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03

geografia capa 500Escrito pelo produtor João Carino e pelo pesquisador Diogo Cunha, com patrocínio da Imprensa Oficial, GEOGRAFIA DA MÚSICA CARIOCA (Muriqui Livros) terá lançamento na Travessa de Botafogo em 5 de fevereiro, uma quinta-feira, a partir das 19h. Ao longo de 314 páginas, a dupla faz um giro pela cena musical carioca, através de movimentos e personagens de destaque. Eles também trazem novidades à história. Você sabia que “Pelo telefone” não foi o primeiro samba a ser gravado, em 1915, como reza a lenda? E que o gênero que embala os nossos Carnavais é muito mais uma herança indígena do que negreira?

O livro começa ao som dos índios dançando e batendo tambor, nossos primeiros caciques de Ramos, e desce até o rebolado sensual do baile funk. Existe esperança para a música nascida em solo carioca? Os autores apostam que sim! A prova são os versos de Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc e Moacyr Luz: “Brasil tira as flechas do peito do meu padroeiro, que São Sebastião do Rio de Janeiro ainda pode se salvar”. A seguir, um apanhado que Carino (em sua estreia na escrita) e Diogo (co-autor de três livros com André Diniz) fizeram sobre este novíssimo GEOGRAFIA DA MÚSICA CARIOCA:

“Quando a flecha Tubinambá rasga o céu e o olho de Estácio de Sá, os caciques do samba de partido alto, ao som do tamboril e das maracas, interrompem seu ritual antropofágico e libertam seus prisioneiros para caírem na folia.

No Carnaval, quando o entrudo com suas imundícies corre solto pela Praça XV e Avenida Central, o imperador – que também adora brincar de jogar água nos outros – foge da polícia e acaba se escondendo nos jardins do Palácio do Catete. Dona Nair de Teffé coloca o violão de lado e, atônita, convida sua majestade – que está todo encharcado – para ouvir o corta-jaca de Chiquinha Gonzaga, que é da lira, não se pode negar.

Donga, que acaba de roletar na Carioca, ao lado do presidente do Pragas do Egito, o carteiro Alexandre, também conhecido como Animal, enche a cara de vinho do Porto na casa da Tia Ciata. Lá o comes e bebes é farto e o gato não dorme em cima do fogão.

Na estação Cidade Nova do choro, o passaporte é carimbado com destino a Paris. Entre um cancan e outro, o dentista e dançarino Duque inicia seu bailado, no puladinho e no cruzado, e ao som de Pixinguinha e seus Oito Batutas (que, na verdade, são sete), apresenta a libidinosa dança do maxixe, que acaba virando moda na Europa. Na volta, o desembarque é ao lado de Ismael Silva (na foto abaixo, cercado por mulheres) e Cartola. O traslado inclui “Estácio, Salgueiro, Mangueira” e a Vila “que não quer abafar ninguém”. O bonde segue seu destino levando mais um operário. No taioba, o Barão de Drummond, descalço e sem colarinho, viaja tentando controlar seu inconveniente mico-leão-dourado que não para quieto.  No ponto de 100 réis, onde todos são obrigados a desembarcar, avistam Dolores Duran, cheia de charme, tentando convencer Ary Barroso a deixá-la fazer uma nova letra para o samba-canção “No Rancho Fundo”. Caso ele caia nesta cantada, Lamartine Babo vai ficar furioso.

ismael

Na subida do morro de Mangueira, após uns breques com um malandro que mexeu com a sua nega, Moreira da Silva se dirige para os estúdios da gravadora Copacabana só para ouvir o alardeado “dó de peito” do jovem cantor João Gilberto, que dizem imitar Orlando Silva.

Depois que o Visconde de Rio Branco, o Presidente Vargas e o Marquês de Sapucaí viram passar a turma das escolas na Praça XI, mandam avisar “Pelo telefone” ao Zé Pereira que o tambor está liberado para ser tocado na antessala do Odeon junto ao piano de Nazareth.

Ao som do samba, Noel de Medeiros Rosa sobe a igreja da Penha de joelhos, bebe nos cabarés da Lapa, passa pelas casas de amores urgentes no Mangue, canta o morro do Salgueiro que, aliás, “já exprime dois terços do Rio de Janeiro” e termina seu passeio nas areias de Ipanema vendo “o pato” na orla da zona sul carioca. Aproveita para dar um pulo no apartamento de Nara Leão e ouvir uma bossa muito diferente da que ele inventou.

Tom Jobim, de rosto colado com Vinicius, dança embalado por Copacabana, a princesinha do mar, na voz de Dick Farney. Enquanto isso, o síndico da Tijuca, Tim Maia, ao lado de Imperial, assiste na TV ao programa Jovem Guarda com Roberto Carlos amando loucamente a namoradinha de um amigo dele.

No alto das favelas, o “proibidão” corre solto com seu volume ensurdecedor. De um lado da corda que divide o salão, a linda lourinha brinca com o moleque indigesto ciceroneados por joujoux e balagandans e também pelo pirata da perna de pau. Do outro lado da corda, as cantoras do rádio pulam com a nega do cabelo duro acompanhada da chiquita bacana que é grau dez. O baile funk vibra no tamborzão do balancê entre Braguinha e Lalá.  Aqui quem não dança pega na criança, segura a chupeta e perde o Cordão da Bola Preta. Os que seguem o cordão, cobertos de confete e serpentina, acabam se deleitando num chafariz no Centro da cidade. O banho é franco e os foliões matam sua sede naquelas fontes murmurantes. São as mesmas que nutrem a verde mata, movimentam cachoeiras e cascatas, num colorido sutil.

Por isso, é preciso admitir que não há nada igual, do Leme ao Pontal. A música inunda de poesia uma cidade esquadrinhada no corpo violão da “Garota de Ipanema”. Essa “Cidade Mulher”, hoje popozuda e glamorosa de algum MC ou DJ. Um rio musical que passa por nossa vida e o coração se deixa levar.

Assim nasce este livro. Um filete de água que se propõe a levar o leitor a desvendar e compreender melhor as fantasiosas narrativas desta introdução, sem pretensão alguma de esgotar o assunto. Histórias das canções, seus principais compositores e intérpretes, lendas e curiosidades. Uma pequena viagem pelos gêneros musicais com certidão de nascimento, lavrada ou não em cartório, na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

A música popular brasileira nascida no Rio de Janeiro é fruto de uma mistura de raças, costumes e origens. Uma espetacular e coincidente união de tradições musicais nacionais e de fora do Brasil. Este caldeirão cultural só poderia ter acontecido aqui, lugar onde o Cristo Redentor, de braços abertos sobre a Guanabara, se veste de índio, desfilando no Cacique de Ramos. E num porre de felicidade no Bafo da Onça, batiza, por decreto assinado com lápis de cor: Cidade Maravilhosa!”.

GEOGRAFIA DA MÚSICA CARIOCA, coquetel de lançamento

QUANDO: 5 de fevereiro (quinta-feira), a partir das 19h
ONDE: Travessa de Botafogo (Rua Voluntários da Pátria, 97, próximo ao Metrô. T:. 3195.0200)
QUANTO: Entrada grátis. O livro será vendido por R$ 34

jan
12

pedroJaneiro de 2015 vai ficar na memória dos cariocas. Aproveitando as férias escolares e a breve pausa entre as festas de dezembro e o ano que se inicia, o Verão nas Arenas promete embalar quatro espaços populares – em Madureira, Pavuna, Pedra de Guaratiba e Penha –, com um circuito de oito shows de quatro artistas da música brasileira e ingressos a R$ 2. O patrocínio é da Prefeitura do Rio por meio da Secretaria Municipal de Cultura, a realização é da Baluarte Cultura e a curadoria da jornalista e escritora Monica Ramalho.

A partir de quarta, 21 de janeiro, o cantor e compositor Pedro Luís e a cantora e compositora Mahmundi se apresentam nas Arenas (Pavuna dia 21, Madureira dia 22, Penha dia 28 e Pedra de Guaratiba dia 29) na segunda e última etapa do projeto, que começou nas primeiras duas semanas do ano com shows do cantor e compositor Lenine e abertura da banda Tono.

“O Verão nas Arenas surgiu da vontade de ocupar estes espaços com uma programação diferente nestes bairros, que por muitas vezes ficam fora da programação de shows que gira no eixo Centro/Zona Sul. Para a Baluarte Cultura é um desafio muito bacana construir essa integração maior da cidade, entendendo que tudo deve ir e vir por completo no Rio de Janeiro”, diz a produtora Paula Brandão, diretora da Baluarte Cultura.

A curadora Monica Ramalho, brasiliense que cresceu no subúrbio da Abolição, pergunta: “quando foi que Pedro Luís cantou na Penha pela última vez? E quem viu um show do Lenine na Arena de Madureira? Junto com esses astros, vamos apresentar a Mahmundi e a banda Tono, duas promessas da nossa música hoje. A ideia é aproveitar o mês das férias e do calor para tirar as pessoas do sofá no meio da semana a fim de assistir aos shows e encontrar os amigos. E o melhor: bem pertinho de casa”.

“Queremos estabelecer um novo circuito e dar visibilidade a esses equipamentos. Passamos o ano trabalhando em conjunto, através de fóruns mensais entre os gestores das Arenas e a Secretaria Municipal de Cultura, buscando formas de potencializar nossas ações. Acreditamos que o projeto, dentre outras ações em andamento, funcionará como um incentivo à circulação cultural na Zona Norte e na Zona Oeste da cidade”, prevê a subsecretária Danielle Barreto Nigromonte.

MAHMUNDI E PEDRO LUÍS FINALIZAM O VERÃO NAS ARENAS
Marcela Vale, que está ganhando fama sob o pseudônimo de Mahmundi, e Pedro Luís, o cantor e compositor, líder da Plap e do Monobloco, comandam os quatro últimos shows do evento, sempre às quartas e quintas de janeiro, a partir das 20h, nas quatro Arenas Cariocas do Rio.

mahmundiA jovem cantora e compositora foi vencedora do Prêmio Multishow por dois anos seguidos, nas categorias “Hit do ano” com a faixa-chiclete “Calor do amor” (2013) e “Melhor Canção” por “Sentimento” (2014). Mahmundi é carioca de Marechal Hermes e está à frente da música pop contemporânea no país. Suas músicas trazem sonoridades inspiradas em diferentes gêneros e texturas dos anos 80. Vai tocar faixas dos seus EPs “Efeito das cores” (2012) e “Vem” (2013).

Pedro Luís é lembrado por atrair sempre público e imprensa aos mais variados projetos. Do samba ao pop, incluindo o rock e a MPB, o tijucano Pedro se encaixa naturalmente, causando impacto nas plateias com a força do seu carisma e a interpretação sincera e descolada. Vai rodar as Arenas com o novíssimo show feito só com músicas próprias que ficaram conhecidas nas vozes de cantoras, como Elba Ramalho (“Os beijos” e “Noite Severina”), Sandra de Sá (“Soul”), Zélia Duncan (“Braços cruzados”) e Roberta Sá (“Janeiros” e “Braseiro”), entre outras.

VERÃO NAS ARENAS, serviço
Abertura dos portões: 19h30
Início do show: 20h
Ingressos: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia-entrada), à venda nas Arenas

Quarta (21/1)
Arena Jovelina Pérola Negra / Pavuna
Praça Ênio, S/N. Informações: 2886.3889

Quinta (22/1)
Arena Fernando Torres / Madureira
Rua Bernardino de Andrade, 200, Parque Madureira. Informações: 3495.3078 / 3093

Quarta (28/1)
Arena Dicró / Penha
Parque Ari Barroso, S/N. Informações: 3486.7643

Quinta (29/1)
Arena Chacrinha / Pedra de Guaratiba
Rua Soldado Elizeu Hipólito, S/N (esquina com Av. Litorânea). Informações: 3404.7980

nov
25

No final dos anos 60 surgiu timidamente no Brasil um movimento musical batizado pelos seus criadores de Toada Moderna. Passou desapercebido aos olhos dos musicólogos, do grande público e da mídia de um modo geral. Isso porque, na época, o Brasil respirava o Tropicalismo dos baianos. Entretanto, diversas músicas (como “Sá Marina”, “Viola enluarada”, “Travessia” e “Andança”, entre outras) fizeram o maior sucesso. A criação mineira do Clube da Esquina, por exemplo, é uma vertente riquíssima da Toada Moderna.

Tibério Gaspar

Foi nesse contexto que o compositor Tibério Gaspar construiu seu referencial, participando ativamente da cena daquele tempo. A sua primeira parceria com o pianista Antonio Adolfo foi o baião “Caminhada”, também sua primeira obra gravada após ser defendida no II Festival Internacional da Canção (FIC), em 1967. Tibério Gaspar volta aos palcos neste 2014 para lançar “Caminhada” (independente), o seu segundo álbum autoral, dessa vez com Alex Moreira na produção musical e Julio Brau na direção musical. O show será no dia 1 de dezembro, às 19h30, no Teatro Rival Petrobras, com participações especiais de Antonio Adolfo, seu principal parceiro, e Simoninha, filho de Wilson Simonal, a voz que revelou “Sá Marina” para o país, em 1968.

No CD, o artista se aprofundou em suas raízes para cantar 12 músicas, das quais oito são em parceria –“Dono do mundo” e a faixa-título com Antonio Adolfo mais “A voz da América” (com Nonato Buzar), “Companheiro” (com Naire Siqueira), “Dança mineira” (com Aécio Flávio), “Será que eu pus um grilo na sua cabeça?” (com Guilherme Lamounier), “Sideral” (feita a seis mãos com Valdir Granthon e Durval Ferreira) e “Vê se vê” (em dupla com Rubão Sabino) – e quatro sozinho: “Coração maluco”, “Luz na escuridão”, “O melhor amigo” e “Vitória do bem”.

No show de lançamento, Tibério Gaspar vai relembrar os sucessos que colecionou ao longo da carreira artística de quase meio século. O espetáculo conta com a direção geral de Adonis Karan e a produção executiva de Anna Muniz. Tibério será acompanhado por Júlio Brau (violão, guitarra e direção musical), Vladimir Sosa (teclado), César Rebechi (guitarra), Geferson Horta (baixo), Moacyr Neves (bateria) e Tamir Case (percussão), com participações de Eron Lima (sanfona) além de Jussara Silva (ex-integrante do Trio Ternura que, junto com Tony Tornado, imortalizaram BR-3 no Maracanãzinho) e Tadeu Mathias nos vocais.

Por Monica Ramalho e Tibério Gaspar
Foto de Paulo Padilha

out
10

Celebrar um dos mais originais movimentos da cena musical brasileira das últimas décadas: o mangue beat, que completa 20 anos neste 2014. Essa é a proposta do Caranguejando – 20 anos de mangue beat, uma série de quatro shows gratuitos, realizados pelo Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo (CCBB-SP) em palco a ser montado ao ar livre na Praça do Patriarca.

Com curadoria da jornalista musical Monica Ramalho e direção artística da Baluarte Cultura, o Caranguejando – 20 anos de mangue beat, reunirá bandas e intérpretes de diversos estilos, que farão suas releituras de músicas marcantes desse movimento que modificou a cena cultural do Brasil a partir de Recife.

A programação será dividida em dois dias. No sábado, dia 11 de outubro, a partir das 14h, a banda paulistana Isca de Polícia convidará cantor carioca Serjão Loroza e, em seguida, será a vez de a banda pernambucana Mundo Livre S/A dividir o palco com o cantor e compositor carioca Pedro Luís. Já no domingo, dia 12 de outubro, a bandaParaphernália, do Rio de Janeiro, tocará ao lado da cantora e compositora brasiliense Ellen Oléria. Para encerrar, o Mombojó, de Recife, vai se apresentar com a participação especial do cantor e guitarrista Curumin, de São Paulo.

Mangue revisitado – “A proposta do Caranguejando é revisitar toda a força sonora do movimento, trazendo novas leituras ao melhor do seu repertório. Os quatro shows foram pensados a fim de dialogar com essa mistura que nasceu em solo pernambucano e continua com as antenas parabólicas apontadas da lama de duas décadas atrás ao caos do mundo contemporâneo”, explica Monica Ramalho.

Com o auxílio do diretor musical Paulo Lepetit (também líder da Isca de Polícia, que fará o show de abertura da série), cada banda criou um roteiro misturando clássicos do gênero e repertório próprio – originando, assim, um show único. As bandas receberão os convidados que, combinando suas vozes e influências, revelarão como a pegada do mangue beat pode estar presente em trabalhos que extrapolam a sua estética característica.

“O mangue beat foi um dos movimentos mais revolucionários da música popular brasileira. Há quem diga que depois dele nada de novo reverberou com tanta veemência nos ouvidos do país”, ressalta a curadora.

Homenagem – A série Caranguejando – 20 anos de mangue beat tem o objetivo de fazer os artistas dialogarem com essa mistura sonora que nasceu em solo pernambucano e colocou a região como uma das referências do pop/rock brasileiro dos anos 1990. Originalmente chamado de mangue bit (extraído da unidade de memória dos computadores), a semente do movimento foi jogada com o manifesto “Caranguejos com cérebro”, escrito a seis mãos pelo jornalista e músico Fred 04 (líder do Mundo Livre S/A), Chico Science e Renato L, publicado pela imprensa local em 1992, causando grande estardalhaço.

Porém, foi em 1994 que o movimento correu definitivamente para os braços do mundo, com o lançamento quase simultâneo de dois discos: “Da lama ao caos”, de Chico Science e Nação Zumbi, e “Samba esquema noise”, do Mundo Livre S/A, uma clara alusão ao nome do disco de estreia de Jorge Ben (Samba Esquema Novo). O mangue beat se preocupou em manusear com cuidado as influências do rock neopsicodélico, do rap e da música eletrônica internacionais. Eles queriam combinar tudo com as raízes do coco, do maracatu, das cirandas e dos caboclinhos nordestinos, reforçando uma das características do mangue beat: a diversidade. Foi quando a capital do frevo passou a se destacar também como polo artístico do Brasil diante dos curiosos ouvidos do mundo.

A seguir informações sobre cada show e breves biografias dos artistas convidados.

Dia 11 de outubro, sábado, das 14h às 17h30

ISCA DE POLÍCIA + SERJÃO LOROZA
Formada por reconhecidos músicos da cena brasileira como Paulo Lepetit (baixo e direção musical), Luiz Chagas (guitarra), Marco da Costa (bateria), Jean Trad (violões), Bocato (trombone), Vange Milliet (voz) e Suzana Salles (voz), a banda paulistana Isca de Polícia foi criada em 1979, por Itamar Assumpção para acompanhá-lo em discos e shows. Em 2010 o grupo gravou um CD com composições inéditas de Itamar Assumpção, que faz parte do projeto “Caixa Preta”, lançado pelo selo Sesc. Para 2014 a banda promete um trabalho autoral com parcerias entre seus integrantes e nomes como Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro, Arrigo Barnabé, Tom Zé, Zélia Duncan e Carlos Rennó.

Com referências musicais como James Brown, Gerson King Combo e Tony Tornado, o cantor e ator Serjão Loroza(também integrante do Monobloco) cria suas raízes e transforma em fonte de inspiração para sua multifacetada carreira, se firmando como um intérprete que canta de marchinhas de carnaval a clássicos da MPB além de sucessos da musica pop mundial. Em “Carpe Diem”, seu mais novo trabalho, Serjão traz composições próprias e de autores como Arlindo Cruz, Rodrigo Maranhão, Céu, Hyldon, Arnaldo Antunes e Gabriel Moura.

MUNDO LIVRE S/A + PEDRO LUÍS
Banda seminal do mangue beat, a Mundo Livre S/A foi formada em 1984 na cidade de Recife, por Fred 04, um dos autores do manifesto “Caranguejo com cérebro” (ao lado de Chico Science e Renato L). A banda mostrou todo o seu experimentalismo desde a estreia em disco, com “Samba Esquema Noise”, lançado em 1994. Ainda nos anos 90, eles lançaram mais dois álbuns antológicos: “Guentando a Óia” (1996) e “Carnaval na Obra” (1998), e fizeram outros discos até homenagear a Nação Zumbi em 2013 com “Mundo Livre S.A. e Nação Zumbi”. A ideia foi fazer uma espécie de batalha musical em que os dois principais grupos do movimento interpretam canções do repertório do outro. Atualmente, a Mundo Livre é formada por Fred 04 (vocais, cavaquinho e guitarra), Areia (baixo), Xef Tony (bateria), Léo D (teclados) e Pedro Santana (percussão).

Pedro Luís pisou no mundo artístico no espetáculo “A Farra da Terra”, com a trupe Asdrúbal Trouxe o Trombone, ainda no começo da década de 80. Daí pra frente foi punk no grupo Urge na mesma década. Criou a sonoridade original da banda Pedro Luís e a Parede, ao lado de Celso Alvim, C.A. Ferrari, Mario Moura e Sidon Silva, nos anos 90. Com os parceiros da Parede, Pedro fundou o Monobloco, um dos maiores blocos de carnaval do país, responsável por encerrar o carnaval do Rio de Janeiro. Em 2011, Pedro lançou seu primeiro CD solo, “Tempo de Menino”. Ao longo da carreira, ganhou reconhecimento também como compositor, sendo gravado por nomes como Ney Matogrosso, Elba Ramalho, Adriana Calcanhotto e Roberta Sá, entre muitos outros.

Dia 12 de outubro, domingo, das 14h às 17h30

PARAPHERNÁLIA + ELLEN OLÉRIA

O embrião da Paraphernália surgiu em 2001, quando o guitarrista Bernardo Bosisio e o contrabaixista Alberto Continentino se uniram para um novo projeto. Após algumas formações, a banda chegou à configuração atual, juntando-se à dupla alguns dos mais tarimbados e requisitados músicos da cena carioca: Donatinho (teclados), Felipe Pinaud (flauta), Leandro Joaquim (trompete), Marlon Sette (trombone), Renato “Massa” Calmon (bateria) e Joca Perpignan (percussão). O som da Paraphernalia é um instrumental pop e dançante, potente e livre de convenções e virtuosismos, e abrange um vasto leque de ritmos e possibilidades que pode ser ouvido no CD “Ritmo Explosivo”, de 2012.

Cantora e compositora brasiliense de voz poderosa, Ellen Oléria se declara uma farofeira, assumindo fazer uma mistura sonora tipicamente brasileira, que pode incluir variados ingredientes sem se descaracterizar. Nesse “tempero musical” de Ellen, misturam-se o samba ao jazz, o afoxé ao hip-hop, o rock ’n’ roll e o pop. Ellen atua há 14 anos no circuito cultural como cantora, compositora e instrumentista autodidata. Ganhou inúmeras edições do Festival Universitário FINCA (Festival Interno de Música Candanga) da Universidade de Brasília, é a maior vencedora da história do Festival de Música Tom Jobim do Sesc – DF, multipremiada no Festival de Música dos Correios e foi a vencedora do primeiro The Voice Brasil, da TV Globo. Já lançou os discos “Peça” (2009), “Ao vivo na garagem” (2011), “Soatá” (2011) e “Ellen Oléria” (2013).

MOMBOJÓ + CURUMIN
O Mombojó foi formado em abril de 2001, em Recife (PE). No ano seguinte, já figurava entre as atrações do festival Abril Pro Rock, entre outros eventos e festivais de Pernambuco e do Brasil. Em 2004 lançou seu primeiro álbum, “Nadadenovo”, despertando a atenção da imprensa nacional como aposta da música pernambucana na época: um grupo que aparecia dez anos após o surgimento do movimento mangue beat e marcava uma nova geração de bandas de Recife. Os discos “Homem-espuma” (2006) e “Amigo do Tempo” (2011) e “11º Aniversário” (2013) vieram antes de “Alexandre” (2014), o quinto álbum da banda, ainda em turnê de lançamento. O Mombojó é Felipe S (voz e guitarra), Chiquinho (teclado e sampler), Marcelo Machado (guitarra) e Vicente Machado (bateria e sampler).

Nascido em São Paulo, descendente de japoneses, Luciano Nakata Albuquerque ganhou logo cedo o apelido de Curumin. Formou sua primeira banda aos oito anos com colegas de escola, tocando panelas em substituição à bateria e aos 14 anos já tocava bateria e percussão em casas noturnas de São Paulo. Iniciou sua carreira solo em 2003 com o lançamento de seu primeiro disco “Achados e Perdidos”, que apresenta influências musicais do soul e funk americanos, além de samba funk dos anos 70 e hip hop. Em 2008 lançou seu segundo álbum, “JapanPopShow”, contando com a participação de artistas como Blackalicious, Tommy Guerrero, General Electric, Lucas Santtana e Turbo Trio. “Arrocha” (2012), o mais recente, tem participação das cantoras Céu e Anelis Assumpção, filha de Itamar e sua mulher.

SERVIÇO

Caranguejando – 20 anos de mangue beat

Dias: 11 e 12 de outubro

Local: Praça do Patriarca, ao ar livre, no Centro de  São Paulo

Horário: Das 14h às 17h30

Entrada franca

jun
25

Isaar foi escolhida para encerrar o primeiro e bem sucedido mês da terceira edição do Levada Oi Futuro, que vai até novembro de 2014, no Oi Futuro em Ipanema, recebendo algumas das melhores promessas musicais do país. Cantores que lotam os shows nas suas cidades de origem e artistas mas que nunca se apresentaram para o público carioca são algumas das futuras estrelas que o curador Jorge Lz seleciona para o Levada, projeto que já tem espaço garantido no calendário cultural do Rio de Janeiro.

“Não há um projeto semelhante ao Levada Oi Futuro no Rio de Janeiro, em extensão, reconhecimento, abrangência e longevidade”, aponta Rafael Oliva, diretor de Programas e Projetos do Oi Futuro. “Estamos chegando a três anos de apoio a uma plataforma de lançamento de música nacional contemporânea, dando espaço a novos artistas bem como lançamentos de álbuns nos mais diversos sotaques do país, com dois shows por semana durante cinco meses”, pontua.

A cantora, compositora e instrumentista pernambucana Isaar vai se apresentar na próxima sexta e sábado, dias 27 e 28 de junho. Para ela, que fez apenas três shows solo na cidade, é uma oportunidade e tanto. “O convite para cantar no Levada Oi Futuro coincidiu com o disco estar quase pronto. Estou muito feliz de participar porque o Levada é a porta do Rio de Janeiro para quem faz música bacana pelo Brasil”, avalia.

“A missão para este ano é continuar abrindo espaço aos repertórios autorais que estão brotando pelo Brasil”, conta Jorge Lz. “Vamos trazer um punhado de artistas ainda pouco conhecidos pelo grande público e pela imprensa que, no entanto, têm muito a dizer. Boa parte deles está com discos maravilhosos e somente à espera de uma oportunidade para tocar no Rio”, resume o curador. Ao todo, serão 14 atrações e cada uma se apresentará duas vezes: às sextas-feiras e aos sábados, totalizando 28 shows até novembro.

Para cantar a poesia urbana de Pernambuco
Passados cinco anos após o lançamento do premiado “Copo de espuma”, Isaar desta vez carrega a poesia urbana do Nordeste em sua garganta. “Todo calor”, o álbum que a cantora, compositora e instrumentista pernambucana lançará no Levada Oi Futuro nos dias 27 e 28 de junho, configura a voz remanescente do manguebeat e ícone da cultura regional de Recife como uma artista universal e cidadã urbana.

Após liberar o álbum para download gratuito no site www.isaar.com.br, Isaar vai mostrar em Ipanema o repertório de “Todo calor”, um conjunto de onze canções executadas pelos músicos Gabriel Melo (guitarra), Rama Om (baixo), Do Jarro (bateria) e Deco do Trombone. A poesia urbana de Pernambuco – elemento presente nos dois últimos álbuns de Isaar – é um tema constante no novo trabalho onde a cantora interpreta composições dos poetas Zizo e França, dos músicos Cassio Sette e Graxa e do paulista Beto Villares. A direção musical é da própria Isaar, conhecida por sua atuação nas bandas Comadre Fulozinha e DJ Dolores & Orquestra Santa Massa.

O Levada Oi Futuro é realizado no Oi Futuro de Ipanema, que fica na Rua Visconde de Pirajá, 54/2º andar. Ingressos a R$ 20 (inteira), com meia-entrada (R$ 10). A censura é de 14 anos.

nov
13

Por ROSISKA DARCY DE OLIVEIRA
Artigo publicado no jornal O Globo em 9 de novembro de 2013

A história das mulheres é um longo percurso de lutas contra a humilhação e a brutalidade, escrevi há 30 anos. Não pensei que voltaria a escrever. Tudo parecia indicar que a sociedade brasileira saíra da Idade da Pedra com seus Brucutus arrastando as mulheres pelos cabelos e possuindo-as no melhor estilo animal.

Ilusão. A história das mulheres continua marcada pela humilhação e a brutalidade. É o que contam os dados do Fórum Nacional de Segurança Pública: 50 mil casos de estupro no Brasil no ano de 2012.

Este número aberrante não deveria cair no esquecimento como uma má notícia entre outras. Cinquenta mil americanos morreram na Guerra do Vietnam e isso mudou a América. Aqui 50 mil mulheres são violadas por ano e a sociedade assiste em silêncio.

Segundo a pesquisa, o número de casos vem aumentando. Os estupros de fato aumentaram ou o que aumentou foi sua notificação? Se assim for, é provável é que esses números sejam apenas a ponta do iceberg.

Um caso isolado de estupro é uma tragédia que o senso comum põe na conta de algum tarado que ninguém está livre de encontrar numa rua deserta. São psicopatas que agem por repetição à semelhança dos serial killers. Requintados torturadores, desprovidos de culpa ou remorso, são descobertos e presos. Quando saem, reincidem.

Cinquenta mil casos têm outro significado. A psicopatia não explica. Configura-se uma tara social, uma sociedade que convive com a violência sexual com uma naturalidade repugnante. São milhares de estupradores que, assim como os torturadores, transitam entre nós como gente comum. Estão nas ruas, nas festas, nos clubes, lá aonde todos vão, e passam despercebidos. Estão nas famílias e nas vizinhanças onde mais frequentemente agem suprema covardia aproveitando-se da proximidade insuspeita com a vítima.

Dissimulam seu alto potencial de crueldade no magma de desrespeito em que se misturam machismo, piadas grosseiras, gestos obscenos, aceitos como parte da cultura. A certeza da supremacia da força física, herdaram das cavernas. O desprezo pelas mulheres, aprendem facilmente em qualquer conversa de botequim. Ninguém nasce estuprador: torna-se.

O estupro é uma mutilação psíquica que a vítima carrega para sempre. Fecundação pelo ódio e contaminação pelo vírus do HIV são sequelas possíveis desse pesadelo. O medo ronda. Quantas mais estarão em risco? Pergunte-se a qualquer mulher se, uma vez na vida, se sentiu ameaçada pela violência sexual. Há uma guerra surda contra as mulheres. Quando as guerras de verdade se declaram, o estupro como arma se pratica às claras. Na Bósnia, a limpeza étnica, crime contra a humanidade, se fazia violando as mulheres.

Há décadas os movimentos de mulheres denunciam essa guerra surda. Estão aí as Delegacias da Mulher e a Lei Maria da Penha. O anacrônico Código Penal, que falava de crime contra os costumes, hoje capitula o estupro como crime hediondo. Aumentaram as penas e os agravantes. A Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres criou o número 180 para acolher as denúncias e promete espalhar Casas da Mulher em todos os estados.

Dir-se-ia, no entanto, que estupradores não temem a denúncia, a lei e a Justiça. Por que será? De onde lhes vem a sensação de que o que fazem não é crime e, se descobertos fossem, ficariam impunes?

A resposta está no sentimento de poder sobre o corpo das mulheres que nossa sociedade destila como um veneno. É esse caldo de cultura, em que a violência sexual de tão banal fica invisível, que estimula e protege os agressores, realimentando a máquina de fazer monstros. Some-se a isso uma espécie de pacto de silêncio que, salvo quando os dados gritam como agora, impede que se reconheça a gravidade do problema que, na sua negação da dignidade humana, é comparável à prática da tortura.

Os governos descuidam do indispensável amparo às vítimas. Ora, se não há reparação possível, deve haver acolhimento e socorro. Em todo o país os serviços de saúde pública capazes de oferecer a possibilidade de um aborto previsto em lei são ridiculamente insuficientes para atender às consequências desse massacre.

A mesma energia com que a sociedade brasileira condena a tortura é necessária para debelar a epidemia de crueldade. Três mudanças de comportamento se impõem, imediatas: o fim da tolerância com o desrespeito às mulheres, em casa e nas ruas; a inclusão para valer da prevenção e repressão da violência sexual na agenda da segurança pública; e a expansão dos serviços de amparo às vítimas. É o mínimo que o Brasil deve às mulheres.

ago
23

Quem acompanha os rumos da música instrumental brasileira já está familiarizado com o nome (e os múltiplos sopros) de Alexandre Caldi. Na próxima segunda, 26 de agosto, Caldi vai comandar mais uma jam session da pesada no Centro Cultural Carioca (CCC). A partir de agora, a Belmira Comunicação retoma a parceria com o músico para divulgar as apresentações do artista na charmosa casa da Praça Tiradentes. Serão três os convidados especiais da noite: Aquiles Moraes (craque no trompete), Everson Moraes (fera no trombone) e o veterano guitarrista Marcus Nabuco.

Os irmãos Aquiles e Everson Moraes são dois jovens músicos que vêm conquistando a admiração de seus pares e do público brasileiro. Além de comandarem um quinteto com seus nomes, integram o grupo Os Matutos e a Orquestra Ouro negro, e tocaram ao lado de artistas do porte de Mario Adnet, Mauricio Carrilho, Maria Bethânia e Bibi Ferreira. Já o guitarrista Marcus Nabuco integrou a lengendária Banda Vitória Régia, que acompanhou Tim Maia durante muitos anos, e já atuou em shows de Sandra de Sá e Ângela Rô Rô, entre outros.

Acompanhado por Adriano Souza no teclado, Rodrigo Villa no baixo acústico e Cassius Theperson na bateria, o saxofonista e flautista Alexandre Caldi vai fazer ao vivo temas como “La fiesta”, sucesso do pianista norte-americano Chick Corea, “Forró Brasil”, antológica composição de Hermeto Pascoal, e “Salamandra”, de Caldi, mais “Nanã”, soberba criação do maestro Moacir Santos, e “Deixa”, clássica parceria de Baden Powell e Vinicius de Moraes. Por essas e outras é que a jam session semanal do Alexandre Caldi Quarteto já virou o novo ponto de encontro da música carioca no CCC!

10ª Jam Session do CCC – Alexandre Caldi Quarteto e convidados
QUANDO: Dia 26 de agosto, próxima segunda-feira, às 20h
ONDE: Centro Cultural Carioca – Rua do Teatro, 37 – Centro do Rio – (21) 2252-6468
QUANTO: R$ 20 (vinte reais

Um pouco mais sobre Alexandre Caldi
Alexandre Caldi toca os saxofones soprano, alto, tenor e barítono, além de flauta, flautim e pífanos. É também compositor, arranjador, produtor musical e professor. Em 2008 lançou seu primeiro CD, “Festeiro”, pelo selo Delira Música, obtendo excelente aceitação dos críticos. Integrou diversas bandas de música instrumental, com as quais gravou sete álbuns, e atualmente faz parte do grupo LiberTango (com três álbuns gravados). Atua também em duo com o pianista Marcelo Caldi (um disco feito a quatro mãos). Em 2005 ganhou, com o grupo Garrafieira, o Prêmio Tim de melhor grupo de MPB.

É um dos mais requisitados músicos do Rio de Janeiro. Já acompanhou artistas como Gilberto Gil, Maria Bethânia, Bibi Ferreira, Moraes Moreira, Geraldo Azevedo, Elza Soares, Sérgio Ricardo, Dona Ivone Lara, Teresa Cristina, Ritchie e os grupos Casuarina, Bossacucanova e Galocantô. Tocou ao lado de instrumentistas de renome como Carlos Malta, Mauro Senise, Nicolas Krassik, Zé Paulo Becker e diversos outros. Além dos CDs realizados com seus grupos, gravou, entre outros, Teresa Cristina, Davi Moraes, Yuri Popoff, Garganta Profunda, Caio Márcio, Marcel Powell, Soraya Ravenle, Bangalafumenga, Edu Krieger, Moyseis Marques.

ago
09

Sobrinho do extraordinário Luizão Maia, com quem aprendeu os primeiros acordes, o carioca Arthur Maia é dos nossos baixistas mais solicitados. Em parte, pela ousadia de solar como se fosse um ás da guitarra, criando um jeito próprio de reeditar o baixo fretless (sem trastes) na música brasileira. Ele vai mostrar tudo isso ao vivo no dia 21 de agosto, em shows às 12h30 e às 19h, no CCBB Rio, dentro da série ‘Aquele cara lá do baixo’. Nessas apresentações, Arthur vai tocar autorais e celebrar a obra de Luizão ao lado de Zé Luiz Maia, filho do homem e baixista singular.

Enquanto trabalhava em discos e shows de mestres como Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Gal Costa, Toninho Horta, Ivan Lins e George Benson, Arthur Maia destacava o seu nome em formações importantes como a Banda Black Rio e o conjunto de jazz brasileiro Cama de Gato. Em 1990, abriu seus cadernos de composição e estreou em disco solo com “Maia”, que abocanhou o Prêmio Sharp do ano seguinte. De lá para cá, gravou mais quatro álbuns individuais, entre eles o recente “O tempo e a música” (2010).

O que vem por aí!
Até novembro, cinco dos maiores baixistas brasileiros vão mostrar o que fazem de melhor na série ‘Aquele cara lá do baixo’, em cartaz no Teatro II do CCBB Rio. Em duas sessões por dia, dentro das Terças Musicais, o público terá a oportunidade de conhecer de perto a música e o estilo de cada um desses artistas das cordas graves. Em seguida teremos shows de Bruce Henri (18 de setembro), André Vasconcellos (16 de outubro) e Jorge Helder (20 de novembro).

“De tempos em tempos, a vida nos presenteia com baixistas extraordinários que, ao imprimir suas digitais, reinventam o modo de tocar o instrumento e o arrastam sem cerimônia para o centro do palco”, diz a jornalista e escritora Monica Ramalho. Ela criou a série com o objetivo de dar destaque às atrações. “Para o ouvido leigo, o baixista é apenas o músico que costuma ficar mais para o fundo do palco e, ao contrário dos outros, raramente ganha frases para tocar sozinho e, enfim, sobressair”, explica a jornalista, entusiasmada por realizar o seu terceiro projeto musical em parceria com o CCBB.

Muitos só percebem o valor do contrabaixo quando ele sai de cena, embora “felizmente, há quem saiba que o coração da música pulsa ali, naquelas batidas robustas do instrumento”, diz Monica. Um dos baixistas que fizeram a diferença na história do jazz mundial foi o americano Charles Mingus (1922-1979). Grande em todos os sentidos, Mingus completaria 90 anos neste 2012 e, por isso, a sua música também será lembrada na série ‘Aquele cara lá do baixo’. A direção de produção é de Leila Dantas –  com reforço da super Trícia Castro – e sua novíssima Saudações Produções Artísticas.

jul
13

Um dos baixistas mais incensados do país, o carioca Dadi Carvalho, hábil compositor, cantor e produtor musical, vai fazer os shows de abertura da série AQUELE CARA LÁ DO BAIXO. Anote na agenda para comprar com antecedência: dia 24 de julho, com sessões às 12h30 e às 19h. Dadi descobriu a potência das cordas graves aos 13 anos. Cinco anos depois já fazia parte do legendário Os Novos Baianos, ao lado de Moraes Moreira, Baby Consuelo e Pepeu Gomes. Gravou todos os discos importantes do grupo, entre 1970 e 1975, quando acompanhou Mick Jagger, vocalista dos Rolling Stones, na gravação de “Scarlet”.

Nos três anos seguintes, tocou na banda de Jorge Benjor e, em 1976, fundou o badalado A Cor do Som, com Armandinho, Gustavo Schroeter, Ary Dias e seu irmão Mú Carvalho, convidado especialíssimo nesses shows. Desde o final da década de 1980, Dadi vem atuando em discos e turnês de Caetano Veloso, Rita Lee e Marisa Monte, com quem mantém efetiva parceria. Nessas apresentações, vamos ouvir autorais – registradas nos álbuns solo “Dadi” (2005) e “Bem aqui” (2008) – e sucessos como “Dois perdidos”, com letra de Arnaldo Antunes.

CINCO DOS NOSSOS MAIORES BAIXISTAS
Entre julho e novembro próximos, cinco dos maiores baixistas brasileiros vão mostrar o que fazem de melhor na série AQUELE CARA LÁ DO BAIXO, em cartaz no Teatro II do CCBB Rio. Em duas sessões por dia, dentro das Terças Musicais, o público terá a oportunidade de conhecer de perto a música e o estilo de cada um desses artistas das cordas graves. Depois de Dadi, teremos Arthur Maia (21 de agosto), Bruce Henri (18 de setembro), André Vasconcellos (16 de outubro) e Jorge Helder (20 de novembro). A assessoria de imprensa é da Belmira Comunicação.

“De tempos em tempos, a vida nos presenteia com baixistas extraordinários que, ao imprimir suas digitais, reinventam o modo de tocar o instrumento e o arrastam sem cerimônia para o centro do palco”, diz a jornalista e escritora Monica Ramalho. Ela criou a série com o objetivo de dar destaque às atrações. “Para o ouvido leigo, o baixista é apenas o músico que costuma ficar mais para o fundo do palco e, ao contrário dos outros, raramente ganha frases para tocar sozinho e, enfim, sobressair”, explica a jornalista, entusiasmada para realizar o seu terceiro projeto musical em parceria com o CCBB. Cada baixista terá um convidado especial.

Muitos só percebem o valor do contrabaixo quando ele sai de cena, embora “felizmente, há quem saiba que o coração da música pulsa ali, naquelas batidas robustas do instrumento”, diz Monica. Um dos baixistas que fizeram a diferença na história do jazz mundial foi o americano Charles Mingus (1922-1979). Grande em todos os sentidos, Mingus completaria 90 anos neste 2012 e, por isso, a sua música também será lembrada na série AQUELE CARA LÁ DO BAIXO. A direção de produção é de Leila Dantas e sua novíssima Saudações Produções Artísticas.

set
23

Cara sócia, estive pensando sobre os trabalhos da Belmira Comunicação e:

A frase do título está no filme ‘Campo dos sonhos’, estrelado pelo Kevin Costner em 1989. Para mim diz muito sobre o nosso trabalho. Divulgar um produto ou um evento é um processo. Um processo de construção, seja da imagem ou de uma determinada marca. Há pouco tempo, os jornais, rádios e TVs, pautavam um assunto e o público comprava a ideia. Os veículos davam o aval e as pessoas compravam, compareciam e consumiam. Uma conta simples de somar.

Associada à nossa economia em crescimento, a internet transformou a vida de todos. Não seria diferente com a atividade de assessoria de imprensa. O que antes era uma simples soma, releases jogados no automático para os jornalistas, tornou-se uma intrincada equação onde diversas variáveis resultam em algo imprevisível. Levar público a um show ou evento e conquistar consumidores passou a ser uma espécie e ‘caçada através do convencimento’. Cada produto com seu público específico e nós atrás dele.

Uma vez que produto e consumidor se encontram, o trabalho está apenas começando. Iniciamos o processo de construção (voltando ao Kevin) no qual o público fica sabendo o que está acontecendo e pode conferir ou não. Essa ação depende também de outras variáveis (conteúdo, estratégia correta de convencimento e boa vontade dos veículos). Mas essa fase é fundamental, uma vez que essa divulgação é feita a longo prazo e tem caráter de sedimentação. Alguns eventos/shows podem ser atraentes para a mídia, outros não, mas a marca e proposta do cliente ficam no imaginário do público e mídia .

Apenas um jornal grande na cidade é realmente muito pouco, por isso tentamos diversas outras iniciativas para nossa estratégia de divulgação. Por isso tudo, a percepção de derrota, a diferença entre realidade e nossa expectativa devem ser substituídas por  um olhar a longo prazo. Agora, sucesso popular tem a ver com atrações populares. Construa isso, que eles virão. Público e mídia.

Marcelo Pacheco

Monica Ramalho

Monica Ramalho

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