set
13

O segundo tema do ciclo de encontros mensais DO SULCO AO BIT, promovido até dezembro, no Oi Futuro Ipanema, será “Do samba à bossa nova”, no dia 14 de setembro, às 19h30, com uma prosa entre Nei Lopes e Ruy Castro e a participação especial de Soraya Ravenle, Zé Paulo Becker e Oscar Bolão. Como o nome sugere, a série parte das gravações em sulcos dos discos de acetato em 78 rpm até os bits digitais. Em todas as edições haverá dois especialistas, um mediador e cantores, músicos e DJs convidados para ilustrar musicalmente o tema em pauta. A entrada é gratuita!

Ruy Castro por Bel Pedrosa

Ruy Castro por Bel Pedrosa

Esses encontros se destinam a aprofundar a história da música brasileira sob a ótica de especialistas e pesquisadores, entre eles Silvio Essinger, Henrique Cazes e Fernando Mansur, e com o charme das interpretações de sucessos de cada época, por nomes como Pedro Paulo Malta, DJ Sany Pitbull e Nina Wirtti. A produção é do Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB), com patrocínio da Oi e apoio cultural do Oi Futuro.

Nesta noite de setembro, será a vez do cantor, compositor, pesquisador e escritor Nei Lopes e do jornalista e escritor Ruy Castro esmiuçarem a história do samba, que, na verdade, se confunde com a história brasileira. Muito antes do país constar no mapas europeus, os nossos índios já cantavam e tocavam uma espécie de partido-alto nos seus rituais. Essa musicalidade nativa foi incrementada pela cultura negra, que veio diretamente da África nos navios negreiros. Tempos depois, foi inegável a contribuição de compositores brancos, como Noel Rosa, Lamartine Babo e Ary Barroso, que consolidaram o gênero.

Nei Lopes por Hudson Pontes

Nei Lopes por Hudson Pontes

A dupla discutirá a formação do samba, com os seus principais personagens e gêneros irmãos, como samba-choro, samba de breque e o samba-canção, o mais próximo da bossa nova. A batida do violão de João Gilberto, as harmonias inusitadas de Garoto, Valzinho, Custódio Mesquita e o genial compositor Tom Jobim foram responsáveis pela nova revolução no samba carioca e alguns de seus sucessos estarão no set list da cantora Soraya Ravenle, que fará a participação acompanhada pelo violonista Zé Paulo Becker e pelo baterista Oscar Bolão.

“Com esse ciclo de encontros desejamos identificar, valorizar e resgatar partes da memória musical brasileira que nem sempre estão em evidência, facilitando o acesso e reconhecimento do vasto patrimônio musical nacional. Também queremos possibilitar que historiadores, artistas e especialistas expressem as suas visões sobre cada um desses períodos, além de abrir espaço para o debate e a troca de conhecimento com o público”, diz o produtor cultural e presidente do IMMuB, João Carino, que fará a mediação de todas as edições. Até dezembro, haverá mais três temas: “­Do maxixe ao funk”, em 5 de outubro; ­“Do choro à eletrônica”, no dia 16 de novembro e “Da rádio à web”, em 14 de dezembro.

Soraya Ravenle por Leo Aversa

Soraya Ravenle por Leo Aversa

 

Este projeto integra o calendário de eventos comemorativos pelos 10 anos do IMMuB, organização voltada à pesquisa e preservação da memória musical brasileira. O Instituto já mapeou e catalogou mais de 81 mil discos produzidos no país, o equivalente a cerca de 800 mil fonogramas, reunindo cerca de 90 mil compositores e intérpretes. A catalogação abrange toda a história da música brasileira, desde a primeira gravação em 1902 até os lançamentos recentes. O acervo segue em constante expansão e está disponível para consultas gratuitas no portal <www.immub.org.br>

set
08

O Trio Clarioca será a terceira atração da Série Tom de Classe, no sábado, dia 10 de setembro, às 11h30, na Casa de Artes Paquetá, com entrada gratuita. Três destacados músicos da nova geração – Vitor Macedo (clarinete), João Willian (clarinete e requinta) e Marcelo Vieira (clarinete e clarone) – são a base do conjunto, que já figura entre os ensembles de clarinetes mais importantes do Brasil.

trio clarioca
Eles têm se apresentado no circuito carioca e levaram a sonoridade que navega entre as fronteiras do erudito até o ClarinetFest2015, na Espanha. Nesta manhã de sábado na Série Tom de Classe, o conjunto apresentará obras especialmente compostas para ele. O programa inclui temas dos contemporâneos Jayme Vignolli, Pedro Paes, Mauricio Carrilho e João Bouhid, que tocará violão com o trio neste concerto, mais Ernesto Nazareth, Baden Powell, Severino Araújo e outros.

Ao todo, cinco excelentes grupos de jovens músicos em formação nas escolas de música e em projetos socioculturais da cidade foram escolhidos através de concurso para se apresentar na Série Tom de Classe, dedicada ao fomento da música de câmara no Rio de Janeiro. Após criteriosa seleção, todos fizeram aulas com Carla Rincón, violinista do Quarteto Radamés Gnattali, e agora estão aptos a dividir o que aprenderam com o público. O patrocínio é da Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

De acordo com a pianista Josiane Kevorkian, sócia da Casa de Artes Paquetá e diretora artística desta série, “para ser um bom músico de câmara, é preciso muito mais do que saber tocar bem um instrumento. É preciso perceber o outro, visando a um intercâmbio construtivo entre os vários instrumentos na formação camerística escolhida. E essa parceria deve ser perseguida durante toda a vida, buscando sempre a excelência musical pautada, sobretudo, na humildade do relacionamento de seus integrantes”.

Próximos dois concertos:.

17 de setembro | Duo de Percussão da UFRJ

duo de percussõesCriado em 2013 pelos alunos Fausto Maniçoba e Marcos Nero para a disciplina Prática de Conjunto, do curso de bacharelado em percussão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Duo de Percussão da UFRJ tem tocado regularmente na própria universidade e, em 2016, participou do Dia da Percussão da Percussive Arts Society (PAS), evento que reuniu percussionistas de todo o Brasil. Nesta apresentação na Casa de Artes Paquetá, a dupla tocará composições de Pixinguinha, Fernando Iazzetta, Dimitri Cervo, Ney Rosauro e Cássio Cunha, entre outros.

24 de setembro | Dualidade Sonora

dualidade sonoraDenusa Castellain (flauta) e Samuel Junior (clarinete) se uniram no Dualidade Sonora com a finalidade de pesquisar e apresentar uma nova proposta camerística. O duo de Curitiba vêm participando de diversas atividades culturais, entre elas o 53º Festival Villa-Lobos, no qual obteve o primeiro lugar dentre os cinco finalistas do V Concurso de Música de Câmara, do Núcleo Pedagógico da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O programa na Série Tom de Classe contemplará temas de Heitor Villa-Lobos, Tom Jobim e André Jolivet, entre outros.

Série Tom de Classe, serviço:.

QUANDO: dias 10, 17 e 24 setembro. Sábados, às 11h30
ONDE: Casa de Artes Paquetá – Praça de São Roque 31, Paquetá. Informações: (21) 3397.0517
QUANTO: Entrada franca
E MAIS: Livre para todas as idades. Para chegar a Paquetá aos domingos, existem catamarãs saindo da Praça XV às 8h30 e às 10h. Horários sugeridos para retorno no mesmo dia: às 14h30, às 16h, às 17h30 e às 19h. A travessia dura cerca de 60 minutos

 

set
05

A exposição Arte como Campo de Jogo será inaugurada no dia 15 de setembro, às 18h, no Castelinho do Flamengo. Com curadoria de Simone Rodrigues, Marcos Bonisson e Thiago Barros, a mostra reúne 17 obras selecionadas de 19 artistas de cinco países (dois deles criaram em dupla) de 20 a 50 anos, que desenvolvem pesquisas no campo da imagem e apresentam diferentes experiências de linguagem e propostas narrativas. Baseada na ideia da arte como jogo, a montagem enfatiza as aproximações e diálogos entre os trabalhos, ou entre os “jogadores” e os seus “lances”. Fica em cartaz até o dia 16 de outubro, com entrada gratuita.

Paisagens Efêmeras

“Não é uma exposição de fotografia no sentido convencional, em que, com frequência, vemos imagens variando dentro de molduras padronizadas. Nosso objetivo é fazer a ‘fotografia ganhar vida’, sair do seu suporte tradicional e vir para o mundo. Em tempos de ampla banalização da imagem, é isso que faz com que o desdobramento do trabalho de cada um seja tão singular. Valorizamos a diversidade de meios e suportes: além de fotos impressas, há vídeos, objetos e instalações. A obra de Inês Quiroga, por exemplo, Coleção de Desejos, foi criada especialmente para esta exposição e dialoga com o Aterro do Flamengo e o espaço urbano em torno do Castelinho. O que esse grupo de artistas têm em comum é a importância da fotografia nas suas poéticas. A curadoria procurou reconhecer essas singularidades e explorar as relações entre elas. A maneira de expor cada obra foi pensada de forma a potencializar seu sentido, ou a força da sua experiência por parte do público. Por isso, cada trabalho ocupa um espaço muito planejado e aqueles que compartilham a mesma sala, na certa mantêm um diálogo”, explica Simone Rodrigues.

Há, por exemplo, uma sala com caixas escuras que convidam o visitante (maior de 18 anos) para uma experiência de peep show erótico (Todo T, de Ricardo Bruno e Fabian Gomes). Outra traz jogos gráficos que brincam com a herança construtivista, abstrata ou figurativa (Marés, de Yan Braz) e Todas as Coisas, de Viviana Covelli). Há uma Caverna de Platão, com instalação meio proto-cinema, meio teatro de sombras (de Loló Bonfanti). Existe, ainda, um “espaço que dorme” (Cidades Inabitadas, de Virgilio Garbayo e Shayan Mudra, de Taís Monteiro). Entre outros métodos de impressão alternativos, a obra Paisagens efêmeras, de Simone Tomé, apresenta impressões feitas com clorofila, diretamente sobre folhas de plantas. A diversidade da mostra se estende às nacionalidades dos artistas: além dos brasileiros, há duas argentinas, uma colombiana, um português e um espanhol.

Arte como Campo de Jogo explora caminhos através dos quais a fotografia se faz ideia, conceito, pensamento, um tipo de código que incita a sua decifração e que se tornou essencial nos sistemas de comunicação das sociedades modernas e, por isso mesmo, na arte contemporânea. A proposta curatorial, concebida de forma colaborativa, foi organizada em torno do conceito de “símbolo”, termo que tem origem no grego symbolon, ou seja “lançar junto, jogar junto”. O que se vê no interior de todo o Castelinho do Flamengo é uma coleção de fotografias em seu campo dito “expandido”, de arte híbrida, aberta à multiplicidade dos suportes e processos da imagem-máquina, da imagem-luz, da imagem-matéria. A temporada contará com programação de atividades complementares, como palestras, leitura de portfólios, bate-papo com os artistas e visita guiada pelos curadores. O patrocínio é da Prefeitura do Rio, através da Secretaria Municipal de Cultura, com produção do Curta O Curta.

A seleção das obras é resultado de convocatória entre os participantes (dos últimos 5 anos) dos cursos “Foto-matriz – processos criativos em fotografia” e “Fotografia e matéria”, desenvolvidos por Simone e Thiago na EAV do Parque-Lage, os artistas presentes na mostra são (em ordem alfabética):

Carlos Barradas – de Portugal
Claudia Mauad
Diogo Benjamin
Duda las Casas
Edilson Pereira e Guilherme Macedo
Inês Quiroga
Loló Bonfanti – da Argentina
Mara Tomietto – da Argentina
Maria Drummond
Ricardo Bruno e Fabian Gomes
Roberto Abreu
Simone Tomé
Taís Monteiro
Tatiana Guinle
Virgilio Garbayo – da Espanha
Viviana Covelli – da Colômbia
Yan Braz

Arte como Campo de Jogo, serviço
QUANDO: de 15 de setembro, às 18h, até 16 de outubro de 2016
ONDE: Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho – Castelinho do Flamengo (Rua Dois de Dezembro,
QUANTO: Grátis, com visitação de terça a domingo, das 10h às 18h

Atividades complementares:
(Sempre das 15h às 18h)
Dia 24 de setembro: Visita-guiada e bate-papo com artistas
Dia 1 de outubro: Palestra A fotografia contemporânea e seus suportes, por Thiago Barros
Dia 9 de setembro: Jogo da Vida em RGB: o foto-objeto na história da arte
Dia 15 de outubro: Leitura de Portfolio, por Marcos Bonisson

set
01

O segundo concerto da Orquestra Jovem Paquetá (OJP) para celebrar o século e meio de nascimento de Anacleto de Medeiros, será realizado no dia 4 de setembro, na Casa de Artes Paquetá, com entrada gratuita. Ao todo, serão seis apresentações, entre agosto e novembro, em homenagem a um dos fundadores do choro carioca, nascido na ilha. ‘Maestro Anacleto 150 anos’ passeará por diversas obras de Anacleto de Medeiros que receberam tratamento sinfônico.

OJP

Os próximos encontros da OJP com o público de Paquetá serão nos dias 2 de outubro, 6 de novembro e 4 de dezembro, sempre aos domingos e com entrada gratuita. Um único concerto desta homenagem entrará na programação da Casa do Choro, no Centro do Rio: no dia 18 de novembro, sexta-feira, às 12h30, com ingressos a R$ 30.

‘Maestro Anacleto 150 Anos’ tem Bruno Jardim na regência, Carla Rincón na direção musical, Josiane Kevorkian na direção artística desta homenagem, que será possível em virtude do patrocínio da Petrobras e do Governo do Rio de Janeiro através da Secretaria de Estado de Cultura e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro.

Em 2006, o Bem Me Quer Paquetá apresentou um espetáculo totalmente dedicado ao repertório de Anacleto de Medeiros, comandado pela sua orquestra mirim. Para a maioria dos então pequenos instrumentistas, era o primeiro contato com o rico universo do maestro, que antes eles apenas conheciam como nome de rua da ilha, uma ladeira que mais parece montanha para quem tem as pernas curtas.

Uma década adiante e essa orquestra mirim cresceu, acumulou bagagem e se transformou na Orquestra Jovem Paquetá, com trajetória consolidada no cenário musical carioca e incontáveis apresentações no Brasil e no exterior. A ladeira Maestro Anacleto já não exige esforço para aqueles meninos que sonharam com o Bem Me Quer, atravessaram a adolescência com a OJP e hoje, quase adultos, se debruçam novamente sobre a obra de um dos maiores músicos brasileiros.

O novo espetáculo, como há dez anos, é uma homenagem a Anacleto no ano de seu sesquicentenário. As composições receberam tratamento sinfônico e agora estão nas mãos de quem não só conhece muito bem o maestro e sua importância para a formação da música popular nacional, como também amadureceu executando muitas de suas obras.

A Casa de Artes Paquetá fica na Praça de São Roque 31, em Paquetá. Informações: (21) 3397.0517. A entrada é franca e o concerto é livre para todas as idades. Para chegar a Paquetá aos domingos, existem catamarãs saindo da Praça XV às 8h30 e às 10h. Horários sugeridos para retorno no mesmo dia: às 14h30, às 16h, às 17h30 e às 19h. A travessia dura cerca de 60 minutos.

 

ago
16

De agosto a dezembro, o Oi Futuro em Ipanema promoverá o ciclo de encontros mensais Do Sulco ao Bit que, como o próprio nome sugere, parte das gravações em sulcos dos discos de acetato em 78 rpm até os bits digitais. O projeto vai delimitar alguns subperíodos importantes dessa trajetória, mostrados sob a ótica de especialistas e pesquisadores, como Silvio Essinger, Henrique Cazes, Nei Lopes e Ruy Castro, e interpretados por Soraya Ravenle, Época de Ouro, Pedro Paulo Malta e Zé Paulo Becker, entre outros. A produção é do Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB), com patrocínio da Oi, do Governo do Rio de Janeiro, da Secretaria de Estado de Cultura, da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro e apoio cultural do Oi Futuro. A entrada será gratuita.

alfredo

Em todas as edições haverá dois especialistas, um mediador e cantores, músicos e DJs convidados para ilustrar musicalmente o tema em pauta. O primeiro será “Do vinil ao download”, no dia 17 de agosto, às 19h30, com Fred Coelho, Hugo Sukman e a participação especial de Alfredo Del Penho (em foto de Leo Aversa).

A dupla de pensadores revisitará a história de todas as mídias, desde a chegada do disco ao país. Curiosidades sobre as primeiras gravações, como o disco de 76 evoluiu para 78 rpm, a explosão da venda dos gramofones e, depois, das vitrolas, e a música digital que nasceu junto com os anos 90. O cantor e compositor Alfredo Del Penho fará uma participação especial, ilustrando trechos de músicas que marcaram todo esse período, até hoje, com a força da Internet e a circulação sonora através do download.

“Com esse projeto, Do Sulco ao Bit, desejamos identificar, valorizar e resgatar partes da memória musical brasileira que nem sempre estão em evidência, facilitando o acesso e reconhecimento do vasto patrimônio musical nacional. Também queremos possibilitar que historiadores, artistas e especialistas expressem as suas visões sobre cada um desses períodos, além de abrir espaço para o debate e a troca de conhecimento com o público”, diz o produtor cultural e presidente do IMMuB, João Carino.

Este ciclo integra o calendário de eventos comemorativos pelos dez anos do IMUMuB, organização voltada para a pesquisa e a preservação da memória musical brasileira. O Instituto já mapeou e catalogou mais de 81 mil discos produzidos no país, o equivalente à cerca de 800 mil fonogramas, reunindo cerca de 90 mil compositores e intérpretes. A catalogação abrange toda a história da música brasileira, desde a primeira gravação em 1902 até os lançamentos recentes. O acervo segue em constante expansão, recebendo mensalmente centenas de discos, capas e músicas. O banco de dados está disponível no portal <www.immub.org.br> para consultas gratuitas.

Até dezembro, o ciclo visitará mais quatro temas: “Do samba à bossa nova”, no dia 14 de setembro; “­Do maxixe ao funk”, em 5 de outubro; ­“Do choro à eletrônica”, no dia 16 de novembro e “Da rádio à web”, em 14 de dezembro. O Oi Futuro fica na Rua Visconde de Pirajá, 54, em Ipanema. Informações pelo (21) 3131.9333. Todos os encontros serão gratuitos!

ago
01

Vêm aí o segundo espetáculo gerido dentro do projeto de Residência de Montagem de Espetáculo, realizado na Cia. Up Leon. Desta vez, o Anima Circ mostrará as suas habilidades no “Metaesquema”, livremente inspirado nas obras de Hélio Oiticica (1937-1980). A montagem se adianta às comemorações dos 80 anos de nascimento do pintor, escultor e artista plástico, e dos 50 anos da Tropicália, a serem completados em 2017. Hélio é autor do penetrável Tropicália, que batizou o movimento artístico do qual ele foi um dos criadores. Toda essa herança cultural ganhará releitura circense no “Metaesquema”, que será apresentado nos dias 6 e 7 de agosto, sábado e domingo, às 19h, na Arena Carioca Dicró, na Penha, com entrada gratuita.

Foto Micael Bergamaschi“O espetáculo é todo baseado na arte do Hélio Oiticica e a temática de fundo é a Tropicália. Temos muita cor nos figurinos e nos adereços. Hélio fazia de tudo para que o visitante travasse uma experiência sensorial com as suas criações e trouxemos isso para o ‘Metaesquema’. Há um momento em que o público participa da cena puxando uma corda que faz com que a acrobata gire com muita graça, feito um pião. Também nos preocupamos em criar essa interação sem a plateia pagar mico. Tudo é feito muito naturalmente, da própria cadeira, e dá um efeito bonito e divertido na cena”, explica o diretor artístico convidado e profissional de circo Gabriel Jacques.

Gabriel está sendo um importante parceiro nessa etapa da Up Leon, há 25 anos em atividade e escolhida em 2015 para ser um dos quatro Polos Cariocas de Circo, iniciativa da Prefeitura do Rio através da Secretaria Municipal de Cultura a fim de fomentar a arte circense na cidade. Segundo ele, o cenário de “Metaesquema” reproduz seis obras de Hélio Oiticica, entre elas um parangolé, dois penetráveis e uma caixa amarela. Entre os dez números de circo apresentados, estão canastilhas, corda acrobática, lira, báscula e trapézio, por exemplo. É uma alegria para os olhos, assim como a obra do artista.

Para a Anima Circ, a estreia é um marco. “Já fizemos dois espetáculos amadores e este é o primeiro profissional, com equipe, trilha sonora e tudo bonitinho”, comemora Jonathan Rodrigues, o capitão desta nau, formada por 13 jovens de 18 a 31 anos, advindos da ONG Ação Comunitária de Apoio Psicossocial (Acaps – Dirce Galvão), um projeto que atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade na Favela do Aço, em Santa Cruz. Jonathan tem 29 anos e se dedica a cuidar dessa garotada. Disse que viu muitos talentos deixarem o circo por falta de verba. “As famílias reclamavam e eles saíam para procurar emprego. É uma felicidade fazer parte do Polo Carioca de Circo e, ainda mais, com a Up Leon, que conheço há anos porque a minha irmã já foi acrobata da companhia”, recorda.

“A oportunidade de trabalhar com uma companhia jovem com tanta vontade de fazer bonito está sendo uma experiência enriquecedora para a nossa equipe. O desafio de trazer o universo do Hélio Oiticica para o picadeiro nos ajudou a perceber o quanto as artes brasileiras se misturam o tempo todo. Isso sem falar na importância de relembrar o valor de um artista que deixou a sua marca bem impressa no mundo”, comenta Olga Dalsenter, diretora da Cia. Up Leon.

A Arena Dicró fica no Parque Ary Barroso, na Penha.

ago
01

O violonista e compositor Marcel Powell, filho de um dos gênios do violão brasileiro, Baden Powell vai dedilhar os sucessos do pai e receber o Troféu Beco das Garrafas em sua homenagem. Com seis álbuns lançados e alguns troféus, entre eles o Prêmio Rival Petrobras de 2006 na categoria ‘Melhor Instrumental Solo’, o herdeiro apresentará o show “Só Baden” no Beco das Garrafas no sábado, 6 de agosto, às 21h, com ingressos a R$ 40.

marcel powellNo roteiro, clássicos como “Berimbau”, “Samba em Prelúdio”, “Astronauta” e “Tempo Feliz” (todas de Baden e Vinicius de Moraes, o seu parceiro mais frequente, com quem compôs os Afro-sambas que são um capítulo à parte no cancioneiro do nosso país). Esse formato intimista de violão solo, permite que o músico conte histórias da infância e curiosidades sobre o repertório escolhido para a homenagem.

“Ele sempre me ensinou a ser um músico disciplinado. Uma coisa que ele dizia sempre é que o músico, para dominar o instrumento, tem que ser escravo dele. Tem que estudar todos os dias, até o final da vida, não importa quanto tempo tenha de carreira. Ele mesmo passava quatro, cinco horas diárias abraçado ao violão. Levo isso comigo e coloco em prática mais esse ensinamento do meu pai”, conta Marcel.

Baden Powell nos deixou em setembro de 2000, aos 63 anos, e é um nome fundamental para se entender a história da música popular brasileira, em especial do violão como é tocado por aqui. Ao todo, 20 artistas que escreveram a história da bossa nova serão homenageados até dezembro com essa série de shows em Copacabana, batizada Troféu Beco das Garrafas e patrocinada pela Prefeitura do Rio através da Secretaria Municipal de Cultura, com apoio do Instituto João Donato.

Os homenageados – ou seus representantes convidados, já que alguns não estão mais conosco – serão chamados ao palco para cantar e receber o troféu que nomeia o projeto, como reconhecimento pela obra que nos legaram. Em seguida, uma banda fará um set instrumental com o repertório do homenageado, transformando a noite numa grande jam session, na qual canjas serão bem vindas.

Alguns nomes muito bacanas vêm aí: Bebeto Castilho vai relembrar os tempos de Tamba Trio; Miúcha cantará mais uma vez as maravilhas do amigo Vinicius de Moraes, ao lado de Georgiana de Moraes, filha do Poetinha; e os sucessos de Elis Regina serão interpretados por Laila Garin, que lhe deu vida recentemente no teatro.

 

jul
08

“Hermínio Bello de Carvalho, aos 80: Uma Rosa Para o Poeta” é uma série de quatro shows temáticos e independentes, cada um apresentado por dois dias, em oito noites de música e cerca de 80 composições de Hermínio e parceiros. Tudo idealizado para comemorar o marco dos 80 anos de vida do poeta, compositor e produtor cultural que, há 60 deles, se dedica à nossa música popular. A homenagem será realizada em dois ciclos, de quinta a domingo: nos dias 14, 15, 16, 17 de julho e 21, 22, 23 e 24 do mesmo mês, às 19h, no Centro Cultural Correios, Centro do Rio. Ingressos a R$ 20.

Hermínio entre Zé Renato e Joyce
Oito intérpretes foram convidados para revisitar o cancioneiro de Hermínio. Alguns são amigos de vida inteira, outros buscam inspiração na sua música para cantar hoje. As duplas ficaram responsáveis por um recorte específico da vasta obra, ainda em construção, do poeta. São elas: Marina Íris e Marcos Sacramento, Áurea Martins e Alaíde Costa, Joyce Moreno e Zé Renato (em foto de Lucíola Villela), Gabi Buarque e Vidal Assis. Esta homenagem tem patrocínio dos Correios e produção da Olhar Brasileiro, de Luiz Boal, com produção executiva de Sonia Machado, coordenação editorial de Ana Claudia Souza, cenário e figurino de Ney Madeira e Dani Vidal. A assessoria é de Monica Ramalho, da Belmira Comunicação.

“Dirigir Hermínio é dirigir Quelé, Aracy, Paulinho da Viola, o Rosa de Ouro e a Verde-e-Rosa descendo o morro num chão de esmeraldas. É dirigir Elizeth, Zezé, Pixinguinha, Jacob e todos os chorões. É reler Mário de Andrade e a própria centralidade da ideia de política cultural. No entanto, para dirigir o Timoneiro, tem que topar a mesma sina dele: ser escravo das canções. Amar o velho e o novo com a mesma obsessão. É ser jovem aos 80, descobrindo e refazendo um Brasil em cada nova canção, em cada nova amizade”, enumera o diretor artístico Gustavo Guenzburger.

Esse clima de gratidão e amizade envolve toda a equipe. “Quando o Luiz Boal me convidou para fazer a direção musical desse projeto, não imaginei o grande desafio que seria. Mas conhecer a fundo e escrever arranjos da obra musical do Hermínio, meu amigo e parceiro há uns dez anos, está sendo também uma experiência maravilhosa e gratificante. Precisamos, cada vez mais, de figuras como ele. E que o sorte será ter o homenageado na plateia desses quatro shows!”, vibra Lucas Porto, violonista de sete cordas e diretor musical de “Hermínio Bello de Carvalho, aos 80 – Uma Rosa Para o Poeta”.

Pesquisar e elaborar os roteiros coube ao jornalista e cantor Pedro Paulo Malta. “Além de ouvir pilhas de discos e vasculhar livros e sites de referências em busca dos lados A, B e C do Hermínio, uma coisa que fez toda a diferença nessa pesquisa foi o acesso ao homenageado, que não só trouxe sugestões para os repertórios, como também questionou, ponderou (e, ufa!, avalizou) as seleções que fiz juntamente com o Gustavo e o Lucas. Tudo foi muito conversado e lapidado em conjunto, entre cafezinhos, quitutes, cervejas e visitas ao Hermínio. Espero que este clima chegue ao público”, celebra ele.

O que se ouvirá em cada noite é um painel afetivo da obra do Hermínio Bello de Carvalho como letrista. Estão lá as suas paixões: o Rosa de Ouro, a Mangueira, as grandes cantoras, a devoção por Pixinguinha e Jacob do Bandolim e os parceiros que ele segue multiplicando a todo vapor. Em cada show, entram em cena dois intérpretes especialmente escolhidos em função dos repertórios.

Programe-se:

Dias 14 e 15 de julho (quinta e sexta), às 19h:.
ROSAS: DE OURO E DA MANGUEIRA
Com Marina Íris e Marcos Sacramento

Este show tem como referência dois marcos fundamentais do início da carreira de Hermínio: o espetáculo Rosa de Ouro, responsável por revelar Nelson Sargento, Elton Medeiros, Paulinho da Viola, Clementina de Jesus, e o Zicartola, polo cultural, gastronômico e musical, criado pelo compositor Cartola e sua mulher, Zica.

No roteiro, Alvorada” (com Cartola e Carlos Cachaça), “Chão de esmeraldas” (com Chico Buarque), “Cicatriz” (com Zé Kéti), “Mudando de conversa” (com Maurício Tapajós), “Pressentimento” (com Elton Medeiros), “Rosa de ouro” (com Paulinho da Viola e Elton Medeiros) e “Sei lá, Mangueira” (com Paulinho da Viola), entre outras.

Dias 16 e 17 de julho (sábado e domingo), às 19h:.
AS DIVAS DO POETA
Com Alaíde Costa e Áurea Martins

Homenagem às mulheres que encantaram o poeta, além das parceiras, como Sueli Costa, Dona Ivone Lara, Simone e Joyce. As cantoras têm papel fundamental na carreira de Hermínio, cuja obra foi imortalizada por interpretações inesquecíveis de Elizeth Cardoso, Zezé Gonzaga, Marlene e Alaíde Costa, por exemplo.

No roteiro, entre outras, “Camarim” (com Cartola), “Cobras e lagartos” (com Sueli Costa), “Fala baixinho” (com Pixinguinha), “Mas quem disse que eu te esqueço (com Dona Ivone Lara), “Monotonia” (com Célia Vaz) e “Sou apenas uma senhora que ainda canta” (com Radamés Gnattali)

Dias 21 e 22 de julho (quinta e sexta), às 19h:.
CHOROS E AMIGOS
Com Joyce Moreno e Zé Renato

O choro tem um lugar especial na obra de Hermínio. No terceiro show, são homenageados os parceiros chorões: dos ídolos Pixinguinha e Jacob do Bandolim a aprendizes contemporâneos, como o violonista e arranjador Mauricio Carrilho. Também são lembrados os parceiros póstumos, como Chiquinha Gonzaga, João Pernambuco, Ernesto Nazareth e Heitor Villa-Lobos.

No roteiro, estão garantidos “Amigo é casa” (com Capiba), “Atraente” (com Chiquinha Gonzaga), “Doce de coco” (com Jacob do Bandolim), “Escorregando” (com Ernesto Nazareth), “Estrada do sertão” (com João Pernambuco), “Mulher faladeira” (com os Maurício Carrilho e Maurício Tapajós), “Noites cariocas” (com Jacob), “Prelúdio da solidão” (com Villa-Lobos) e “Vou vivendo” (com Pixinguinha).

Dias 23 e 24 de julho (sábado e domingo), às 19h:.
TIMONEIRO DE NOVOS PARCEIROS E DE PARCEIROS NOVOS
Com Gabi Buarque e Vidal Assis

Incentivador de novos talentos, sem perder de vista a referência aos que abriam caminho no passado, Hermínio sempre esteve envolvido com iniciativas que permitissem ampliar o conhecimento da e sobre a música brasileira, renovando a sua força e afirmando a sua vitalidade. Neste show, são destacadas as parcerias com músicos de gerações mais jovens, como Vidal Assis, Lucas Porto, Fernando Temporão, Guilherme Sá e Kadu Mauad, além de parceiros marcantes, como o cantador paraense Vital Lima e o sambista carioca Moacyr Luz.

No roteiro, pérolas como “Meu vadio coração” (com Lucas Porto), “O samba é minha nobreza” (com Teresa Cristina e Luciane Menezes), “Pastores da noite” (com Vital Lima), “Quando o amor acaba” (com Moacyr Luz), “Penúltimo desejo” (com Vidal Assis) e “Timoneiro” (com Paulinho da Viola).


“Hermínio Bello de Carvalho, aos 80 – Uma Rosa Para o Poeta”, serviço

QUANDO: dias 14, 15, 16, 17, 21, 22, 23 e 24 de julho, sempre às 19h
ONDE: Centro Cultural Correios – Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro do Rio
QUANTO: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia entrada para estudantes e maiores de 65 anos
E MAIS: A casa dispõe de 199 lugares e a classificação é livre

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08

ThiagoThiagoEm comum, a música, acima de tudo, e a amizade, que faz com que a maioria dos encontros termine em música. O cantor e compositor Thiago Thiago de Mello (em foto de Louise Calixto) será o segundo dos três artistas selecionados por edital para levar os seus trabalhos no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF). Ilessi abriu a trilogia em maio e Luiza Borges a encerrará, em novembro. No dia 12 de julho, às 19h, será a vez de Thiago Thiago de Mello cantar o repertório do seu “Amazônia Subterrânea” para o público do Centro do Rio. Ingressos a R$ 30.

É um projeto para além do disco, que Thiago gravará ainda este ano – ele tem dois álbuns com a banda Escambo: “Flúor” (2009) e “Neón” (2013). Nascido no Leblon, cidadão do Humaitá, o professor investe tempo, pesquisa e criatividade nesta coleção há cerca de três anos e meio. “Comecei a compor de maneira mais consciente sobre a Amazônia, onde morei na infância e para onde retorno todos os anos. Passei a ouvir mais sistematicamente outros compositores de lá, enchi a minha casa de plantas… Mexer com a floresta é sintonizar com a espiritualidade e a gente muda no processo”, avalia.

Ele conta que fez mais de 40 músicas em 2014, uma produção incomum. “Abri um canal e, entrando na Amazônia, entrei na história da minha família. Fui na casa do meu pai e encontrei pastas com documentos. Comecei a ler cartas da minha avó para o meu pai, que está agora com 90 anos, do meu bisavô para o meu avô. São cartas escritas em 1904! Abria e pulavam traças e eu lia cada vez mais interessado naqueles assuntos todos, dos quais sou herdeiro. Virei madrugadas devorando esses registros e descobri, por exemplo, que muitos antepassados tiveram inclinações musicais. Foi o que me deu fôlego para aprimorar essa pesquisa”, diz, lembrando que “o Brasil não conhece o Brasil”, como cantava Elis Regina, e a Amazônia, pulmão do mundo, riqueza do nosso país, é desconhecida para a maioria dos brasileiros.

A música de Thiago se ocupa de dar possíveis respostas para questões elementares (e fundamentais), como: Quem somos nós? E para que estamos aqui? “Já existe uma geração trabalhando com esse tipo de música que a gente faz, na contramão do mainstream. É muito investimento, pouco retorno financeiro. A gente trabalha muito pra conseguir shows e tocar os nossos projetos. Mas ainda é muito desproporcional. A recompensa vem de outras formas”, pontua.

Talvez por isso, a vontade de imprimir um certo ritmo na propagação da sua música pelas redes, através da Rádio Chama – ele é integrante do Coletivo Chama –, e dos vídeos que vem publicando, desde janeiro, sempre na primeira quinta-feira de cada mês, nas suas páginas no YouTube e no Facebook. “A ideia veio a partir da experiência com os meus alunos, que assistem a milhares de vídeos curtos por dia, e, ao mesmo tempo, prestigiam os meus shows, prestam atenção nos artistas que indico. Já temos vídeos prontos para subir até setembro e estou adorando fazer isso”.

Para o show no CCJF, o artista separou 15 composições, entre elas “Vingança de cunhã”, gravada pela banda Pietá e por André Muato, “Certezas inacreditáveis”, que nomeará o segundo disco da Luiza Borges, a ser lançado ainda este (o primeiro, “Romanceiro”, é de 2012) e “Que nem Japiim”, as duas últimas, em parceria com Edu Kneip. Japiim tem um conceito interessante: É um pássaro que imita os sons de outros pássaros, cobras e onças, porque ele mesmo não tem um som original.

Faz parte desse processo de buscar a própria voz que aproxima os três jovens artistas. Neste show, Thiago Thiago de Mello será acompanhado por Bernardo Aguiar na percussão/eletrônicos ele também participou dos shows da Ilessi e está no próximo disco da Luiza) e Diogo Sili na guitarra elétrica (que toca violão no show da Ilessi).

Vem aí!
E para fechar o ciclo de apresentações dessa gente jovem, cabelo ao vento reunida, a cantora Luiza Borges apresentará o show “Certezas inacreditáveis” no CCJF nos dias 25 de outubro e 15 de novembro. Em breve, mais informações!

Thiago Thiago de Mello no CCJF, serviço

QUANDO: 12 de julho, terça-feira, às 19h
ONDE: Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) – Av. Rio Branco, 241, no Centro. A bilheteria funciona de terça a domingo, das 12h às 19h, e atende no: (21) 3261.2565
QUANTO: Ingressos a R$ 30 (inteira), com meia-entrada (R$ 15)
E MAIS: A casa dispões de 141 lugares e a censura é de 16 anos

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mart qinhoJá na terceira edição em Belo Horizonte, o Festival Vozes do Brasil expande suas atividades para fora do berço mineiro e desembarca pela primeira vez no Rio de Janeiro. Em julho, o público do Oi Futuro em Ipanema assistirá a cinco shows inéditos. São eles: Qinho e Mart’nália (dia 1), Ava Rocha e Juliana Perdigão (dia 2), Gustavito e a Bicicleta e Sérgio Santos (dia 3), Thiago Delegado e Marcela Mangabeira (dia 8) e Fernando Temporão e César Lacerda (dia 9). Ingressos a R$ 30.

Idealizado pela produtora Danusa Carvalho em parceria com a jornalista Patrícia Palumbo, criadora do programa de rádio homônimo, o Festival Vozes do Brasil segue promovendo encontros entre artistas mineiros e de fora do estado e agora, amplia a ação para a cena carioca que, desde os tempos do Clube da Esquina, dialoga com a sonoridade mineira.

“A diversidade da música brasileira tem sido a pauta do Vozes do Brasil nesses 18 anos de rádio. No festival a gente segue a mesma linha. Esse ano, com grande destaque para a música de Minas Gerais que está com uma geração muito talentosa espalhada pelo país. E é um festival de encontros, sempre. De estilos e gerações. Estamos felicíssimas de estrear no Rio de Janeiro já com dois finais de semana. É uma alegria levar essa festa de encontros musicais para ares cariocas”, diz a curadora Patrícia Palumbo.

Tanto o programa quanto o festival são reconhecidos como importantes plataformas de circulação para artistas e bandas independentes – e nem tanto. Artistas de peso, como Zélia Duncan, Paulinho Moska e Marina Lima se juntaram aos mais jovens Tiê, Marcelo Jeneci, Karina Buhr, Anelis Assumpção, Flávio Renegado e Mariana Aydar, entre outros, nas duas edições anteriores. Deu tudo tão certo que chegou a hora de crescer.

Mais do que um punhado de shows bacanas, o Vozes do Brasil é uma celebração do momento histórico da música brasileira, realizada através de uma série de encontros, que reúnem artistas tão diversos quanto similares. “Tenho um orgulho muito grande de, além de ser parceira da Patrícia Palumbo, que é uma comunicadora incrível, criar junto parcerias que enaltecem os jovens artistas que dão continuidade ao legado da nossa riquíssima MPB”, diz Danusa Carvalho, da Casulo Cultura.

Neste ano, o festival traz mais uma inovação: a parceria com a recém-inaugurada Rádio Vozes. Com 24 horas por dia de programação via web (www.radiovozes.com) e aplicativo (iOS e Android), a rádio apresenta interatividade e conteúdo de qualidade através da transmissão ao vivo ou da escuta sob demanda, em streaming musical gratuito e podcasts (programas em áudio) que abordam temas como meio ambiente, gastronomia, mobilidade urbana, cotidiano e música para todos os gostos.

PROGRAMAÇÃO

Dia 1 de julho:. Qinho + Mart’nália
O cantor e compositor Qinho tem o seu nome garantido no circuito independente do Rio de Janeiro. Em seus disco atual, “Ímpar” (2015), ele avança em uma nova sonoridade, recheada de notas dissonantes, elementos eletrônicos e letras poéticas, que deslizam do pop ao experimentalismo.

Mart’nália, por sua vez, frequenta desde pequena as rodas de samba de Vila Isabel, Bonsucesso e de Madureira, na companhia do pai, o bamba Martinho da Vila. Foi assim que nasceu a paixão pelo gênero que a acompanha durante a sua carreira, registrada, até então, dez álbuns e quatro DVDs que caíram nas graças do público e da crítica.

Dia 2 de julho:. Ava Rocha + Juliana Perdigão
Ava Rocha é uma das grandes promessas da música brasileira. Com o disco “Ava Patrya Yndia Yracema” (2015), ganhou o prêmio Multishow na categoria Artista Revelacão e a faixa “Você Não Vai Passar”, de própria lavra, venceu na categoria Melhor Hit. Filha de Glauber Rocha, Ava é uma artista multimídia, com passagens pelo teatro e pelo cinema.

No “Álbum Desconhecido” (2102), a cantora, flautista e clarinetista Juliana Perdigão registrou inéditas de compositores da nova geração da canção brasileira. Atualmente vive em São Paulo, atua no Teat(r)o Oficina e se apresenta ao lado da banda Os Kurva em shows cujo repertório passeia, novamente, por autorais e músicas de contemporâneos. Juliana Perdigão e os Kurva se preparam para entrar em estúdio a fim de gravar o segundo disco solo da artista mineira.

Dia 3 de julho:. Gustavito e a Bicicleta + Sérgio Santos
Gustavo Amaral é Gustavito, importante nome da cena musical independente de Belo Horizonte. Como compositor, Gustavito (também multiinstrumentista e arranjador) demonstra um estilo marcado por uma sonoridade refinada, com melodias e harmonias inusitadas, mesclada à influência de ritmos populares como samba-reggae, ijexá e maracatu. Gustavito está lançando “Quilombo Oriental”, disco independente produzido com a banda “A Bicicleta”, que acompanha o compositor há três anos.

Intérprete, violonista e compositor, Sérgio Santos acumula mais de 30 anos de carreira. Só com Paulo César Pinheiro compôs mais de 250 canções, muitas delas foram gravadas por nomes como Leila Pinheiro, Alcione e Dori Caymmi. O mineiro Sérgio lançou oito discos, entre eles o elogiado “Triz”, com Chico Pinheiro e André Mehmari.

Dia 8 de julho:. Thiago Delegado + Marcela Mangabeira
O violonista Thiago Delegado se apresenta em formato quarteto explorando todas as possibilidades do seu sete cordas. No repertório, composições de “Viamundo”, o seu terceiro álbum solo, além de releituras de compositores consagrados.

Reconhecida e elogiada por personalidades como Roberto Menescal, Nelson Motta e Gal Costa, Marcela Mangabeira vem conquistando o seu lugar como cantora e integrante do grupo 4 Cantus. No disco “Colors of Rio” (2013), Marcela combina músicas pop em inglês com arranjos brasileiros.

Dia 9 de julho:. Fernando Temporão + César Lacerda
Dois anos e meio depois da bem-sucedida estreia solo, com o lançamento do elogiado “De Dentro da Gaveta da Alma da Gente” (2013), o cantor carioca Fernando Temporão (foto) aprofunda a investida no pop contemporâneo em “Paraíso” (2016), no qual se firma como um dos compositores mais políticos da sua geração.

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O mineiro César Lacerda passou a sua adolescência em Belo Horizonte e já vive no Rio de Janeiro há alguns anos.  Estreou em disco em “Porquê da voz” (2013), com doze faixas autorais e as participações dos mestres Lenine e Marcos Suzano, por exemplo. O trabalho foi reconhecido pela crítica especializada, o que deixou expectativa para o segundo álbum, “Paralelos & Infinitos” (2015).

FESTIVAL VOZES DO BRASIL NO RIO DE JANEIRO, serviço:

QUANDO: 1, 2 e 3 (sexta, sábado, às 21h, e domingo, às 20h); 8 e 9 (sexta e sábado, às 21h) de julho

ONDE: Teatro Oi Futuro Ipanema – Rua Visconde de Pirajá, 54, em Ipanema. Informações pelo (21) 3131.9333

QUANTO: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada para estudantes e maiores de 65 anos)

E MAIS: A casa dispões de 92 lugares e a classificação é livre

Monica Ramalho

Monica Ramalho

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