de Janeiro para mostrar, pela primeira vez, o repertório autoral do álbum “Porque a boca fala aquilo do que o coração tá cheio”. Os shows serão nos dias 20 e 21 de junho, sexta e sábado, às 21h, no Levada Oi Futuro, realizado no Oi Futuro de Ipanema. Este disco, o segundo da artista, chegou às lojas em outubro de 2013 e está disponível para download no seu site oficial www.veronicaferriani.com e à venda nas principais lojas do ramo e plataformas de comercialização musical.

“Porque a boca fala aquilo do que o coração tá cheio” é a frase que dá nome ao segundo disco de Verônica, composto integralmente por canções autorais, escritas entre 2011 e 2012, produzido por Marcelo Cabral (Criolo) e Gustavo Ruiz (Tulipa) e gravado em 2013, no Estúdio El Rocha. “Esse disco nasce do desejo e da coragem de sair da zona de conforto. Sempre gostei de escrever e desde criança tive por perto o violão, mas só recentemente tive motivos e inspiração para compor. Virou um vício. Passei um desses processos mais intensos de reflexão e revisão interior e ali as músicas foram surgindo”, explica a cantora.

Foram 28 canções finalizadas, das quais 11 foram escolhidas para o disco. Entre si, elas têm em comum o mais universal dos temas (o amor!), sob o recorte irônico dos diferentes papeis vividos por cada um em seus relacionamentos. A parceria com Marcelo Cabral e Gustavo Ruiz aconteceu pela primeira vez em 2007, quando gravaram juntos o Som Brasil, especial da TV Globo em homenagem a Ivan Lins. Cabral participou das gravações do primeiro e homônimo disco de Verônica, lançado em 2009. A união com Gustavo trouxe frescor à parceria. A nuance pop impressa por ele no álbum, alinhada à sofisticação e o experimentalismo trazidos por Marcelo dão forma a este “Porque a boca fala aquilo do que o coração tá cheio”.

Além dos produtores, talentosos músicos da nova geração paulistana, como Guilherme Held, Sergio Machado, Pepe Cisneros, Mauricio Takara, Regis Damasceno, Mauricio Badé, Paulinho Viveiro e Edy do Trombone, completam o time responsável pela sonoridade ardente do álbum. A cumplicidade entre cantora e músicos fica clara nos arranjos pensados coletivamente, com produtores, vocalista e banda participando ativamente do processo criativo de cada canção.

Mas é, acima de tudo, um disco autoral. Verônica exprime o que sente e pensa de forma sincera e espontânea, e envolve o ouvinte com sua interpretação incendiada e voz arrebatadora, conduzindo-o pelas mais diversas emoções. Mistura linguagens musicais para criar canções capazes de agradar às mais variadas faixas de público.

“Minha música é emocionada. É o que me permite ter cantado samba nas quebradas e quadras mais raiz do Rio e de São Paulo, depois ter gravado um disco todo inédito, em parceria com Chico Saraiva, com músicas que têm referências quase eruditas para a música popular de hoje, e neste momento lançar um disco todo autoral, em que duas guitarras, baixo e bateria embasam e representam uma força interpretativa que sempre valorizei e busquei no palco”, comenta.

Sobre as faixas

A tônica do trabalho pode ser traduzida pela canção que abre o álbum, “Estampa e só”. Intensa, nasceu de um samba partido alto e acabou recebendo influências de música paraense, funk e cumbia. Na letra, sobre o fim de um relacionamento, Verônica, resiliente, dá o recado “Só mais um triste fim, eu sei cuidar de mim”, e renasce sobre lindo arranjo de cordas e metais.

Em “Zepelins”, canta a poesia que é se jogar no desconhecido, fazendo contraponto entre a dureza de certos momentos e a imagem do sol como guia para dias melhores.

Candidata a hit, “De boca cheia” é a letra mais passional do álbum. Interpretação verborrágica e arranjos envenenados fazem a cama para a letra em que provoca: “Ajoelha e não reza, não atende às expectativas da mulher / que te espera acordada, abatida, confusa / e ainda ouve meias verdades / porque você nunca soube o que é intimidade”.

Trilha sonora sedutora, “Ele não volta mais” emerge de um mergulho confessional da cantora. À galope, chega “Era preciso saber”, quinta faixa do álbum que fala da importância de compreender as rupturas e aprender a estar só, se reinventar.

Romântica, “À segunda vista” fala dos reencontros e de uma relação mais consciente e profunda com as situações e personagens da vida. Letra e arranjos se firmam no violão bucólico de Régis Damasceno, dimensionando com exatidão o tamanho da canção.

Escrita no final de 2010, momento em que Verônica se reaproximou do violão, “Dança a menina” manifesta a personalidade um tanto anti-heróica, recorrente no disco, e que, de certa forma, se opõe à personagem segura e cheia de si exaltada nos dias de hoje. É a canção mais pop, relaxada e solar do álbum.

“Não é não” traz clima tropicalista ao álbum, claramente representado nos arranjos, na guitarra flamejante, “a la Lanny Gordin”, do músico Guilherme Held e na letra bem-humorada da cantora e compositora.

Autêntica canção brasileira, “Esvaziou” permeia o universo da música rural, íntimo para Verônica, que nasceu no interior de São Paulo. Guitarra e baixo fraseiam juntos os refrões, dando tom libertino à “C’est la vie”. Quase um bônus track, “Lábia palavra” passeia pelo contexto em parte doloroso do nordeste brasileiro. Nua e crua, encerra o álbum.

No palco, se apresenta ao lado do baixista Marcelo Cabral (que assina a produção do álbum e a direção musical do espetáculo), além dos músicos Guilherme Held (guitarra), Sergio Machado (bateria) e Rodrigo Campos (guitarra e violão). 

O Levada Oi Futuro acontece no palco do Oi Futuro de Ipanema, na Rua Visconde de Pirajá, 54 / 2º andar. Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). A censura é de 14 anos e o teatro comporta 94 pessoas sentadas.

jun
09
  • De junho a novembro, 14 artistas das cinco regiões do país vão tocar no Oi Futuro Ipanema
  • Desde 2012, o Levada já promoveu 80 shows de 40 novos artistas da cena nacional
  • A estreia da terceira edição será em 13 de junho com Jonas Sá e o inédito “BLAM! BLAM!”

Entre junho e novembro de 2014, o palco do Oi Futuro de Ipanema vai brilhar com a terceira edição do Levada Oi Futuro, projeto que vem apresentando, desde 2012, algumas das melhores promessas musicais do país. Sabe aquele cantor sensacional que lota os shows na sua cidade, seja ela Belém, Florianópolis ou Brasília, ou, ainda, aquela mineira ou baiana talentosíssima que nunca soltou a voz para o público carioca? São essas estrelas do amanhã que o curador Jorge Lz seleciona para o Levada – o projeto em si já têm vez garantida no calendário cultural do Rio de Janeiro.

“A missão para esse ano é continuar abrindo espaço aos repertórios autorais que estão brotando pelo Brasil. Vamos trazer um punhado de artistas ainda pouco conhecidos pelo grande público e pela imprensa que, no entanto, têm muito a dizer. Boa parte deles está com discos maravilhosos à espera de uma oportunidade para tocar no Rio”, resume o curador. Ao todo, serão 14 atrações e cada uma se apresentará duas vezes: às sextas-feiras e aos sábados, totalizando 28 shows até novembro.

SOBRE AS EDIÇÕES ANTERIORES
Celeiro de novas tendências musicais e berço de gêneros como samba, choro e bossa nova, o Rio de Janeiro lucra significativamente com o Levada Oi Futuro. Um dos objetivos do projeto é ampliar as opções culturais da metrópole, oferecendo shows de qualidade a preços populares e num teatro bem equipado e localizado. Promover o intercâmbio artístico e estimular o gosto pela diversidade da cultura brasileira também são assuntos que interessam às equipes da Zucca Produções e do Instituto Oi Futuro, realizador e apoiador, respectivamente, da mostra contemporânea.

Em 2012, foi a vez de apresentar artistas como Siba (PE), Lucas Santtana (BA), Bixiga 70 (SP), Filipe Catto (RS), Metá Metá (SP), Lirinha (PE), Ellen Oléria (DF) e o anfitrião Pedro Luís, convidado a lançar seu disco de estreia solo no encerramento da primeira edição do projeto. Em 2013, a aposta foi em nomes menos conhecidos e altamente promissores, entre eles Phill Veras (MA), Carne Doce (GO), Juvenil Silva (PE), Letto (RN), Thiago Amud (RJ) e César Lacerda (MG), além das presenças já conhecidas de Vitor Araújo (PE), Vulgue Tostoi (RJ), Cris Braun (RS/ AL) e Léo Cavalcanti (SP), todos se lançando em novos desafios. Alguns desses artistas nunca haviam tocado no Rio de Janeiro até serem convidados pelo Levada Oi Futuro.

O jovem cantor e compositor Brunno Monteiro, que arremessou o seu “Ecos da rua” em junho de 2013, é um dos entusiastas do Levada Oi Futuro. Diz ele: “Lançar um disco com a estrutura e visibilidade que o festival permite é uma exceção que eu comemoro todo dia, desde que rolou. Fora o palco, fora a produção, a mídia que ele me permitiu, uma das coisas mais valiosas que ganhei foi estar entre os 20 principais nomes da cena nacional, em termos de relevância. E isso só rola dessa maneira porque é sabido que o Levada tem um cuidado de curadoria incansável. Preza, o tempo todo, pela qualidade dos artistas, por jogar luz não no que estourou, obrigatoriamente, mas no que, dentro do entendimento dessa curadoria, pode ir adiante”.

ESTREIA COM JONAS SÁ, VERÔNICA FERRIANI E ISAAR
A edição de 2014 será inaugurada com shows do cantor e compositor carioca Jonas Sá nos dias 13 e 14 de junho; da cantora e compositora paulista Verônica Ferriani nos dias 20 e 21 de junho; e da cantora, compositora e instrumentista pernambucana Isaar nos dias 27 e 28 de junho. Jonas considera um privilégio entrar nessa seleção inicial. “Já namoro o Levada de outras edições! Lançar o “BLAM! BLAM!” abrindo um projeto que conhece e reconhece as diversas cenas musicais que estão rolando no Brasil é perfeito e é uma honra!”, exulta o músico.

“O Rio já foi a minha segunda casa. Músicas como ‘Zepelins’ e ‘Dança a menina’ nasceram durante as minhas andanças pela cidade. Voltar agora para lançar este disco autoral, dentro de um projeto valioso como o Levada Oi Futuro, é significativo e simbólico. É uma volta às origens e, certamente, a algumas de minhas inspirações”, adianta Verônica. Para Isaar, que fez apenas três shows solo na cidade, é uma oportunidade e tanto. “O convite para cantar no Levada Oi Futuro coincidiu com o disco estar quase pronto. Estou muito feliz de participar porque o Levada é a porta do Rio de Janeiro para quem faz música bacana pelo Brasil”, avalia.

JONAS SÁ, em 13 e 14 de junho
Após o lançamento de “Anormal”, seu elogiado primeiro disco, o cantor e compositor pop carioca Jonas Sá passou a criar músicas de maneira mais fragmentada, gravando com a voz melodias e letras em seu próprio celular. Essas ideias, que vão da soul music à canção francesa, foram tomando forma até se tornarem o rascunho perfeito deste seu segundo disco, “BLAM!BLAM!”, que será pré-lançado na estreia da terceira edição do Levada Oi Futuro! O par de shows também celebra a primeira década de carreira do artista

A fim de remontar o complexo quebra-cabeça sonoro do álbum, o show “BLAM! BLAM!” conta com uma enorme banda, formada por bateria, percussões mpcs, naipes de metais, synths, baixo e guitarra. Entre os músicos dessa pequena orquestra que acompanha Jonas ao vivo estão Rafael Rocha (Tono) nas percussões, Eduardo Manso (Rabotnik) nos samplers e na guitarra, o baterista Thomas Hares e o baixista Pedro Dantas – ambos da Abayomi Orquestra.


VERÔNICA FERRIANI, em 20 e 21 de junho
A cantora e compositora paulista Verônica Ferriani volta ao Rio de Janeiro para mostrar, pela primeira vez, o repertório autoral do álbum “Porque a boca fala aquilo do que o coração tá cheio”, que chegou às lojas em outubro de 2013 e está disponível para download no site www.veronicaferriani.com. Ao todo, as onze faixas escritas entre 2011 e 2012 têm em comum o mais universal dos temas (o amor!), sob o recorte irônico dos diferentes papeis vividos por cada um em seus relacionamentos. Verônica exprime o que sente e pensa de forma sincera e espontânea, e envolve o ouvinte com sua voz arrebatadora, conduzindo-o pelas mais diversas emoções.

Ela cantou samba nas quebradas e quadras mais raiz do Rio de Janeiro e de São Paulo, depois gravou um disco todo inédito, em parceria com Chico Saraiva, com músicas que têm referências quase eruditas para a música popular de hoje, e agora surpreende lançando um disco autoral. No Oi Futuro de Ipanema, Verônica vai se apresentar ao lado de Marcelo Cabral (baixista, produtor do disco e diretor musical do show), Guilherme Held (guitarra), Sergio Machado (bateria) e Rodrigo Campos (guitarra e violão). Assim como Jonas Sá, este show também comemora os primeiros dez anos de carreira de Verônica Ferriani.

ISAAR, em 27 e 28 de junho
Isaar está de volta! E passados cinco anos após o lançamento do premiado “Copo de espuma”, desta vez ela carrega a poesia urbana do nordeste em sua garganta. “Todo calor”, o álbum que a cantora, compositora e instrumentista pernambucana vai lançar no Levada Oi Futuro nos dias 27 e 28 de junho, configura a voz remanescente do manguebeat e ícone da cultura regional de Recife como uma artista universal e cidadã urbana.

Após liberar o álbum para download gratuito no site www.isaar.com.br, Isaar vai mostrar em Ipanema o repertório de “Todo calor”, um conjunto de onze cancões executadas pelos músicos Gabriel Melo (guitarra), Rama Om (baixo), Do Jarro (bateria) e Deco do Trombone. A poesia urbana de Pernambuco, elemento presente nos dois últimos álbuns de Isaar, é um tema constante do seu novo trabalho. Nele, ela interpreta composições dos poetas Zizo e França, dos músicos Cassio Sette e Graxa e do paulista Beto Villares. A direção musical é de Isaar, conhecida por sua atuação nas bandas Comadre Fulozinha e DJ Dolores & Orquestra Santa Massa.

SERVIÇO LEVADA Oi FUTURO

Artista que abre o projeto: Jonas Sá
Local: Oi Futuro
Endereço: Rua Visconde de Pirajá, 54/3º andar – Ipanema
Dias 13 e 14 de junho, sexta e sábado às 21h
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Duração: 90 minutos
Classificação etária: 14 anos
Capacidade de público por sessão: 92 pessoas
Informações:
Oi Futuro – (21) 3201-3010 / Zucca Produções – (21) 2556-5265 / (21) 98527-0270

Monica Ramalho

Monica Ramalho

Como me achar

(21) 99163.0840
moniramalho@gmail.com

Arquivo

Caixinha de Música