Posts em ‘Caixinha de Música’

maio
21

No próximo sábado, Leila Pinheiro vai receber dois bambas no palco do Imperator, onde apresentará, pela primeira vez no Méier, o seu novíssimo show “Eu canto samba”, que faz um passeio por alguns dos melhores sambas de todos os tempos.

Numa conversa inspirada com a cantora, ela falou sobre a expectativa de compartilhar os aplausos com Sombrinha e Pedro Miranda. Sobre o veterano, Leila revelou:

“A música do Sombrinha me arrebata desde sempre, e até mesmo quando eu nem sabia que a música era dele. Parava pra ouvir e lá estava o nome dele ao lado dos seus parceiros craques. É bamba, é mestre e no palco é uma delícia, se diverte, se encanta. Uma honra e renovada alegria cantar junto com ele dois dos seus sambas mais bonitos”, comentou a intérprete, feliz por levar este show ao bairro onde, nos idos de 1970, João Nogueira fundou o Clube do Samba, legendário reduto de sambistas e apaixonados pelo gênero.

Pedro Miranda estava nascendo quando o pagode comia solto nos quintais do Méier. Mais tarde, ele também caiu de amores pelo batuque e na noite deste sábado, 24 de maio, será um dos convidados especiais do “Eu canto samba”. Leila se derreteu em elogios ao jovem artista, com quem combinou as vozes recentemente, num show em Madureira:

“Pedrinho Miranda, Pedro-semente, suingue, bom humor, paixão afinadíssima e escancarada pela música. Nos demos bem, de cara! Fomos juntos pro Parque de Madureira e nos divertimos cantando “De conversa em conversa”, clássico na voz doce de Dóris (querida) Monteiro. O bate-bola com ele me deixa doida e agora vamos nos juntar com Sombrinha cantando um Almir Guineto arrasador!!! Salve Pedro Miranda que anda de skate no meu coração!!!”.

Torcendo para chegar logo o momento de ver – e, sobretudo, escutar – esses três ao vivo!

EU CANTO SAMBA, de Leila Pinheiro com Sombrinha e Pedro Miranda
QUANDO:
sábado, 24 de maio, às 21h
ONDE: Imperator (Centro Cultural João Nogueira) – Rua Dias da Cruz, 170, no Méier
QUANTO: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada) na plateia sentada e R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada) na pista
E MAIS: Classificação 16 anos

maio
21

“Fiquei muito feliz com tudo. O que mais me comoveu foi o carinho que recebemos em cada show. Fomos muito bem tratados pelos contratantes e pelo público que desconhece minhas canções e, ainda assim, escuta com atenção, se emociona, pede bis e ainda arrisca cantarolar os refrões com aquele sotaque gringo charmoso.

Em Braga, fizemos um show acústico na inauguração de um espaço lindo e super moderno chamado El Planet no dia da Revolução dos Cravos. Este dia, 25 de abril, é muito importante para história dos portugueses e o grupo Encontros da Imagem nos proporcionou uma noite linda cheia de artistas visuais e formadores de opinião. Dividimos esta noite com uma banda muito original chamada Throes + The Shine, formada por duas bandas que se juntaram. Fiquei super fã do trabalho deles, os cantores são dois angolanos que arrebentam cantando e dançando ao som de um kuduro com uma pegada rock’n roll e arranjos conceituais super interessantes. No final, saímos todos para jantar e combinamos de fazer algo juntos.

Participamos de um festival em Paris sensacional, no Jardin d’Acclimatation. Quando fui convidado já sabia que era um evento bacana pelos artistas que participariam, como Ed Motta e Thiago Petit, mas não tinha noção do quanto estava sendo bem divulgado. Logo que chegamos vimos a publicidade do Festival Sensacional Brasil no metrô. No dia seguinte, vimos propaganda em vários lugares e ficamos bastante empolgados com isso. No dia da minha apresentação choveu bastante, o que nos deixou apreensivos, achando que o público não fosse comparecer. Felizmente, estávamos enganados e foi a coisa mais linda ver aquela gente toda debaixo de seus guarda-chuvas vibrando com a gente.

No final do show muitos discos foram vendidos, vários contatos foram feitos e pintou um convite simpático para tocar num evento de artistas contemporâneos chamado La Art de Rien. Neste evento, toquei minhas músicas com Fabrício Signorelli (guitarra) e Giovani Mazziotta (baixo, violão e programações) e cantei também clássicos do Jorge Ben numa jam session formada ali na hora por músicos franceses excelentes.

A noite mais especial desta tour foi no Grand Palais, com a inauguração do painel Guerra e Paz, do Portinari, que ganhou um show acústico do grande bandolinista Hamilton de Holanda e, em seguida, o show do mestre João Donato (na foto, comigo ao fundo, de Fernanda Peruzzo). Minutos antes da minha participação ainda me beliscava pra ver se não estava sonhando… Fiquei ali na coxia, atrás do palco meio abobalhado com toda aquela situação. Estava em Paris, representando o meu país junto, com aqueles caras que são verdadeiras lendas vivas: João Donato, Robertinho Silva, Arismar do Espírito Santo e Raul Mascarenhas. E, ainda por cima, estava cantando minha parceria com o Donato… Eram muitas emoções pra uma noite só.

Respirei fundo e dei três pulinhos pra São Longuinho não me deixar perder nenhuma palavra da letra que eu mesmo fiz mas que, naquela altura, poderia me faltar. Pronto, meu problema havia sido resolvido. No instante em que dei os três pulinhos, a ansiedade passou e uma coragem grande bateu no meu peito. Donato me apresentou como parceiro da próxima música e grande amigo (sim, fui promovido de “vizinho” para “grande amigo”!) Ele me deixou super à vontade, brincou com meu nome e até me deu a chance de praticar meu francês macarrônico. O público ficou animadíssimo com a nossa música e o Donato, todo o pessoal da produção e os outros músicos ficaram muito felizes com minha performance. De surpresa ainda me convocaram pro bis. Foi uma noite inesquecível. Pra completar fomos agraciados com a presença do escritor Luis Fernando Veríssimo, que eu adoro, no show e no camarim.

Fechei minha tour em Lisboa com um show acústico no Horiginal, tocando minhas músicas inéditas e já anunciando meu disco novo que será lançado este ano no Brasil. Ainda tive a surpresa de ser assistido por um compositor, cantor e produtor brasileiro que adoro, o Gui Amabis.

Voltei pro Brasil com a sensação de dever cumprido. Pode até ser clichê, mas foi exatamente isso que senti quando as portas da aeronave se fecharam anunciando a minha volta pra casa.

Um abraço, já em solo brasileiro, do Mihay”

maio
19

“Nem tão samba, nem tão rock, nem tão jazz”. Assim a cantora Karla da Silva, que ganhou fama nacional ao participar da primeira edição do The Voice Brasil até as semifinais, define seu primeiro disco solo, “Quintal”, gravado via crowdfunding e selecionado pelo Natura Musical. O próximo show da turnê que dará origem ao DVD “Quintal ao vivo” será no sábado, 24 de maio, às 20h, no Teatro Paiol, em Curitiba, com entrada franca e participação especial de Leo Fressato, integrante da Banda Mais Bonita da Cidade.

O primeiro show foi em janeiro, no Sesc Senac Pelourinho, em Salvador, com ingressos esgotados e cerca de 150 pessoas com a intenção de assistir ao espetáculo. O segundo momento marcante desta turnê  foi em março, na Galeria Olido, em São Paulo, mais uma vez com a sala lotada. “O repertório reúne sons sob uma perspectiva urbana, de uma geração que recebe informações pela web e dialoga-se com a arte do mundo inteiro e, por meio da cybercultura e do download, bebe em muitas fontes”, diz Karla.

Acompanhada de quatro instrumentistas, Karla soma-se a compositores de sua geração para apresentar ao público músicas como “Hoje só volto amanhã”, de João Bernardo, “Quintal”, de Matheus von Kruger, e “Samba do bem”, de Germana Guilherme. Além disso, busca influências no passado, resgatando canções como “Maçã do rosto”, de Djavan, “Com a perna no Mundo”, de Gonzaguinha, “Trajetória”, de Arlindo Cruz, “Lover man”, de Jimmy Davis e Roger Ramirez e “Samba a dois”, de Marcelo Camelo.

A turnê que resultará no primeiro DVD de Karla da Silva é um dos projetos selecionados para receber o patrocínio do edital nacional 2013 do programa Natura Musical. “Uma das vertentes do Natura Musical é a aposta em novos talentos da música brasileira. Ao longo de quase nove anos, o programa vem revelando e participando da consolidação da carreira de novos nomes como Marcelo Jeneci, Tulipa Ruiz, Karina Buhr, Céu. Ao sermos apresentados a Karla da Silva, vimos a oportunidade de valorizar seu talento e produção artística”, conta Fernanda Paiva, gerente de apoios e patrocínios da Natura.

O Teatro Paiol fica na Praça Guido Viaro, sem número. O show terá entrada gratuita, com distribuição de senhas às 19h. A assessoria é uma parceria da carioca Belmira Comunicação com o curitibano RB Escritório de Comunicação.

Ouça o “Quintal”: https://soundcloud.com/karla-da-silva

maio
19

São Francisco é um bairro em Niterói, no Rio de Janeiro, cercado por natureza, silêncio e banhado pela Baía de Guanabara. Espécie de refúgio ao caos urbano, o lugar foi escolhido pelo cantor e compositor Alvaro Gribel como berço de criação de seu segundo CD, produzido por Rodrigo Campello e coproduzido por Eber Pinheiro. Com três shows gratuitos de lançamento em São Paulo (dias 24 e 31 de março nas livrarias Cultura dos shoppings Villa-Lobos e Market Place e, no dia 8 de junho, na Casa do Núcleo), “São Francisco” traz 9 canções autorais e inéditas: um mergulho nas raízes da Música Popular Brasileira.

Abordagens dos temas universais amor, perdão e fé, e de problemáticas urbanas brasileiras, como violência, trânsito e as tragédias das chuvas, são feitas com sensibilidade neste álbum que traz o clima de um cotidiano mais simples e reflexivo. Gribel assina voz e violão, tocando, em formação de quarteto, com Rodrigo Campello (guitarras), Jorge Helder (baixo) e Jurim Moreira (bateria).

Capixaba de 34 anos, Gribel é repórter interino da coluna Míriam Leitão, do jornal O Globo. “Sou admiradora do Alvaro Gribel músico. E é um prazer ver como nascem suas músicas e como ele se debruça, com a mesma dedicação, ao estudo de relatórios macroeconômicos e às técnicas de construção de letras e melodias”, conta a jornalista. “Já tive o privilégio de ouvir a primeira versão de uma música que ele compôs durante a noite – e uma noite de criação não afeta o seu trabalho na coluna. O que acho admirável é que ele é jovem, mas sua música é no estilo MPB clássico. Gribel faz uma neobossa nova, a recriação de uma música bem brasileira”, diz Míriam.

Para conceber o novo disco, o músico se dedicou a um aprimoramento técnico que incluiu um ano de estudo do livro ‘Harmonia’, do compositor austríaco de música erudita Arnold Schoenberg, o que lhe permitiu construir os acordes e ter um domínio mais completo da composição. “Fala-se muito que o segundo disco é difícil porque o artista precisa se reinventar. Então me mudei do Rio e, antes de vir para São Paulo, fui morar sozinho nesse bairro, em Niterói, onde compus, entre 2011 e 2012, as canções do CD”, conta Gribel, que em 2012 e 2013 gravou e mixou o álbum em estúdios do Rio de Janeiro (MiniStereo) e de Nova York (Atlantic Sound Studio).

Ele não queria usar software de afinação de voz, como é comum no meio. “Foi importante gravar ao lado desses músicos sem corrigir a afinação pelo computador em nenhum momento”, afirma. O resultado teve a aprovação do produtor Rodrigo Campello.

“Talvez tenha sido o disco mais relax que fiz entre 2012 e 2013. Foi muito orgânico todo o caminho dele: as músicas que o Alvaro trouxe, o envolvimento com o coprodutor Eber Pinheiro e o astral da equipe. Tudo foi se encaixando de uma forma bem bacana. O Alvaro estava muito preparado para gravar o ‘São Francisco’ e isso foi fundamental para que fosse tão fácil realizá-lo”, avalia.

Como letrista, Gribel sentia que precisava olhar menos para dentro de si e mais para o mundo ao seu redor. O resultado se materializou em músicas como “Oração”, que fala sobre a tragédia do deslizamento de terra do Morro do Bumba, em Niterói, “Santos e orixás”, cujo tema é a violência e o sincretismo religioso, e a inusitada “Marcha de autopeça”.

“Fui à oficina fazer a revisão do carro e recebi um orçamento cheio de peças. Quando cheguei em casa e reli a lista, as peças foram se encaixando em uma melodia que já estava pronta, como uma mágica. Assim nasceu a ‘Marcha de Autopeça’, falando de radiador, coifa, coxim, batente”, explica Gribel.

“São Francisco” já passou pelo palco do Teatro Solar de Botafogo, no Rio de Janeiro. Está sendo distribuído pela Tratore e disponível para venda no iTunes, na Livraria Cultura, Fnac Barra Shopping, nos sites Submarino e Americanas.com

QUEM: Alvaro Gribel, Mariana Volker e Gisele De Santi
QUANDO: 24 de de maio, sábado, às 19h
ONDE: Livraria Cultura, Shopping Villa-Lobos. Av. das Nações Unidas, 4.777 – Jardim Universidade Pinheiros – São Paulo. Tel.: (11) 3024-3599
QUANTO: Gratuito

QUEM: Alvaro Gribel
QUANDO: 31 de maio, sábado, às 19h
ONDE: Livraria Cultura, Shopping Market Place. Av. Dr. Chucri Zaidan, 902 – Vila Cordeiro – São Paulo. Tel.: (11) 3474-4033
QUANTO: Gratuito

QUEM: Alvaro Gribel
QUANDO: 8 de junho, domingo, às 20h
ONDE: Casa do Núcleo. Rua Padre Cerda, 25 – Alto de Pinheiros, São Paulo. Tel.:  3032-8401
QUANTO: Gratuito

maio
12

Vem aí a segunda edição do projeto “Sanfona é cultura popular nas escolas”, uma experiência que já deu certo! Em 2012, por conta do centenário de nascimento de Luiz Gonzaga, o sanfoneiro, cantor e compositor Marcelo Caldi teve a ideia de percorrer algumas escolas com um show didático, no qual contava um pouco da história e interpretava os grandes sucessos do Rei do baião. Foi tão bacana fazer que o músico se entusiasmou em reeditar o projeto, incluindo outros sanfoneiros de valor, como os mestres Dominguinhos e Sivuca.

Para este ano, Caldi preparou 10 apresentações de caráter arte-educativo, a serem realizadas em 6 escolas próximas à comunidades carentes do Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 26 de maio (serviço no rodapé). A previsão é de levar música para cerca de 2.500 pessoas, entre alunos, professores e interessados. Os shows serão gratuitos, abertos ao público e transmitidos ao vivo pela internet, em link disponível nas páginas do Facebook e do Twitter do jovem sanfoneiro.

“A ideia é que os estudantes tenham oportunidade de aprender em sala de aula um pouco sobre sanfona e música nordestina antes de assistirem aos shows. E, ao descobrir que a música é fonte de conhecimento da nossa história, eles ainda vão escutar ao vivo forrós, xotes, baiões e outros gêneros nordestinos, que são animados e bons de dançar”, diz Marcelo Caldi, ele mesmo uma figura sempre muito de bem com a vida, no ritmo da alegria.

Clássicos como “Asa branca”, “Respeita Januário” e “Estrada do Canindé” (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), “Feira de mangaio” (Sivuca e Glória Gadelha), “Isso aqui tá bom demais” (Dominguinhos e Chico Buarque), “Lamento sertanejo” (Dominguinhos e Gilberto Gil), “De onde vem o baião” (Gilberto Gil), “Xote das meninas” e “Dança da moda” (Luiz Gonzaga e Zé Dantas) mais “Esperando na janela” (Targino Gondim, Manuca Almeida e Raimundo do Acordeon) estão previstos no roteiro das apresentações.

Um outro viés que vale ressaltar é que o projeto “Sanfona é cultura popular nas escolas” vem oferecer subsídios para o cumprimento da lei 11.769/08, que determina o retorno à obrigatoriedade do ensino da música nos colégios. Apesar de sancionada há 5 anos, a lei ainda carece de regulamentação específica, de forma que iniciativas como essa são estímulo à inserção cotidiana da música nos ambientes escolares.

Todos na plateia receberão gratuitamente uma cartilha em forma de cordel, com as letras das músicas. Abraçado à sanfona e também na voz, Marcelo Caldi estará acompanhado por Fábio Luna (flauta e bateria), Nando Duarte (violão de sete cordas) e Bebel Nicioli (flauta). O projeto está sendo realizado com patrocínio do Programa de Fomento à Cultura Carioca, da Secretaria Municipal de Cultura. A assessoria de imprensa é da Belmira Comunicação.

Veja os dias, horários e locais das apresentações:

Dia 20 de maio, às 10h e às 14h – Escola Francisco Paula Brito (Rocinha)
Dia 21 de maio, às 10h – Ciep Antoine Magarinos Filho (Borel)
Dia 21 de maio, às 15h – Escola Jenny Gomes (Rio Comprido)
Dia 22 de maio, às 10h e às 14h – Centro Municipal de Referência da Música Carioca (Tijuca)
Dia 23 de maio, às 11h e às 15h – Escola Cláudio Besserman Vianna (Rio das Pedras)
Dia 26 de maio, às 10h e às 13h30 – Escola Mourão Filho (Grota / Complexo do Alemão)

maio
07

Leila Pinheiro gravou inúmeros sambas nos seus quase vinte discos dedicados à música popular brasileira. No show “Eu canto samba”, a cantora passeia por um repertório de obras inesquecíveis de criadores como Dorival Caymmi, Almir Guineto, Luiz Carlos da Vila, Paulinho da Viola, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Delcio Carvalho e Dona Ivone Lara, entre tantos outros. Leila (em foto de Cris Jacques) também interpreta sambas que fizeram sucesso nas vozes de Clara Nunes, Elis Regina, Roberto Ribeiro e Alcione, por exemplo.


Acompanhada por Maurício Massunaga (cavaquinho, bandolim e violão), Diogo Cunha (violão sete cordas), Julio Florindo (baixo elétrico), Quininho e Luiz Augusto (percussões) – jovens bambas arregimentados pelo craque Pretinho da Serrinha –, Leila Pinheiro sobe ao palco do Imperator, na noite de 24 de maio, para homenagear com sua voz e interpretação únicas o mais popular e brasileiro de todos os gêneros musicais. Sombrinha e Pedro Miranda fazem participações especiais neste show.

Leia a seguir um texto de Nei Lopes, compositor revisitado por Leila neste novo show:

O fino do samba

Por Nei Lopes

O samba é tudo aquilo que a gente quer que ele seja. Desde que a gente saiba o que ele quer ser. Foi dentro dos princípios contidos nesta afirmação que o samba nasceu simples batuque de umbigada e se tornou o gênero-mãe da música popular brasileira, símbolo indiscutível de nossa identidade musical. Foi assim que, ao longo de quase um século, o gênero gerou subgêneros, estilos, modalidades… E se internacionalizou transmutado em bossa nova. Exagero? Então, conte aí quantas vezes a bossa nova se disse samba: “Samba de uma nota só”, “Samba do avião”, “Samba em prelúdio”, “Samba de verão”…

Leila Pinheiro, talentosa e antenada, sabe disso. E sabe muito bem o que está fazendo quando traz para o palco o creme mais fino do samba (exaltação, de morro, de mesa, de fundo de quintal, de tendinha, de salão elegante, etc.), nas finas elaborações de músicos e poetas atemporais como Almir Guineto, Jorge Aragão, Arlindo Cruz, Ary Barroso, Ataulfo Alves, Cartola, Dorival Caymmi, Elton Medeiros, Herivelto Martins, Herminio Bello de Carvalho, Ivan Lins, Dona Ivone Lara, Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Paulo Vanzolini, Zé Kéti e Zeca Pagodinho… Que timaço!

Ela sabe que excluir o samba do grande concerto da MPB é apenas uma bobagenzinha mercadológica. Como sabe também que até o fim da década de 60, “samba” era sinônimo de “música popular brasileira”, e que sua cultura e suas possibilidades foram exaltadas em pelo menos treze sambas de Chico Buarque, quatro de Tom Jobim e outros tantos de Caetano Veloso. Leila sabe das coisas! Por isso é ótima vê-la e ouvi-la, agora, no palco, com sua bela voz adornada pelas doces harmonias e altas baixarias de violões, cavaquinho, bandolim, bamboleando nas síncopas de uma percussão escoladíssima.

Nelson Sargento que nos desculpe, mas o samba jamais agonizou. O que ele fez foi se multiplicar – e bem. Estão aí o samba-jazz, o samba-rock, o samba-reggae, o samba-funk que não nos deixam mentir. O samba é tudo aquilo que a gente quer que ele seja. Desde que a gente saiba o que ele quer ser. E Leila Pinheiro, definitivamente, sabe.

EU CANTO SAMBA, de Leila Pinheiro
QUANDO: sábado, 24 de maio, às 21h
ONDE: Imperator (Centro Cultural João Nogueira) – Rua Dias da Cruz, 170, no Méier
QUANTO: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia) na plateia sentada e R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia) na pista
E MAIS: Classificação 16 anos

abr
24

A cantora e compositora Ana Clara Horta e o guitarrista Fernando Caneca estarão juntos para fazer o “Ensaio aberto”, uma noite de música na Casa da Táta. Será em 28 de abril, segunda-feira, às 22h, com ingressos a R$ 15 e participação especial do baixista Mário Moura, integrante do Monobloco.

Dividido em dois sets, o show reunirá faixas do primeiro disco da Ana Clara (“Órbita”, 2012), temas instrumentais escolhidos pelo Caneca e inéditas, que serão gravadas no próximo álbum desta jovem e talentosa artista.

No roteiro, “Bailarina”, “Concha do mar”, “Lágrima negra” e “Culpe meu vício” para fazer a alegria de quem acompanha os passos musicais de Ana Clara Horta, filha do saudoso jornalista Luiz Paulo Horta e irmã do acordeonista Kiko Horta.

“Escutei muitos sons diferentes para criar essa safra de composições. De Chet Baker a Esperanza Spalding, de Gotye a Mayra Andrade, incluindo Kanyy Burreel, João Donato, Tita Avendano, Whitest Boy Alive e Chico Pinheiro”, exemplifica a bela, citando seu interesse por ritmos quebrados, em compassos como 7/8.

A Casa da Táta fica na Rua Professor Manuel Ferreira, 89, na Gávea. Mais informações: (21) 2511.0947.

mar
31

Com este post, iniciamos o trabalho de divulgação de um cantor e compositor que vem despontando entre seus pares. Encontros, viagens, parcerias, ideias e um disco novinho, só com autorais e inéditas, já sendo gravado. Tanta coisa vem acontecendo com o Mihay nos últimos tempos que chegou a hora de tornar isso público. Por isso, a Belmira Comunicação está aqui.

Vamos mostrar um clipe que o Mihay fez do single “Noite Clara”, parceria dele com João Donato e participação especialíssima de Tulipa Ruiz nos vocais. Atenção no naipe colorido de metais e nas estrelas da música instrumental que aparecem em cena – Alberto Continentino no baixo, Robertinho Silva na bateria e Donato, ele mesmo, incendiando as teclas do piano. Mihay canta feliz, feliz.

“Conheci o Donato na Urca, somos vizinhos do bairro e temos amigos em comuns na vizinhança. Um dia ele me convidou pro aniversário dele e lá cantamos juntos pela primeira vez. Acabou a luz no meio da minha canja e o Robertinho Silva continuou tocando bateria na escuridão. No susto, improvisei cantando com a batucada, sem microfone mesmo e pintou um coro natural do povo que estava ali festejando naquele meio minuto de apagão. O público gostou da brincadeira e, quando a luz voltou e continuamos tocando amplificados, todo mundo vibrou muito até o fim da música”, lembra o jovem artista.

Para Mihay, conviver com o grande pianista é pura alegria. “A vida me deu este presentão. Tive o privilégio de passar madrugadas com o Donato, ouvindo aquelas pérolas de discos que ele tem em casa. Um dia cheguei com um pedaço de melodia e ele sentou no piano e fez a segunda parte. A letra me veio na hora e assim nasceu nossa primeira parceria. Quando pensamos em gravar juntos ‘Noite Clara’ e ele me disse que seria bacana ter uma voz feminina cantando comigo, pensei logo na Tulipa, que é minha amiga de muitos anos e que já vínhamos com esta vontade de fazer alguma coisa juntos. O Donato já conhecia a voz marcante da Tulipa e tanto ele quanto ela toparam na hora”.

Assista agora ao clipe de “Noite Clara”:

mar
28

O samba carioca nasceu na Cidade Nova tendo como berço o ambiente do choro. O primeiro samba gravado, “Pelo telefone”, de autoria do violonista chorão Donga, é, na verdade, um maxixe – um dos gêneros que integram o universo do choro. Podemos dizer que o DNA do samba carioca traz elementos desse que é o tronco principal da nossa música: o choro carioca! ‘Candeia Branca’ (Acari Records), o segundo álbum autoral de Luciana Rabello, vem ilustrar muito bem essa história. A assessoria de imprensa é da Belmira Comunicação.

Com 37 anos de dedicação ao choro, ela ocultava do público uma faceta do seu trabalho, que finalmente começa a ser registrada em ‘Candeia Branca’ – primeiro álbum de músicas cantadas dessa cavaquinista e compositora. Apesar de soltar a voz firme e afinada em todas as faixas, Luciana Rabello não pretende se lançar como cantora, mas bem que poderia.

“De onde vem o samba” abre o disco. É um samba leve e sincopado que trata com humor a antiga polêmica sobre a origem do samba. Afinal, é carioca ou baiano? Paulinho Pinheiro explica com a competência de mestre que é, e o arranjo de Mauricio Carrilho passeia sutilmente por essas duas possibilidades. E esse samba já marca presença nas noites da Lapa do Rio de Janeiro mesmo antes dessa gravação!

A cadência preciosa dos chamados “sambas de regional” (aqueles para os quais não podemos imaginar outro acompanhamento senão de um conjunto de choro) se apresenta aqui em “De bem com o amor”, “Em cada mágoa existe um samba”, “Sem pedir licença” e “Teu amor” – este samba é um presente de Luciana ao marido e traz o acompanhamento do Regional Carioca, conjunto de jovens músicos e integrado por Ana Rabello e Julião Pinheiro, filhos do casal. Treze das 14 faixas do lançamento são frutos da parceria de Luciana e Paulinho, que completam 29 anos de união no dia 9 de abril, quando o disco será lançado em show no Solar de Botafogo.

A origem nordestina da dupla de compositores se faz presente no baião “Queda de braço”, última faixa do disco, e no maculelê “Seu Catirino”, ambos com arranjo na medida assinados pelo violeiro e violonista alagoano João Lyra. Como reza a lenda, ninguém convive com a capoeira sem trazer marcas profundas daquela cultura. Certamente, Luciana trouxe essa inspiração do longo tempo em que se dedicou à direção musical da peça de Paulo Cesar Pinheiro, ‘Besouro Cordão de Ouro’, pela qual recebeu, em 2006, o Prêmio Shell de Teatro, na categoria “Melhor Direção Musical”.

Vem do nordeste também a ciranda “Candeia branca”, música que dá nome ao álbum. Sobre essa música Luciana recorda: “Ficou registrada pra sempre na minha memória uma noite mágica em que assisti escondida debaixo de um cajueiro a uma ciranda na praia do Cabo Branco, em João Pessoa. Passava as férias de verão ali e fiquei profundamente impactada com a alegria e infantilidade dos adultos brincando de roda e cantando ciranda! Aquilo me pareceu o ideal da vida: todos de mãos dadas, num grande ritual coletivo, sem vaidade e sem aplausos. Apenas o prazer de cantar e dançar que contagiava tudo em volta!”.

“Estigma”, um clássico das rodas de samba e choro, é a única faixa não inédita deste lançamento. Foi gravada por Amelia Rabello, irmã de Luciana, no recente ‘A delicadeza que vem desses sons’ (Acari Records, 2011). E no samba afro “Canto guerreiro” torna-se evidente a admiração da musicista pelo grande compositor e violonista Baden Powell – mais um craque que teve o choro por escola e origem da sua formação.

“Luz fria” nos leva para um ambiente pouco frequentado pelos sambistas em atividade. Um samba lento, cadenciado, intimista, mas em nada semelhante ao que se chamou de bossa nova, décadas atrás. Samba de quem tem na sua formação o gene de Garoto, Peter Pan, Valzinho, Newton Mendonça. Atualíssimo, portanto! Atenção para o diálogo entre o piano de Cristovão Bastos e o violão de Mauricio Carrilho! Comentários de mestres sobre essa melodia especialíssima e de sofisticação na medida exata e uma aula de como se deve falar com simplicidade, surpreendendo a cada frase com saídas e soluções inesperadas.

Também é preciso destacar as valsas “Um triste olhar” (gravação que tem o piano de Cristovão Bastos em momento impar) e “Flor d’água”, com assinatura de Dori Caymmi no arranjo, violão e voz. E que voz! Enquanto Luciana e Dori cantam juntos, quem toca o cavaquinho é Ana Rabello, afilhada de Dori. Sobre a faixa, Luciana recorda: “Pedi ao Dori pra fazer o arranjo dessa valsa e ele me presenteou cantando também! Não esperava e fiquei muito feliz porque o Dori só canta o que gosta!”.

Luciana Rabello lança ‘CANDEIA BRANCA’, serviço

QUANDO: 9 de abril (quarta-feira), às 20 horas

ONDE: Solar de Botafogo (General Polidoro, 180, em Botafogo)

QUANTO: R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada para estudantes, maiores de 65 anos e primeiros 70 compradores)

E MAIS: A banda de Luciana Rabello será formada por: Ana Rabello (cavaquinho), Julião Pinheiro (violão de sete cordas), Mauricio Carrinho (violão), Paulino Dias, Marcus Tadeu e Magno Júlio (percussões). Participação especial de Amelia Rabello. Cantores convidados: Ilessi, Alan Rocha, Julieta Brandão, Leonardo Pereira, Patrícia Costa e Ronaldo Gonçalves. O roteiro é de Paulo César Pinheiro.

fev
28

Atualmente em cartaz no elogiado “Todos os musicais de Chico Buarque em 90 minutos”, dirigido por Charles Möeller e Claudio Botelho, a cantora e atriz Soraya Ravenle vai se juntar ao renomado grupo LiberTango para interpretar, pela primeira vez em um único espetáculo, só tangos argentinos de sucesso. Será no dia 12 de março, às 19h30, no palco do Teatro Rival Petrobras, com ingressos entre R$ 25 e R$ 50.

O mergulho da cantora no universo portenho não poderia ser feito em melhor companhia: o LiberTango é formado por três músicos excelentes – a pianista argentina Estela Caldi e seus filhos Alexandre Caldi (saxofones e flautas) e Marcelo Caldi (acordeom) – e está em turnê de lançamento do seu quarto álbum, que chegou às redações no finalzinho de 2013, recebendo pouco espaço na imprensa carioca. Como o disco ainda não foi distribuído pelo país, esta será uma ótima oportunidade para se ouvir e resenhá-lo antes de todos!

“Tangos Hermanos” traz uma amostra da aproximação das músicas brasileira e argentina. Em atividade há 17 anos, o trio releu o melhor do repertório de Astor Piazzolla e seus pares e vem se permitindo, cada vez mais, abrir fronteiras rumo a uma linguagem universal do tango. A discografia do trio inclui “LiberTango – a música de Astor Piazzolla” (Delira, 2005), “Cierra tus ojos y escucha” (Delira, 2007) e “Porteño” (Delira, 2010).

O show reúne sucessos de Piazzolla, como “Vuelo al Sur” e “Los pájaros perdidos”, além de números vocais à capela (“Pobre mi negra”, motivo popular) e um duo de voz e sax (“Chiquilín de Bachin”, Horacio Ferrer e Piazzolla). A surpresa está no encontro da música argentina com versões tangueadas de canções brasileiras, de autores como o centenário Lupicínio Rodrigues (“Nunca”) e Paulo César Pinheiro (“Cristal-lilás”), entre outros clássicos. A assessoria de imprensa é da Belmira Comunicação.

E, num ano em que Chico Buarque completa 70anos, não poderia faltar uma homenagem a ele, que cantou com Mercedes Sosa nos anos 80 e a quem Piazzolla encomendou uma letra (jamais feita por assumida falta de inspiração de Chico): a cantora e o trio ensaiaram uma surpreendente releitura para a emblemática “Rosa-dos-ventos” – gravada por Chico em 1970 e faixa título de um disco de Maria Bethânia, em 1971.

Soraya cantou pela primeira vez com o LiberTango no show inaugural do álbum “Tangos Hermanos”, no Festival Internacional Tango Brasil, realizado no CCBB Rio, em dezembro último. A casa cheia e a resposta do público deram mostras de que o encontro entre os artistas renderia frutos. E aqui está o primeiro deles.

Soraya Ravenle em poucas linhas
Atriz e cantora, Soraya Ravenle protagonizou uma série de grandes musicais nos últimos anos: “Dolores”, com o qual ganhou o prêmio Shell de melhor atriz do ano de 1999; “South american way”, de Miguel Falabela; “ É com esse que eu vou” e “Sassaricando”, de Sérgio Cabral e Rosa Maria Araújo; “Era no Tempo do Rei”, de Heloísa e Julia Seixas; “Ópera do malandro”, de Chico Buarque;  “Opereta Carioca”, de Gustavo Gasparani, “Um violinista no telhado”, direção de Charles Moeller e Cláudio Botelho.

Lançou seu primeiro disco em 2011 com músicas de Paulo César Pinheiro e direção musical de Alfredo Del Penho, pela Biscoito Fino, que foi selecionado para o “Prêmio da Música Brasileira” de 2011. Na TV Globo participou das novelas  “Laços de Família”, “Beleza Pura”, “Paraíso”, Malhação e  a minissérie “Dalva de Oliveira” no papel de Emilinha Borba.

Por Monica Ramalho e Fernando Gasparini
Foto de Leo Aversa 

SORAYA RAVENLE E LIBERTANGO NO RIVAL PETROBRAS
QUANDO: dia 12 de março, às 19h30
ONDE: Teatro Rival Petrobras – Rua Álvaro Alvim, 33 / 37, na Cinelândia. Informações: (21) 2240.4469
QUANTO: R$ 50 (inteira), R$ 35 (promoção para os 200 primeiros pagantes) e
R$ 25 (estudantes, maiores de 65 anos e professores da Rede Municipal)
E MAIS: A casa dispões de 458 lugares e a censura é de 16 anos.

Monica Ramalho

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